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25 de setembro de 2014

Câmera mirrorless Kodak Pixpro S-1

   Já faz um tempinho que a Kodak ousou ingressar no mercado de câmeras mirrorless mas, como de costume (desde que a empresa foi adquirida pela JK Imaging), os lançamentos são sempre obscuros, sem muitas informações e fica tudo na base do achismo. Como ainda não concluí meu curso de cartomante preferi esperar para ter as informações em mãos aproveitando ainda a onda dos muitos lançamentos da Photokina para escrever sobre a Kodak Pixpro S-1, uma mirrorless que faz parte do sistema Micro 4/3. E fazer parte deste sistema é uma grande vantagem já que isso significa que ela poderá usar perfeitamente as objetivas feitas por Olympus (M. Zuiko) e Panasonic (Lumix), já nasce com uma grande variedade de lentes para escolher.
O visual segue o padrão das compactas desta nova fase da Kodak
   A Kodak Pixpro S-1 é equipada com sensor CMOS de 16 megapixels (4/3 com resolução total de 16.83MP); possui 25 pontos de autofoco; fotografa nas proporções 3:2, 4:3 e 16:9, nos formatos JPEG e RAW; possui estabilização pelo sensor; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos incluindo modo bulb de até 30 minutos; sensibilidade ISO 200-12800; o modo contínuo alcança até 4fps (limitado a 23 imagens); acompanha flash externo compacto com número-guia 6.8 em ISO 100; possui wi-fi integrado; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD inclinável mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 410 fotos por carga.
O painel traseiro não taz nada de novo, é muito parecido com o que se encontra por aí
   Muitas coisas na Kodak continuam sendo incógnitas, como o sensor que ninguém sabe ao certo quem fabricou. Algumas fontes citam a Panasonic enquanto outras citam até a Sony que nunca fez parte do sistema Micro 4/3, acho bem possível que este sensor seja da Panasonic mesmo. Com as lentes acontece o mesmo, a câmera acompanha uma objetiva 12-45mm f/3.5-6.3 (equivalente a 24-90mm) que ninguém sabe muita coisa sobre sua qualidade óptica, este kit será comercializado a 500 dólares nas cores branca e preta. Há outro kit circulando por aí contendo uma objetiva 42.5-160mm f/3.9-5.9 (equivalente a 85-320mm) e também foi lançada uma gigantesca 400mm f/6.7 (equivalente a 800mm) de foco manual.
Objetivas 12-45mm e 42.5-160mm
   Outras três objetivas para a baioneta 4/3 com o nome de Kodak foram desenvolvidas pela Sakar, duas delas são super claras: 25mm f/0.95 (equivalente a 50mm) e 50mm f/1.1 (equivalente a 100mm). A terceira é do tipo olho de peixe 8mm f/3.0 (equivalente a 16mm). Não sei muita coisa sobre elas a não ser o fato de possuírem foco totalmente manual e custarem 400 dólares, cada uma.
A hedionda objetiva 400mm
   Opinião do blogueiro: Não dá pra avaliar com segurança, tudo na Kodak é muito obscuro. A promessa é de uma câmera muito boa se o sensor for mesmo da Panasonic e ainda conta com uma vasta gama de lentes. A duração da bateria é um ponto forte em relação a outras câmeras da mesma categoria. a princípio, em relação a algumas concorrentes, o valor de 500 dólares parece um pouco caro. Então, na data de hoje não está recomendada mas eu gostaria de ver mais resultados desta câmera.

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12 de maio de 2014

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2011)

   Chegamos ao ano de 2011 na nossa jornada pela evolução das câmeras digitais ano a ano, e este ano foi particularmente interessante pois começava uma nova metamorfose nas câmeras digitais. Eu diria que nos primeiros anos de fotografia digital procurava-se por uma padronização em câmeras compactas, reflex, compactas premium e, posteriormente, as mirrorless. Tal padrão foi alcançado em meados da decada passada e então a fotografia passou por um marasmo, com poucas novidades. O ano de 2011 pode ser marcado como o contrário, o ano em que se começou a buscar uma "despadronização", desconstruir tudo que foi criado até então em busca de alternativas interessantes para os novos fotógrafos, pois a fotografia digital chegava com força aos smartphones e era de se esperar uma reação dos fabricantes de câmeras. Vamos ver o que eles aprontaram neste atípico ano de 2011.
A ideia do mini espelho pareceu uma tentativa desesperada de inovar, mas nunca deu certo
   Logo no início do ano começamos com esta bizarrice que foi um dos últimos sopros de vida da Kodak antes de seu quase-fim e compra da marca por uma empresa asiática. A Kodak EasyShare Mini (M200) vinha com um minúsculo espelho redondo e levemente convexo (como os retrovisores de automóveis) que, reza a lenda, tinha como utilidade ajudar nos autorretratos. Era uma câmera com resolução de 10MP em um sensor minúsculo de 1/3 de polegada e 3x de zoom entre 29-87mm. Não deu muito certo.
Funciona muito mais como uma filmadora de bolso do que como câmera fotográfica
   Um dia depois foi a vez de a Casio inovar com uma câmera que serve mais como filmadora do que como câmera fotográfica, a Exilim TRYX, uma câmera bastante fina e com um visor totalmente móvel tornando possíveis os maiores malabarismos em busca da posição ideal para filmar (e até fotografar!) algo. Com 12MP em um sensor padrão de 1;2.3 de polegada e distância focal fixa em 21mm (isso mesmo, não havia zoom óptico), não se pode dizer que foi o mesmo fracasso da Kodak Mini, pois teve até uma continuação.
Uma excepcional câmera, que mostrou um pouco do que a Olympus poderia fazer nas suas compactas
   Novamente um dia depois, enfim algo de encher os olhos: a primeira compacta premium com controles manuais da Olympus desde o modelo SP320 no ano de 2006, e nunca antes uma compacta havia trazido consigo a sua elogiada óptica Zuiko, nas compactas rebatizada de I. Zuiko. A Olympus XZ1 foi um sonho de consumo meu durante algum tempo, mas a falta de grana me fez colocar os pés no chão. Essa belezura tinha sensor de 1/1.63 de polegada com resolução de 10MP e zoom de 4x entre 28-112mm em uma lente com agressiva abertura f/1.8-2.5, e tinha até um anel de controle ao redor da lente, que estava voltando à moda. Provavelmente era o mesmo sensor das compactas premium da Panasonic, parceira de longa data no sistema 4/3.
Vejam o tamanho da câmera e da lente!!!
   Eu disse que o ano era atípico, e eis que em setembro surge a Pentax Q. Essa nova bizarrive tecnológica (que agrada e muito ao público do Japão) consiste em uma câmera com sensor padrão de compacta (1/2.3 de polegada) com resolução de 12MP e lentes intercambiáveis. As lentes para um sensor como este eram tão pequenas que eram chamadas de Toy Lens, tipo Toy Story sabe? Parecem de brinquedo!!! E ainda foi criado um adaptador para usar as objetivas das reflex Pentax nesta câmera que possui fator de corte de 5.2x. Agora conseguem imaginarr uma objetiva 50mm com distância focal equivalente a 260mm?
Design retrô simples, bonito e eficiente
   A Fuji dava continuidade ao ambicioso projeto da série X (iniciado com a Fuji X100). A Fuji X10 foi a primeira câmera a utilizar a mesma tecnologia empregada na X100, agora em um sensor medindo 2/3 de polegada que passaria a se tornar o padrão da Fuji para suas compactas premium. É bem verdade que houve um erro de projeto neste sensor, o famoso mal dos círculos brancos, mas isso em nada manchou a reputação da fabricante pois quem entendia do assunto sabia que havia potencial para câmeras espetaculares e assim terminaria acontecendo. Com 12MP e objetiva 28-112mm f/2.0-2.8, era apenas o início de uma série de sucesso absoluto.
Muitos controles além de um muito bem-vindo anel de zoom
   Neste mesmo ano a Fuji deu outro grande passo com a série X, agora uma superzoom com este mesmo sensor de 2/3 de polegada: a Fuji X-S1. Com o problema dos círculos brancos minimizado, talvez a objetiva mais escura tenha ajudado nisso, é uma câmera que até hoje não teve sua sucessora mas continua sendo bastante procurada. Sua objetiva com 26x de zoom cobre distância focal entre 24-624mm.
Nikon V1 e suas lentes na mesma cor dos corpos
   A novidade da Nikon foi a adesão às mirrorless, mas com uma proposta totalmente diferente: as Nikon V1 e J1 foram anunciadas com sensores de 10MP medindo apenas 1 polegada, bem menor do que todas as concorrentes e um fator de corte de 2.7x. O problema é que as câmeras não ficaram tão pequenas quanto deveriam ser (por conta do sensor muito menor) e nem os preços ficaram mais baixos (como um sensor menor deveria sugerir). É um sistema que está até hoje buscando sua afirmação, mas seriam lançados muitos outros modelos nos próximos anos.
Nikon V1 foi a câmera principal para o início das mirrorless Nikon
   Mas, sem dúvida, o que mexeu com a fotografia digital neste ano foi a Lytro Light Field. Uma câmera que se parece mais com uma lanterna e prometia (e cumpria!) que se fizesse o foco após a foto já estar pronta, era a chamada "câmera de campo luminoso". Ela conseguia focar todos os planos possíveis e possibilitava que o usuário na hora da edição escolhesse onde ficaria o foco, no fundo, na frente, no meio, tudo com um simples toque na área desejada. Na época eu a chamei de câmera de preguiçoso mas a ideia foi se aperfeiçoando e outros modleos modelos melhores surgiram a seguir. Sua lente com distância focal entre 35-280mm possuía abertura f/2.0 constante e nunca foi uma câmera muito barata.
A princípio a Lytro parece um tanto estranha, mas a ideia é genial
   Em cada parágrafo há um link para a matéria correspondente às câmeras no Foto Fácil. Aguardem a matéria sobre o ano de 2012, teve muita coisa nova e legal também.

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21 de março de 2014

Lentes Kodak para smartphones

   Isso já não é mais novidade, a Sony foi a primeira a se aventurar em desenvolver lentes com sensor embutido para serem usadas em smartphones via wi-fi. Eu acho a ideia boa, mas em meio a tantas novidades neste nicho que está sendo exaustivamente explorado, talvez tenha vindo no momento errado e termina sendo algo um tanto caro, mas precisamos ver a resposta do público a estas novidades para saber o que vai vingar (vender) ou não.
PixPro SL10
   Assim como a Sony fez, são dois modelos: SL10 com 10x de zoom e SL25 com 25x de zoom, sempre zoom óptico, a maior razão da existência destes singelos acessórios. Como atualmente os lançamentos da Kodak são um tanto obscuros (é apenas um press release basicão e nada de informação no site oficial) vou passar aqui para vocês todas as informações que consegui encontrar. E não são muitas...
PixPro SL25
   Chamadas de Kodak PixPro Smart Lens, a PixPro SL10 é uma lente equivalente a 28-280mm com abertura f/3.2-5.6, possui estabilização óptica e seu custo inicial  é de 200 dólares. A PixPro SL25 é uma lente equivalente a 24-600mm com abertura f/3.7-6.2, também possui estabilização óptica e seu custo inicial é de 300 dólares. Ambas podem ser usadas em sistemas Android e iOS, alem de possuírem um slot para cartão MicroSD dispensando o uso da memória interna ou do cartão de memória do dispositivo móvel onde forem usadas. Não há informação oficial mas é bem provável que o sensor destas lentes seja o padrão das compactas, medindo 1/2.3 de polegada.
Detalhe do encaixe da lente, ao lado botão de disparo e alavanca de zoom
   É isso, não tem mais informação sobre elas, em breve falarei das superzoom e da mirrorless Kodak. Sim, ela fez uma câmera mirrorless! Mas ainda espero por informações mais consistentes, tudo na Kodak continua meio por debaixo dos panos e fica difícil fazer qualquer avaliação mais segura.

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25 de novembro de 2013

Apple QuickTake, um dos maiores fracassos da fotografia digital

   Não fosse este artigo do Cardoso no Meio Bit eu jamais saberia que a Apple havia lançado câmeras digitais, e que essa aventura seria mais um de seus erros históricos. Não que fossem câmeras tão ruins assim para a época, mas um conjunto de fatores levou as câmeras Apple QuickTake a tornarem-se um retumbante fracasso.
Um binóculo travestido de câmera digital
   A primeira delas, a QuickTake 100 tinha um formato de binóculo e foi co-produzida por Chinon (um braço japonês da Kodak) e a própria Kodak no ano de 1994, bem no início da era difgital da fotografia como descrito aqui na série sobre a evolução das câmeras digitais. A sua resolução era VGA (640x480 pixels ou 0.3 megapixels), a lente possuía abertura f/2.0 e havia um pequeno monitor LCD com algumas informações sobre bateria, memória restante, entre outras. Os grandes pecados desta câmera foram o absurdo preço de 750 dólares e a não menos absurda compatibilidade apenas com  os mega "populares" computadores Mac, além da impossibilidade de se apagar alguma imagem da memória interna da câmera (ou apagava todas elas de uma vez ou não apagava nada).
O cartão no centro da imagem é o falecido Smartmedia
   No ano de 1995 surgiu a QuickTake 150 com o mesmo formato da câmera anterior e parecia mais uma QT100 com atualização de firmware que permitia gravar o dobro de imagens e também em formatos mais amigáveis como o BMP e JPEG em vez dos formatos QuickTake e Pict da sua antecessora. Foi incluído no seu kit um adaptador para fotos macro e que também poderia ser utilizado na QT100, mas a grande mudança foi a compatibilidade com Windows 3.1, o que poderia ajudar a popularizar esta câmera, mas o preço era de proibitivos 700 dólares.
Apple QuickTake 200 e sua irmã gêmea Fuji DS7
   Em 1997 a QuickTake 200 encerra a grotesca aventura da Apple na fotografia digital, agora com um formato mais padronizado e um slot de expansão de memória para cartão Smartmedia, lembram dele? Esta câmera foi desenvolvida pela Fuji e nada mais era do que uma Fuji DS7 renomeada, já não haviam mais problemas de incompatibilidade com sistemas operacionais, formatos proprietários ou simples funções como apagar uma foto, mas o preço de 600 dólares continuou afastando o consumidor até que Steve Jobs voltou à maçã e acabou com a farra da QuickTake. Será que um dia a Apple volta a produzir câmeras digitais?

28 de outubro de 2013

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2005)

   Estamos no ano de 2005 e após muitos anos de aceleradíssima evolução, em busca de uma espécie de "identidade visual e tecnológica", o mundo da fotografia experimenta um princípio de estagnação tecnológica. O mercado começa a ficar inchado de câmeras muito semelhantes, as fabricantes começam a lançar vários modelos com poucas modificações entre si e o formato visto na grande maioria das câmeras compactas já é o que se tornou o padrão de hoje em dia, algo que já havia acontecido com as câmeras reflex dois ou três anos antes. Mas ainda assim houve algumas tentativas de fazer algo diferente.
kodak Easyshare One e seu painel traseiro móvel
   A Kodak criou uma câmera que trazia um painel traseiro móvel, não era apenas o monitor LCD que se movia, era todo o painel incluindo os botões e controles. A Kodak Easyshare One trazia o maior monitor LCD até o momento (3 polegadas), possuía um sensor CCD de 4 megapixels e sua lente com 2.8x de zoom cobria disância focal entre 36-100mm.
Stylus Verve S e seu bizarro design
   Outro design que surpreendeu foi o da Olympus Stylus Verve S, câmera com apenas 2x de zoom entre 35-70mm e sensor de 5 megapixels com o tamanho padrão da época de 1/2.5 de polegada. Como podemos ver acima, foi um design que não vingou já que não há nada parecido hoje em dia. Foi uma bola fora da Olympus.
Canon SD450 e o adaptador wireless para impressão direta das fotos
   A Canon só teve algo digno de nota no ano de 2005 devido a duas novidades que só nos dias de hoje se tornaram algo mais corriqueiro: o wi-fi e o filtro low-pass. O primeiro foi encontrado (de forma precária) na compacta Canon SD450 wireless, e o segundo foi apenas modificado (e não suprimido) na reflex Canon 20Da. Câmeras que estavam à frente do seu tempo, mas não viraram a febre de hoje em dia.
Sony H1, o início de uma série de muito sucesso
   Por fim, acho que a Sony merece o destaque no ano de 2005. Foram três câmeras que merecem um comentário aqui: a primeira é a Sony T33 por introduzir um design superfino que é largamente usado hoje em dia. Isso também pode ser encarado como um sinal de que as compactas com controles manuais, algo anteriormente muito comum, começavam a rarear. A segunda é a Sony H1, o primórdio da sua série de compactas de longo alcance de maior sucesso, e que perdura até hoje.
A Sony R1 possuía monitor LCD e dial de modos de exposição em posições bem diferentes
   A terceira foi algo que injustamente (e imperdoavelmente) o blogueiro deixou passar na ocasião do lançamento da Sony RX10, o blogueiro deveria ter pesquisado melhor na época. A Sony R1, esta sim foi a primeira câmera no mundo a possui um sensor APS-C (CMOS de10 megapixels) com objetiva zoom, 24-120mm. E reparem na foto como era uma objetiva enorme, gigantesca, para apenas 5x de zoom. A abertura era f/2.8-4.8 e, sem dúvida alguma, foi a câmera de maior destaque em um ano de poucas grandes novidades. Mas essa câmera também tem um quê de bizarrice...
Sem comentários para este design

20 de setembro de 2013

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2004)

   Desde maio eu não atualizava esta série de postagens, mas ela nunca foi esquecida. Como agora divido minhas atenções com o Resumo Fotográfico e também com o Fotografia-DG o tempo ficou mais escasso, mas pretendo terminar esta série até dezembro ao comentar as câmeras de 2009 já que o blog foi inaugurado no início de 2010. Mas vamos falar sobre o que surgiu no mundo da fotografia em 2004, começando pelas câmeras reflex com sensor Full-Frame. A Kodak lançou dois modelos com sensores de 14 megapixels, algo absurdamente alto para a época, que já usavam os modernos (para a época) cartões SD mas não abandonaram o slto para cartãos CF. Se chamavam Kodak DCS Pro SLR/c e Kodak DCS Pro SLR/n cada um com uma baioneta diferente e ganha um doce quem souber o que quer dizer as letras c e n em cada uma das duas câmeras. Atenção: aqui acaba a história das câmeras DSLR Kodak, foram seus dois últimos modelos.
As duas últimas câmeras reflex lançadas pela gigante Kodak
   Uma câmera rara foi lançada também neste ano de 2004, a Epson RD1. Era uma rangefinder (a primeira digital) com baioneta Leica M e foi uma co-produção com a Cosina, antiga fabricante de câmeras e lentes,  que hoje tem seu nome associado à outra fabricante, a Voigtländer. Em 2009 a Epson fabricou umaversão melhorada, a RD1x, e parou por aí.
Epson RD1/ DPReview
   Agora nas compactas, a Sony M1 foi a tentativa daquele ano de um design diferente. Apesar de as câmeras já estarem quase tomando a forma padrão de hoje em dia, ainda se tentava alguma coisa diferente. Vejam abaixo o resultado desta tentativa da Sony...
Sony M1 e seu pitoresco design
   Os destaques da Canon ficaram por conta do início de duas séries: uma superzoom que segue até hoje que é a Canon S1 (o embrião da atual Canon SX50) e uma compacta premium que era um misto desta superzoom com a sua já estabelecida série G de compactas premium, a Canon Pro1. Esta série não teve sucesso (não houve continuação dela) pois tratava-se de algo muito caro na época, uma compacta premium com 7x de zoom entre 28-200mm com sensor 2/3.
Canon S1 e Canon Pro1/Steve's Digicams
   A Pentax lançou algo que era bem incomum àquela época, uma compacta à prova d'água chamada Pentax 43WR. Possuía o então sensor padrão das compactas medindo 1/2.7 de polegada com objetiva 37-104mm totalizando 2.8x de zoom e possuía um formato quadrado semelhante ao das digitais Polaroid PDC. Como curiosidade, o limite de profundidade desta câmera era de 90 centímetros.
Pentax 43WR e seu formato estilo Polaroid PDC
   Uma câmera excepcional daquele ano foi a Panasonic LC1 (talvez a melhor compacta de 2004) que possuía uma poderosa lente Leica 28-90mm f/2.0-2.4 em um não menos poderoso sensor de 2/3 de polegada. Ela fotografava em RAW e sua lente possuía aneis bem espaçados de zoom, abertura e foco, e ainda havia um anel para controle do tempo de exposição no alto da câmera. Como a lente terminou ficando muito extensa devido a estes 3 aneis, talvez isto tenha sido um fator determinante para que se tivesse encerrado a série LC e dado início à série LX de compactas premium que está aí até hoje.
A fabulosa Panasonic LC1
   Compactas com grande angular de 28mm eram quase exclusividade das premium, com o sensor 2/3. A Ricoh anunciou naquele ano a Ricoh Caplio RX com uma lente 28-100mm em sensor de 1/2.7 de polegada. Era a chance de se ter uma boa grande angular (excepcional para a época) pagando um pouco menos.
Ricoh Caplio RX
   Mas a grande novidade tecnológica daquele ano pode ser considerada a Nikon Coolpix 8400. Se já era difícil encontrar câmeras com grande angular de 28mm, imaginem com 24mm? Pois a Nikon 8400 foi a primeira compacta digital a possuir este ângulo tão largo. Para se ter ideia, ela causou o mesmo espanto que a Panasonic FZ70 está causando este ano com seus poderosos 20mm. A objetiva 24-85mm totalizando 3.6x de zoom com abertura f/2.8-8.0 e macro de 3cm. O sensor de 2/3 de polegada possuía 8MP de resolução. Nada mau para a época, hein?
Nikon 8400/ Ian Parnell Photography

15 de julho de 2013

Ressurgimento da Kodak

   No início de 2013 foi anunciado o retorno da Kodak à produção de câmeras digitais sob o controle da empresa JK Imaging que também é responsável pela produção das câmeras GE, então podemos imaginar que o hardware das câmeras destas duas marcas sejam da mesma procedência. Já foram produzidas algumas compactas e também está em desenvolvimento uma câmera mirrorless, rumores indicam que a Sony possa ser a fabricante dos sensores desta câmera, o que seria um alento. Vocês serão apresentados às compactas agora:
Kodak FZ41 com um design bem simples, sem invenções
   A Kodak FZ41 é equipada com sensor CCD de 16.15MP (1/2.3 de polegada com 16.44MP de resolução total); sua objetiva com 4x de zoom cobre distância focal entre 27-108mm com abertura f/3.0-6.6 e macro de 5cm; possui estabilização digital; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 4 segundos; sensibilidade ISO 80-1600; o alcance do flash é de até 5.2 metros em ISO 800; possui modo manual; faz vídeos HD com taxa de 30fps em formato MOV e som mono; seu monitor LCD mede 2.7 polegadas; e é alimentada por 2 pilhas AA com capacidade para até 360 por carga. Disponível nas cores vermelha e preta ao custo de 70 dólares.
A Kodak FZ51 também possui um visual simples e é mais fina devido ao fato de usar bateria
   A Kodak FZ51 é equipada com sensor CCD de 16.15MP (1/2.3 de polegada com 16.44MP de resolução total); sua objetiva com 5x de zoom cobre distância focal entre 28-140mm com abertura f/3.9-6.3 e macro de 5cm; possui estabilização digital; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 80-1600; o alcance do flash é de até 3.9 metros em ISO 800; possui modo manual; faz vídeos HD com taxa de 30fps em formato MOV e som mono; seu monitor LCD mede 2.7 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para até 200 fotos por carga. Disponível nas cores vermelha e prata ao custo de 80 dólares.
Câmera de bolso com 4 pilhas AA, a Kodak FZ151 lembra as antigas Canon série A
   A Kodak FZ151 é equipada com sensor CCD de 16.15MP (1/2.3 de polegada com 16.44MP de resolução total); sua objetiva com 12x de zoom cobre distância focal entre 24-360mm com abertura f/3.3-5.9 e macro de 3cm; possui estabilização óptica; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 80-1600; o alcance do flash é de até 4.7 metros em ISO 800; possui modo manual; faz vídeos HD com taxa de 30fps em formato MOV e som mono; seu monitor LCD mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para até 210 fotos por carga. Disponível nas cores prata, preta e vermelha ao custo de 150 dólares.
Curiosamente a Kodak AZ251 não possui o modo de prioridade de abertura
   A Kodak AZ251 é equipada com sensor CCD de 16.15MP (1/2.3 de polegada com 16.44MP de resolução total); sua objetiva com 25x de zoom cobre distância focal entre 24-600mm com abertura f/3.7-6.2 e macro de 3cm; possui estabilização óptica; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 80-3200; o alcance do flash é de até 7.1 metros em ISO 800; possui controles manuais; faz vídeos HD com taxa de 30fps em formato MOV e som mono; seu monitor LCD mede 3 polegadas; e é alimentada por 4 pilhas AA com capacidade para até 500 fotos por carga. Disponível nas cores branca, prata e preta ao custo de 150 dólares.
A Kodak AZ361 conta com todos os modos de prioridades
   A Kodak AZ361 é equipada com sensor CCD de 16.15MP (1/2.3 de polegada com 16.44MP de resolução total); sua objetiva com 36x de zoom cobre distância focal entre 24-864mm com abertura f/2.9-5.7 e macro de 5cm; possui estabilização óptica; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 80-3200; o alcance do flash é de até 7.5 metros em ISO 800; possui controles manuais; faz vídeos HD com taxa de 30fps em formato MOV e som mono; seu monitor LCD mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para até 200 fotos por carga. Disponível nas cores azul, branca, prata e preta ao custo de 230 dólares.
Kodak AZ362 possui diferença signifcativa de sensor em relação à irmã
   A Kodak AZ362 possui as mesmas especificações da câmera anterior com exceção ao sensor que é um CMOS com resolução de 16.38MP (com 16.79MP de resolução total) que, consequentemente, lhe permite fazer vídeos Full HD e possui um modo contínuo mais rápido, neste caso, de 5fps. Este modo contínuo não foi divulgado nas outras câmeras. Disponível nas cores preta e vermelha ao custo de 250 dólares.
A Kodak AZ521 é agora a compacta de maior alcance entre todas as existentes
   A Kodak AZ521 é equipada com sensor CMOS de 16.15MP (1/2.3 de polegada com 16.44MP de resolução total); sua objetiva com 52x de zoom cobre distância focal entre 24-1248mm com abertura f/2.9-5.6 e macro de 1cm; possui estabilização óptica; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 80-3200; o alcance do flash é de até 7.5 metros em ISO 800; possui controles manuais; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para até 240 fotos por carga. Chegará às lojas no último trimestre do ano com custo estimado em 370 dólares.
A Kodak AZ521 também conta com todos os modos de prioridade
   Dá para perceber algumas particularidades logo de cara neste recomeço da Kodak:
  • Todas as câmeras possuem modo manual
  • As especificações das câmeras CCD denotam que usam sensores um pouco defasados em relação ao que se usa atualmente nas câmeras de outras marcas, mesmo as mais simples
  • A nomenclatura é bem facilitada devido à clara divisão entre duas séries e numeração de acordo com o zoom: FZ de Friendly Zoom e AZ de Astro Zoom. Os primeiros algarismos são referentes ao zoom que a câmera possui e o último indica a quantidade de modelos com aquele zoom
  • A Kodak AZ521 "roubou" o título de compacta de maior alcance com 1248mm contra os 1200mm das antigas detentoras deste título: Fuji SL1000, Canon SX50 e Sony HX300
  • Ainda não dá pra saber se todas estas câmeras possuem modo manual total ou limitação de controle de abertura como alguns modelos Fuji, Samsung e Sony

   Não dá para fazer uma "opinião do blogueiro" com estas câmeras pois é tudo muito novo, não sei quem é o fabricante dos sensores, não sei do que são capazes as lentes PixPro e estas câmeras estão difíceis de encontrar até nos EUA que são a terra da Kodak, imaginem no Brasil. Só nos resta torcer para que seja feito algo digno da história da marca mais importante da fotografia em todos os tempos.

14 de março de 2013

Evolução das câmeras digitais (Ano 2001)

   O ano de 2001 não foi de grandes inovações tecnológicas mas não isso não quer dizer que não houve novidades. As Sony F, que eram câmeras espetaculares de muito zoom e alta qualidade de imagem, ganham a forte concorrência da Canon Pro90 (com sensor de 1/1.8 de polegada) e a Canon ainda aprontava a chegada da série A que viria se tornar a melhor série de compactas de bolso, dotadas quase sempre de controles manuais a baixo custo, com dois modelos: A10 e A20 (com sensores de  1/2.7 de polegada). Essa série foi imbatível até o seu fim, nunca houve concorrentes para ela.
Canon Pro90/Ephotozine
   Outra novidade foi a Panasonic, já em parceria com a Leica, lançando uma compacta com controles manuais e, inclusive, um LCD no topo com dados de exposição, como se fosse uma reflex. Era o embrião da parceria de maior sucesso da fotografia digital entre uma fabricante de eletrônicos em geral e uma fabricante tradicional de equipamentos fotográficos. Assim nascia a Panasonic LC5.
Panasonic LC5/DCResource
   Enquanto isso, nas reflex a briga esquentava, a Nikon lançava simultaneamente as D1H e D1X, esta última contava com a assombrosa (para a época) resolução de 5.3MP. A Canon contra-atacava com sua 1D, a primeira reflex com sensor APS-H (fator de corte 1.3x) de 4.1MP e a Kodak se mantinha um pouco à frente com sua DCS760 também com sensor APS-H, a diferença é que a resolução era de 6.1MP, imbatível naquele momento.
Nikon  D1H e D1X/Nico Van Dijk
Fontes: http://www.ephotozine.com/article/canon-powershot-pro90-is-arrives-220
            http://www.dcresource.com/reviews/panasonic/dmc_lc5-review/
            http://www.nicovandijk.net/digislr.htm

8 de novembro de 2012

Evolução das câmeras digitais (Ano de 1998)

   No ano de 1998 surgiram câmeras compactas de Kodak, HP, Leica, Minolta, Ricoh, e até a Toshiba se aventurou nesse ramo. A Kodak contruiu câmeras com design parrudo mas um tanto estranho; a HP não trouxe nada de mais, câmeras parecidas com as Epson, em design; a Leica trouxe um sensor de meia polegada em uma câmera com formato parecido com o de uma Mavica; a Minolta apostou em um modelo com grande angular (algo raro nessa época) sem zoom; a Ricoh que sempre se enveredou por nichos alternativos, optou por uma objetiva virada para o alto que podia ser movida para a frente; e a Toshiba trouxe uma câmera que nada mais era do que um clone da Fuji MX500. Mas este ano seria o ano da Sony, como verão mais para a frente.
Toshiba PDR-M1 e seu visual bem simples
   Algumas tendências desta época: câmeras que só fotografavam na proporção 5:4, diferente do padrão 3:2 da época do filme e do 4:3 que viria a se tornar um padrão nas digitais; visor óptico do tipo túnel, aquele que causa enormes erros de paralaxe;  e a grande angular passou a existir em compactas a partir deste ano pois, até então, era incomum as objetivas destas câmeras possuírem um ângulo mais largo que o de 35mm. Quem lançou mão de uma grande angular de 28mm pela primeira vez foi a Canon com sua Powershot Pro70 que seria o primeiro esboço das suas atuais superzoom.
Canon Powershot Pro70 dotada de sapata para flash
   Enquanto isso, a Sony dava o pulo do gato e começava a mostrar porque seria uma das mais populares (senão a mais popular) fabricantes de câmeras digitais do mundo com dois lançamentos que sacudiram o mercado na época: a Mavica FD71 com inacreditáveis 10x de zoom óptico; e inaugurava a sua super bem sucedida série Cybershot com a D700 de aspecto robusto com seus 5x de zoom, aparência muito parecida com a das superzoom atuais e também a grande angular de 28mm. Mas não é só isso! Como diriam os antigos comerciais de televendas dos anos 90...
Mavica FD71 e seus espantosos 10x de zoom
  Tanto a Mavica quanto a Cybershot iniciaram a tendência das objetivas super rápidas, a primeira possuía uma abertura f/1.8-2.9 para uma objetiva 40-400mm. Vejam bem, 400mm com abertura f/2.9! A segunda trazia abertura f/2.0-2.4 em uma objetiva 28-140mm. Quantas compactas fazem, hoje em dia, 140mm com abertura f/2.4? Mas não era só isso...a Mavica FD71 possuía o destruidor macro de 1cm, algo impensável para aquela época. Dá pra ver que não foi apenas um pulo do gato, e sim vários, deixando toda a concorrência para trás. Mas não era só isso, ainda tem mais Mavica no final dessa postagem...
A imponente Cybershot D700 imitando uma médio-formato
   Mudando um pouco de assunto, uma marca que mais para a frente se uniria à Sony começou sua aventura pelas digitais. A Minolta lançou a série DiMAGE com dois modleos chamados Wide e Zoom, o primeiro possuía uma grande angular de 28mm e a segunda era dotada de uma objetiva com 3x de zoom entre 38-115mm e um flash poderoso com 11 metros de alcance. O corpo era destacável do conjunto lente/sensor como a Ricoh faz hoje em dia.
Minolta DiMAGE e seu módulo destacável
   A Kodak, ao mesmo tempo em que continuava utilizando as reflex Canon e Nikon em conjunto com backs digitais em formato de grip, trazia suas primeiras compactas com um formato um tanto diferente, parecendo walkman's. Modelos com 2 e 3x de zoom, o de 2x continha uma grande angular de 29mm.
Kodak DCS220 e seu estilo walkman
   Voltando à Sony, ela reservou um grande presente aos aficcionados por fotografia no fim de 1998, uma Mavica com 14x de zoom, a FD91, isso deveria ser algo impensável àquela época. Era uma câmera extremamente pesada (quase 1 kg), ainda se utilizava dos disquetes de 1.44mm para armazenamento e daí vinham as baixas resoluções destas câmeras, 0.7 megapixels em uma época em que já se usava 1.5 MP. Outra inovação eram os grandes monitores LCD de 2.5 polegadas que estas novas Mavica traziam.
Mavica FD91 com monstruosos 14x de zoom
   Dá para perceber como o ano de 1998 foi vital para que a Sony construísse sua reputação na fotografia digital e arrebatar fãs que se mantém fieis há muitos anos a esta marca. E as novidades continuam surgindo em ritmo muito acelerado. A cada ano novas tendências surgem e também desaparecem as antigas. Os lançamentos começam a sair aos montes e fica cada vez mais acirrada a guerra de fabricantes.
Ricoh RDC4300 e seu sistema de objetiva móvel
Créditos das imagens:
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