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28 de agosto de 2014

Luzes por toda parte na Pentax K-S1

   A Pentax já foi responsável por algumas câmeras bizarras, não se pode negar que ela gosta de inovar, e ainda tem as suas reflex multicoloridas por aí (algumas até personalizáveis). E quando a gente acha que não tem mais o que inventar, eis que a Ricoh (atual detentora da marca Pentax) anuncia uma a Pentax K-S1, uma reflex com LEDs verdes iluminando sua empunhadura e seu botão de disparo. Mas como diria aquele comercial antigo de telemarketing (ligue 011 1406): mas não é só isso! Tem ainda 12 cores diferentes disponíveis como podem ver na imagem abaixo:
As doze casas do zodíaco, ops, cores da Pentax K-S1
   A Pentax K-S1 é equipada com sensor CMOS de 20.12 megapixels (APS-C com 20.42 megapixels de resolução total); possui 11 pontos de autofoco (sendo 9 pontos cruzados); possui estabilização no sensor (de até 4 stops); o tempo de exposição varia entre 1/6000 e 30 segundos e sincronização de flash a 1/180; sensibilidade ISO 100-51200; modo contínuo de até 5.4fps (limitado a 20 arquivos JPEG ou 5 RAW); flash pop-up com alcance de até 10 metros em ISO 100; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD mede 3 polegadas e há um viewfinder com 100% de cobertura da visão; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 480 disparos por carga. Disponível a partir de setembro ao custo de 750 dólares o corpo, e 800 dólares o kit com a objetiva 18-55mm.
O dial de modos saiu da sua posição original e ali ficou um dial de controle de exposição...
   O simulador de filtro anti-aliasing que foi lançado primeiramente na Pentax K-3 está presente também na Pentax K-S1. Ele funciona como uma espécie de filtro que liga e desliga, o fotógrafo opta por usar ou não o filtro a qualquer momento, de acordo com a sua vontade. O layout da câmera também foi repaginado fugindo um pouco daquele padrão do dial de modos no alto da empunhadura da câmera, este dial foi colocado no painel traseiro em volta do tradicional controle em forma de círculo ao lado do monitor LCD e o dial de controle de exposição foi transferido para o seu lugar. Isto poderia facilitar o uso da câmera mas acho que poderia ter sido incluído um outro controle de exposição.
...porém, onde deveria estar o dial de controle de exposição agora não tem mais nada, acho que poderia ser mantido
   Opinião do blogueiro: Os LEDs iluminadores até exercem algumas funções como indicar o número de rostos detectados no modo de detecção de faces e fazer a contagem regressiva do temporizador, mas a verdade é que estes LEDs são uma atração mais estética do que funcional. Fora isso, é uma excelente câmera (como todas as que a Pentax faz) e sempre fico com a impressão de as DSLR Pentax formarem um conjunto mais equilibrado do que as líderes de mercado aqui no Brasil. Recomendada na data de hoje para quem tem facilidade para comprar no exterior.
Vejam os LEDs como ficam
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27 de junho de 2014

Minhas palavras sobre a nova full frame Nikon D810

   Saiu a sucessora das D800 e D800E e desta vez não teremos dois modelos, apenas um e sem o filtro OLPF. A Nikon D810 surge para ser a nova proposta da Nikon de câmera DSLR para competir com médio-formato e há grandes inovações nos vídeos se tornando uma das melhores opções para cinegrafistas profissionais, ao lado da Sony A7S, Panasonic GH4 e da Canon 1D C.
Parruda câmera Nikon D810
   A Nikon D810 possui corpo em liga de magnésio e é equipada com sensor CMOS de 36.3MP (FX com resolução total de 37.09 megapixels); possui 51 pontos de foco (sendo 15 pontos cruzados); sensibilidade ISO 64-12800 (expansível até 32 e 51200); o tempo de exposição varia entre 1/8000 e 30 segundos incluindo modo bulb e a velocidade de sincronia com flash é de 1/250; processa arquivos RAW de 12 ou 14 bits (RAW de 12 bits disponível em tamanhos menores); o modo contínuo é de até 5fps em formato FX, podendo chegar a 7fps em formato DX; o flash possui número-guia 12; faz vídeos Full HD com taxas que variam entre 24 e 60fps e HD em formato MOV limitados a 20 minutos (ou 10 minutos em alta qualidade) com som estéreo; seu LCD mede 3.2 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para 1200 fotos por carga.
Design padrão das full frame Nikon
    Um dos destaques da Nikon D810 é a possibilidade de se fazer vídeos sem compressão, ideais para quem faz vídeos profissionais, e a câmera dispõe de uma saída HDMI permitindo que se grave o vídeo em alguma unidade externa e também se veja o vídeo em algum monitor ou TV. Outra possibilidade é a de gravar ao mesmo tempo o vídeo com compressão em uma unidade externa e sem compressão no cartão inserido na câmera, seja ele Compact Flash ou SD. A câmera é compatível com os adaptadores wi-fi e GPS disponíveis da Nikon. Seu obturador composto de kevlar e fibra de carbono possui vida útil estimada em 200 mil cliques. Disponível no exterior a partir do final de julho ao custo de 3300 dólares.
Painel traseiro com muitos botões e grande monitor LCD
   Opinião do blogueiro: É uma câmera bastante ousada, assim como foram suas duas antecessoras, mas a diferença é que agora atinge-se uma outra fatia do público que são os cinegrafistas. A maioria dos fotógrafos de eventos prefere a D4 ou a D610 (falando apenas em full frame) pois raramente precisam de grandes impressões e quem precisa ainda prefere os médios-formatos. Há entrada para microfone externo e a captação de áudio não seria um problema. A qualidade de imagem é inegável e fico curioso em saber como a D810 se comporta com o ISO 32 que não me lembro de ter visto antes em qualquer outra câmera digital. Super recomendada para quem precisa, além de fotos de altíssima qualidade em grandes ampliações, de vídeos de qualidade profissional, ainda que não esteja disponível a resolução 4k, que para muitos profissionais da área é desnecessária.

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28 de janeiro de 2014

A poderosa e resistente Fuji X-T1

   A Fuji segue ampliando seu leque de opções em câmeras mirrorless e, diga-se de passagem, todas elas possuem uma qualidade indiscutível. Aparentemente a Fuji "descobriu" a galinha dos ovos de ouro, entre parênteses porque o sensor X-Trans é fruto de muito trabalho e dá uma banho nas concorrentes eliminando por completo o já famoso filtro low-pass que tirava um pouco da nitidez a fim de evitar o desagradável efeito moiré. E agora é a vez da Fuji X-T1 mostrar todo o poder das mirrorless Fuji em um corpo que pode servir muito a bem a muitos profissionais da fotografia.
O visual retrô já característico das mirrorless Fuji
   A Fuji X-T1 é equipada com sensor CMOS de 16.3 megapixels (APS-C com 16.7 MP de resolução total); possui sensibilidade ISO 200-6400 nativa com expansão para 100, 12800, 25600 e 51200; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos, incluindo modo bulb de 60 minutos e sincronização de flash a 1/180; modo contínuo de até 8fps limitado a 47 imagens ou de até 3fps ilimitado; faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MOV e som estéreo limitados a 14 minutos; possui monitor LCD inclinável de 3 polegadas e enorme viewfinder de 0.5 polegada; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 350 fotos por carga.
Reparem como o viewfinder é enorme
   A Fuji X-T1 possui muitos outros atrativos como o viewfinder ao qual me referi no parágrafo acima que possui 4 modos diferentes: Full (imagem cheia), Normal (informações ao redor da imagem), Vertical (quando a câmera está na posição vertical) e Dual (auxilia o foco manual). Além dessa novidade, possui  uma infinidade de dials e botões praticamente eliminando a necessidade de usar menu, modo dedicado a time lapse, conversão de arquivos RAW na própria câmera, wi-fi embutido, e seu corpo é selado contra respingos e poeira e aguenta temperatura de até -10º C. Não possui flash embutido mas seu kit inclui um pequeno flash de sapata com número-guia 8, e também há a possibilidade de se adquirir um grip vertical separadamente. Seu preço inicial é de 1300 dólares o corpo e 1600 dóalres o kit com a objetiva XF 18-55mm f/2.8-4.0 R LM OIS.
Dials de ISO, tempo e compensação de exposição dão um toque de agilidade a esta câmera
   Opinião do blogueiro: Viva a Fuji que consegue inovar mesmo criando várias categorias diferentes da sua série X sem nem mesmo ainda ter lançado uma full-frame. É mais uma câmera que terá qualidade de imagem indiscutível e ainda se torna uma opção para usuários bem avançados ou profissionais. O viewfinder gigante é uma ideia muito bem-vinda, assim como o corpo selado, o modo para time-lapse e o grip vertical como opcional. Muito bem recomendada na data de hoje.

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28 de outubro de 2013

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2005)

   Estamos no ano de 2005 e após muitos anos de aceleradíssima evolução, em busca de uma espécie de "identidade visual e tecnológica", o mundo da fotografia experimenta um princípio de estagnação tecnológica. O mercado começa a ficar inchado de câmeras muito semelhantes, as fabricantes começam a lançar vários modelos com poucas modificações entre si e o formato visto na grande maioria das câmeras compactas já é o que se tornou o padrão de hoje em dia, algo que já havia acontecido com as câmeras reflex dois ou três anos antes. Mas ainda assim houve algumas tentativas de fazer algo diferente.
kodak Easyshare One e seu painel traseiro móvel
   A Kodak criou uma câmera que trazia um painel traseiro móvel, não era apenas o monitor LCD que se movia, era todo o painel incluindo os botões e controles. A Kodak Easyshare One trazia o maior monitor LCD até o momento (3 polegadas), possuía um sensor CCD de 4 megapixels e sua lente com 2.8x de zoom cobria disância focal entre 36-100mm.
Stylus Verve S e seu bizarro design
   Outro design que surpreendeu foi o da Olympus Stylus Verve S, câmera com apenas 2x de zoom entre 35-70mm e sensor de 5 megapixels com o tamanho padrão da época de 1/2.5 de polegada. Como podemos ver acima, foi um design que não vingou já que não há nada parecido hoje em dia. Foi uma bola fora da Olympus.
Canon SD450 e o adaptador wireless para impressão direta das fotos
   A Canon só teve algo digno de nota no ano de 2005 devido a duas novidades que só nos dias de hoje se tornaram algo mais corriqueiro: o wi-fi e o filtro low-pass. O primeiro foi encontrado (de forma precária) na compacta Canon SD450 wireless, e o segundo foi apenas modificado (e não suprimido) na reflex Canon 20Da. Câmeras que estavam à frente do seu tempo, mas não viraram a febre de hoje em dia.
Sony H1, o início de uma série de muito sucesso
   Por fim, acho que a Sony merece o destaque no ano de 2005. Foram três câmeras que merecem um comentário aqui: a primeira é a Sony T33 por introduzir um design superfino que é largamente usado hoje em dia. Isso também pode ser encarado como um sinal de que as compactas com controles manuais, algo anteriormente muito comum, começavam a rarear. A segunda é a Sony H1, o primórdio da sua série de compactas de longo alcance de maior sucesso, e que perdura até hoje.
A Sony R1 possuía monitor LCD e dial de modos de exposição em posições bem diferentes
   A terceira foi algo que injustamente (e imperdoavelmente) o blogueiro deixou passar na ocasião do lançamento da Sony RX10, o blogueiro deveria ter pesquisado melhor na época. A Sony R1, esta sim foi a primeira câmera no mundo a possui um sensor APS-C (CMOS de10 megapixels) com objetiva zoom, 24-120mm. E reparem na foto como era uma objetiva enorme, gigantesca, para apenas 5x de zoom. A abertura era f/2.8-4.8 e, sem dúvida alguma, foi a câmera de maior destaque em um ano de poucas grandes novidades. Mas essa câmera também tem um quê de bizarrice...
Sem comentários para este design

18 de outubro de 2013

Fuji XQ1 - A nova compacta premium da Fuji

   Pouco mais de um ano sai a sucessora da Fuji XF1, uma linda e bem funcional compacta premium. Com pequenas mudanças nas especificações, a Fuji XQ1 corrige o que talvez fosse o único pecado da câmera anterior: uma sensível perda de nitidez frente às concorrentes que possuíam sensores até menores. Mas a Fuji incluiu o fabuloso sensor X-Trans que, por ter uma matriz de pixels com arranjo diferente da trivial matriz Bayer, transformou o filtro anti-aliasing (low pass) em coisa do passado. Pelo menos para a Fuji...
A simples e bela Fuji XQ1
   A Fuji XQ1 é equipada com sensor X-Trans CMOS de 12MP (2/3 de polegada com resolução total de 14.5 megapixels); sua objetiva com 4x de zoom cobre distância focal entre 25-100mm com abertura f/1.8-4.9 e macro de 3cm; possui estabilização óptica; sensibilidade ISO 100-12800; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos; modo contínuo de até 12fps; o alcance do flash é de até 7.4 metros; fotografa em RAW com conversão na própria câmerapossui wi-fi embutido; faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD mede 3 polegadas; é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 240 fotos. Estará disponível em novembro ao custo de 500 dólares nas cores preta e prata.
Pequeno grip para o ajuste do polegar abaixo do botão de disparo
   Opinião do blogueiro: A antecessora já era ótima, quase a comprei mas uma certa perda de nitidez em relação a outras me fez desistir da compra, mas essa promete corrigir a única falha que existia. O sensor X-Trans certamente traz a única coisa que faltava para a XQ1 ser considerada uma das melhores compactas premium do ano. O fato de vir com conexão wi-fi embutido mostra que essa tendência veio com tudo e, talvez, o único ponto fraco desta câmera seja a baixa duração da bateria, mas nada que não se resolva adquirindo uma extra. Totalmente recomendada na data de hoje.

17 de outubro de 2013

Pentax K3 e o filtro anti-aliasing que liga e desliga

   Depois da febre dos sensores sem filtro em várias câmeras Fuji e Nikon, chegou a vez da Pentax K3 aderir ao noo pote de ouro da fotografia digital. Mas não igual às outras, nessa câmera há um dispositivo que é uma espécie de interruptor que liga e desliga o filtro anti-aliasing (ou low-pass ou passa-baixas ou OLPF ou seja lá como quiser chamá-lo) e isso pode trazer o melhor dos dois mundos em relação à nitidez e resolução. A câmera simula artificialmente o uso do filtro ou não de acordo com a sua vontade, a qualquer momento, uma grande novidade.
Elegante versão prata com grip
   A Pentax K3 é equipada com sensor CMOS de 23.3 megapixels (APS-C com 24.7 megapixels de resolução total); possui 27 pontos de autofoco (sendo 25 pontos cruzados); possui estabilização no sensor, dispensando lentes com estabilizador de imagem;o tempo de exposição varia entre 1/8000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 100-51200; modo contínuo de até 8.3fps (limitado a 60 arquivos JPEG ou 23 RAW); flash pop-up com alcance de até 13 metros em ISO 100; faz vídeos Full HD em formato MOV; seu monitor LCD mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 720 disparos por carga.
Não estranhem o nome Ricoh, ela é a dona da marca agora
   Esta câmera foi construída em liga de magnésio com selamento contra poeira e respingose há uma interessante função de vídeos em resolução 4K (3840x2160 pixels) para time-lapse. Para ajudar, há dois slots de cartão SD e um deles pode ser exclusivamente para estes vídeos. A Pentax K3 estará disponível na cor preta e também em uma edição limitada de 2 mil unidades na cor prata que já virá com um grip de bateria. Começará a ser comercializada em novembro ao custo de 1300 dólares o corpo, e 1600 dólares a versão especial prata.
Reparem nos modos exclusivos da Pentax no dial: Sv e TAv
   Opinião do blogueiro: Enquanto rola a briguinha entre os fervorosos fãs de Canon e Nikon (que às vezes fazem lançamentos sem sentido), vemos a Pentax fazer uma excelente câmera, com dois REAIS atrativos que justificam o lançamento de uma nova câmera: o filtro liga/desliga e os vídeos em 4k para time-lapse, além ainda do grande número de pontos de foco cruzados, 25. Totalmente recomendada na data de hoje, pena que o Brasil não existe para a Pentax.

Nikon D5300

   E mais uma câmera adere ao não-uso do filtro passa-baixas ou anti-aliasing ou low-pass (como queiram chamá-lo): é a Nikon D5300, que inaugura a quarta geração de reflex Nikon desde a mudança na nomenclatura. Tal qual sua antecessora D5200, traz um sensor de 24 megapixels e algumas poucas mudanças para justificar o lançamento de uma nova câmera por ano em cada categoria.
Já vem se tornando rotina a cor vermelha nas reflex de entrada da Nikon
   A Nikon D5300 é equipada com sensor CMOS de 24.2 megapixels (APS-C com 24.78 megapixels de resolução total); possui 39 pontos de autofoco (sendo 9 pontos cruzados); o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos; sensibilidade ISO 100-25600; modo contínuo de até 5fps; possui wi-fi e GPS embutidos; faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MOV e som estéreo; o alcance do flash é de até 12 metros em ISO 100; possui wi-fi e GPS embutidos; seu monitor LCD móvel mede 3.2 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 700 fotos por carga. Estará disponível em meados de novembro ao custo de 800 dólares o corpo e 1400 dólares o kit com a objetiva 18-140mm nas cores preta, vermelha e cinza.
Indicações de wi-fi e GPS, além de dial com amplos modos de exposição
   Esta câmera tem como principal marco o fato de ser a primeira reflex Nikon dotada de wi-fi embutido, sem necessitar de um adaptador externo e a presença do GPS embutido faz dela uma câmera altamente versátil. Mas fica aqui, pela primeira vez, minha crítica veemente à Nikon pela falta de motor de foco, que é uma característica das séries D3xxx e D5xxx: costumo explicar sempre a quem me procura que a falta de motor de foco não pode ser considerado um impeditivo para nada, mas se é pra lançar uma câmera nova todo ano, com poucas ou nenhuma mudança, o que impede a Nikon de incluir este motor de foco (que seria uma real mudança e um passo à frente para derrubar a concorrência) nas suas reflex de entrada?
Painel LCD totalmente móvel é essencial, sobretudo ao fazer vídeos ou usar o modo Live View
   Opinião do blogueiro: O que chama atenção na câmera é a inclusão de GPS e wi-fi, além do sensor sem filtro AA. Outra mudança bem-vinda foi o aumento da duração da carga da bateria que está bem condizente com o que a concorrência oferece. Para quem necessita de uma câmera com facilidade de conexão é uma ótima pedida e está recomendada na data de hoje, é qualidade garantida.

16 de outubro de 2013

Sony A7 e A7R

   A Sony já havia causado enorme furor quando anunciou no ano passado o lançamento da Sony RX1, que viria a ser a primeira câmera compacta com sensor full frame da história da fotografia digital, considerando como compacta a câmera com lente embutida. Já houve, inclusive, uma sucessora dela (a Sony RX1R) e agora já temos a primeira câmera mirrorless com sensor full frame! Na verdade são duas as câmeras full frame lançadas, Sony A7 e Sony A7R, vamos conhecê-las...
Sony A7, a mais leve câmera full frame de lentes intercambiáveis do mundo
   As Sony A7 e A7R são equipadas com sensores diferentes: 24.3 megapixels na A7 (24.7MP de resolução total) e 36.4 megapixels na A7R (36.8MP de resolução total); possuem 25 pontos de autofoco (a Sony A7 possui também 117 pontos na detecção por contraste); fotografa nas proporções 3:2 e 16:9 em JPEG e RAW; o tempo de exposição varia entre 1/8000 e 30 segundos, incluindo modo bulb; sensbilidade ISO 50-25600; modo contínuo de até 4fps (5fps na Sony A7R); não há flash embutido; possui conexão wi-fi e NFC; faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato AVCHD e som estéreo; possuem monitor OLED inclinável de 3 polegadas e viewfinder eletrônico de altíssima resolução; e são alimentadas por bateria com capacidade para fazer cerca de 340 fotos por carga. A Sony A7 custará 1700 dólares e a Sony A7R custará 2300 dólares, o corpo. Estarão disponíveis na segunda quinzena de novembro no exterior.
A Sony A7R possui um corpo praticamente idêntico ao da irmã mais barata
   O sensor usado na Sony A7R merece um parágrafo só para ele, sensor este que é baseado no utilizado na Nikon D800E que é fabricado também pela Sony. O redutor de filtro low-pass está lá, mas há uma outra novidade chamada de "gapless on chip". Esta nova tecnologia consiste em reduzir os espaços existentes entre um pixel e outro aumentando o tamanho dos pixels e permitindo que se absorva mais luz e produza menos ruído nas fotos.
Amplo acesso aos controles manuais, nessa imagem já vemos 4 dials
   Outra funcionalidade interessante, comum às duas câmeras, é o fato de serem cÂmeras com sensor full frame mas que permitem o uso de objetivas destinadas a câmeras APS-C. As lentes em questão são as do sistema NEX sem qualquer necessidade de um adaptador, as câmeras possuem uma espécia de modo APS-C para que seja possível usar estas lentes com redução de resolução já que só se utilizará uma parte da área do sensor, como acontece nas full frame Nikon.
Detalhe para mais um controle giratório e botão dedicado a vídeos no lado direito
   Também foi anunciado um adaptador para as lentes da baioneta A, aquelas que servem o sistema SLT da Sony. Este adaptador traz junto à baioneta um espelho translúcido e um motor de acionamento do mecanismo de abertura permitindo exposição automática. Este adaptador será comercializado no exterior ao custo de 350 dólares. Seis novas lentes também foram anunciadas: Carl Zeiss Vario-Tessar T* 24-70mm f/4 (1200 dólares), Carl Zeiss Sonnar T* 35mm f/2.8 (800 dólares), Carl Zeiss Sonnar T* 55mm f/1.8 (1000 dólares), Sony 28-70mm f/3.5-5.6 OSS (inclusa no kit da Sony A7 por mais 300 dólares) e Sony G 70-200mm f/4 OSS (sem preço definido), além da Sony G 70-200mm f/2.8 para a baioneta A (3 mil dólares).
Adaptador com espelho translúcido embutido
   Opinião do blogueiro: São duas novidades muito bem-vindas ao mundo das câmeras mirrorless que está totalmente estabelecido no exterior (só no Brasil ele não "pega"). São caras? Sim, mas são cÂmeras full-frame com tecnologias novas e sempre paga-se caro por novas tecnologias, esses preços em breve irão baixar. Estão totalmente recomendadas para quem pode pagar e tem facilidade para comprar no exterior já que a dificuldade para se conseguir lentes e acessórios para os sistemas Sony é enorme aqui no país da Copa do Mundo.
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