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12 de setembro de 2015

Novas câmeras lançadas em agosto de 2015

Agosto normalmente é um mês pobre em lançamentos já que as fabricantes costumam anunciar em setembro os lançamentos que vão tirar dinheiro do bolso do pessoal no fim de ano, mas duas mirrorless se destacaram como a Fuji X-T1 IR que é uma releitura da mais poderosa câmera do sistema X da Fuji e a Olympus OM-D E-M10 II atualizando a câmera mais básica da série OM-D.

Fuji X-T1 IR - Especificações:
  • Sensor CMOS X-Trans II de 16.3 megapixels (APS-C com 16.7MP de resolução total)
  • Corpo em magnésio resistente a água, poeira e temperaturas de até -10ºC
  • 49 pontos de autofoco
  • Processador EXR II
  • Não ossui estabilização
  • Fotografa em RAW de 14 bits
  • Sensibilidade ISO 200-6400 (expansível até 100-51200)
  • Tempo de exposição varia entre 1/32000 e 30 segundos, incluindo modo bulb de até 60 minutos e sincronia de flash a 1/180
  • Modo contínuo de até 8 fps em resolução máxima limitado a 47 arquivos JPEG
  • Possui flash externo EX-F8 de número guia 8 em ISO 100 e sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps no formato MOV e som estéreo; e também faz time-lapse
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável; e possui viewfinder eletrônico em OLED
  • Possui wi-fi integrado
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 350 fotos por carga
  • Estará disponível no exterior a partir da metade de outubro ao custo de 1700 dólares
Opinão do blogueiro: A mesma boa e velha X-T1 otimizada para fotografar os comprimentos de onda IR e UV na faixa de 380-1000nm. Indicada para áreas específicas como cenas de crime e astrofotografia, entre outras.

Olympus OM-D E-M10 II - Especificações:
  • Sensor CMOS de 16.1 megapixels (4/3 com 17.2MP de resolução total)
  • Corpo em metal e detalhes em couro
  • 81 pontos de autofoco
  • Processador TruePic VII
  • Possui estabilização em 5 eixos de até 4 pontos
  • Fotografa em RAW de 12 bits com edição na própria câmera
  • Sensibilidade ISO 200-25600 (expansível até 100)
  • Tempo de exposição varia entre 1/16000 e 60 segundos, incluindo modo bulb de até 30minutos e sincronia de flash a 1/250
  • Modo contínuo de até 8.5 fps em resolução máxima limitado a 36 arquivos JPEG ou 22 arquivos RAW
  • Possui flash pop-up de número guia 5.8 em ISO 100 e sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps e 4K com taxa de 30fps no formatos MOV (ou HD no formato AVI) e som estéreo; e também faz time-lapse em resolução 4K
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável e sensível a toque; e possui viewfinder eletrônico em OLED
  • Possui wi-fi integrado
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 320 fotos por carga
  • Já disponível no exterior ao custo de 650 dólares o corpo ou 800 dólares o kit com objetiva 14-42mm
Opinião do blogueiro: Melhorou muitas coisas em relação ao modelo clássico, principalmente em relação ao avançado sistema de estabilização em 5 eixos. Também foi incluída a resolução 4K para vídeos, a moda do momento. É uma câmera que eu gostaria de ter, talvez esta fosse minha escolha hoje se optasse por uma câmera do sistema Micro 4/3 pois seu custo-benefício é bem interessante, salvo a nossa moeda superdesvalorizada.

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31 de julho de 2015

Principais lançamentos em lentes no primeiro semestre de 2015

   Dando continuidade ao que foi falado aqui sobre câmeras, desta vez vou listar as mais importantes objetivas lançadas neste primeiro semestre. Atenção, apenas as mais importantes pois a postagem já vai ficar enorme, se eu listar todas vai ficar muito chato de ler e vai ser no mesmo modelo do artigo anterior: rápido e objetivo, apenas as especificações e uma breve opinião.


Nikkor AF-S 300mm f/4E PF ED VR - Especificações:

  • Abertura mínima f/32
  • Diafragma circular de 9 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 16 elementos (sendo 1 de extra-baixa dispersão, 1 Phase Fresnel e 1 com revestimento de nanocristais) em 10 grupos
  • Distância mínima de foco de 1.4 metro
  • Diâmetro para filtro de 77mm
  • Pesa aproximadamente 755 gramas e mede cerca de 8.9 x 14.7cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 2000 dólares
Opinião do blogueiro: Esta poderosa tele é a mais leve 300mm do mundo e traz o diafragma eletromagnético controlado por sinais eletrônicos enviados pela câmera e o elemento Phase Fresnel que utiliza o fenômeno da difração para compensar aberração cromática. Uma obra-prima da Nikon, sem dúvidas.

Tokina ATR-X Pro 11-20mm f/2.8 DX - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 14 elementos (sendo 3 asféricos, 3 de ultra-baixa dispersão e 1 híbrido P-MO) em 12 grupos
  • Distância mínima de foco de 28cm
  • Diâmetro para filtro de 82mm
  • Pesa aproximadamente 560 gramas e mede cerca de 8.9 x 9.2cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 600 dólares
Opinião do blogueiro: Talvez tenha sido criada para substituir uma das lentes mais bem-sucedidas da Tamron, a 11-16mm f/2.8 e é justamente nesse espaço entre 16 e 20mm que ela se destaca, pois apresenta uma nitidez acima da média de outras super grande-angulares. Como em outras objetivas DX, funciona em câmeras full frame (foi desenvolvida tanto para Canon quanto para Nikon) apresentando vinheta nos cantos. Ótima lente, mas vale mais para quem usa câmeras com sensores APS-C.

Canon EF 11-24mm f/4L USM - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 16 elementos (sendo 4 asféricos, 1 de extra-baixa dispersão, 1 de baixa dispresão e revestimento de flúor) em 11 grupos
  • Distância mínima de foco de 28cm
  • Não possui rosca para filtro devido à acentuada curvatura do elemento frontal
  • Pesa aproximadamente 1180 gramas e mede cerca de 10.8 x 13.2cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 3000 dólares
Opinião do blogueiro: Para ser tão cara precisa ser melhor do que aparenta ser. É cheia de revestimentos especiais que prometem eliminar quase que em 100% toda sorte de aberrações e anomalias que possam ocorrer. Acho difícil valer todo esse investimento.

Sigma 24mm f/1.4 DG HSM Art - Especificações:
  • Abertura mínima f/16
  • Diafragma de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 15 elementos (sendo vários elementos de baixa e extra-baixa dispersão e dois asféricos) em 11 grupos
  • Distância mínima de foco de 25cm
  • Diâmetro para filtro de 77mm
  • Pesa aproximadamente 665 gramas e mede cerca de 8.5 x 9cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 850 dólares
Opinião do blogueiro: A Sigma vive sua época de ouro após grande reformulação, objetivas de qualidade excelente e custo competitivo. Mais uma que recomendo para quem quer fugir das grandes marcas. Mas será que a sigma já não é uma grande marca?


Panasonic Lumix G 42.5mm f/1.7 ASPH Power OIS - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 7 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 10 elementos (sendo um asférico) em 8 grupos
  • Distância mínima de foco de 31cm
  • Diâmetro para filtro de 37mm
  • Pesa aproximadamente 130 gramas e mede cerca de 5.5 x 5cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 400 dólares
Opinião do blogueiro: Uma lente que se destaca por ser bastante leve e pequena, é a síntese do que deveria ser um sistema mirrorless. Junte-se a isso o custo relativamente baixo para uma objetiva fixa nesta distância focal (que equivale a 85mm) e que ainda é estabilizada. Totalmente recomendada aos poucos felizardos aqui no Brasil que utilizam o sistema Micro 4/3 e querem ter uma boa objetiva fixa.

Sony FE 24-240mm f/3.5-6.3 OSS - Especificações:
  • Abertura mínima f/22-40
  • Diafragma de 7 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 17 elementos (sendo 5 asféricos e um de extra-baixa dispersão) em 12 grupos
  • Distância mínima de foco de 50cm
  • Diâmetro para filtro de 72mm
  • Pesa aproximadamente 780 gramas e mede cerca de 8.1 x 11.9cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: Objetiva para mirrorless Sony voltada ao uso amador, compreende 10x de zoom com equivalência a 36-360mm mas paradoxalmente termina se destacando mais quando usada em uma full frame devido ao seu comprimento focal. Acredito que a Sony esteja apostando alto demais em suas full frame e poderia pensar em uma 18-180mm para suas câmeras com sensor APS-C.

Fuji XF 16mm f/1.4R WR - Especificações:
  • À prova d'água
  • Abertura mínima f/16
  • Diafragma de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 13 elementos (sendo 2 asféricos, 2 de extra-baixa dispersão e nanorrevestimento) em 11 grupos
  • Distância mínima de foco de 15cm
  • Diâmetro para filtro de 67mm
  • Pesa aproximadamente 375 gramas e mede cerca de 7.3 x 7.3cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: Mais uma das várias objetivas à prova d'água que a Fuji vem desenvolvendo desde 2013 com a finalidade de aumentar a versatilidade de seu sistema. Equivalente a 24mm, pode ser a companheira ideal para fotografia de rua. Belíssima objetiva (mais uma vez) para o sensacional sistema X da Fuji.


Canon EF 50mm f/1.8 STM - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 7 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 6 elementos (com revestimento Super Spectra) em 5 grupos
  • Distância mínima de foco de 35cm
  • Diâmetro para filtro de 49mm
  • Pesa aproximadamente 159 gramas e mede cerca de 6.9 x 3.9cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 125 dólares
Opinião do blogueiro: A queridinha de 9,9 entre 10 iniciantes com DSLR Canon tem finalmente uma nova versão. Agora com uma aparência menos frágil que a anterior, que parecia de brinquedo, e a principal mudança que é a presença do sistema de foco STM sem o irritante elemento frontal se movendo. Também possui um anel de foco mais decente que o anterior, enfim, agora parece uma lente de verdade e custando praticamente o mesmo preço que o modelo anterior. Ótima indicação para os novatos.

Olympus M. Zuiko Digital ED 8mm f/1.8 Fisheye Pro - Especificações:
  • À prova d'água
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 7 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 17 elementos (sendo 1 asférico, 5 de baixa e extra-baixa dispersão e 3 de alta e super alta refratividade) em 15 grupos
  • Distância mínima de foco de 28cm
  • Não possui rosca para filtro devido à acentuada curvatura do elemento frontal
  • Pesa aproximadamente 314 gramas e mede cerca de 6.2 x 8cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: A primeira olho de peixe com abertura f/1.8 não poderia ficar de fora pois, além de tudo, ainda é à prova d'água. O belo acabamento em metal brilhante indica que é uma objetiva bastante resistente justificando o alto preço.


Sigma 24-35mm f/2 DG HSM Art - Especificações:
  • Abertura mínima f/16
  • Diafragma circular de 9 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 18 elementos (sendo 2 asféricos e 8 de baixa e extra-baixa dispersão) em 13 grupos
  • Distância mínima de foco de 12cm
  • Diâmetro para filtro de 82mm
  • Pesa aproximadamente 940 gramas e mede cerca de 8.8 x 12.3cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: Fechando com chave de ouro, mais uma vez a Sigma assombra o mercado e cria mais uma objetiva de curto zoom super clara. Houve muitas críticas em relação ao curto comprimento focal desta lente que chega a apenas 1.45x de zoom mas a verdade é que, como foi desenvolvida para câmneras full frame, tem a pretensão de tomar o lugar de 3 objetivas fixas de uma só vez: 24mm f/2, 28mm f/2 e 35mm f/2 e vocês já sabem que a Sigma é capaz de fazer uma objetiva zoom com nitidez de fixa, ela já fez isso antes. Então não há o que duvidar desta obra-prima da Sigma. E o preço é bem convidativo...

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A partir do próximo artigo, um apanhado dos destaques de cada mês. Postagens menores e menos cansativas de ler.

23 de dezembro de 2014

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2014)

   O ano de 2014 teve poucas inovações, foi o ano de afirmação das boas novidades dos dois anos anteriores. Mas pude selecionar algumas câmeras que tentaram mostrar algo diferente como a Canon N100, que foi uma versão premium da série N lançada pela Canon em 2013. Conhecida por praticamente não ter botões, desta vez a novidade fica por conta da dupla câmera como se fosse um smartphone: enquanto a frontal faz o papel principal da câmera, a traseira assume a função chamada Story Camera criando álbuns quando as duas câmeras são usadas em conjunto. Conta com sensor de 12 megapixels medindo 1/1.7 de polegada e a mesma objetiva clara da Canon S120 e tudo isso sem tirar o foco principal desta série que é a conectividade.
Canon N100 "Stry Camera"
   A Fuji também teve seu momento inovador quando anunciou a primeira superzoom selada contra respingos e poeira, a Fuji S1. Com sensor padrão de 16 megapixels e 50x de zoom cobrindo distância focal entre 24-1200mm, se tornou uma das melhores opções deste ano nessa categoria de câmera. Ainda fotografa em RAW e possui wi-fi integrado.
Fuji S1
 
   A novidade da Samsung em uma superzoom este ano foi mais um penduricalho do que algo realmente útil: a Samsung WB2200 traz um grip vertical embutido que pouca falta faz para o tipo de público desta câmera. É um raro exemplar de superzoom de grande porte da Samsung que possui controles manuais, e talvez o grande atrativo desta câmera nem seja o grup vertical, e sim os 20mm de grande angular que junto aos 1200mm em tele totalizam 60x de zoom.
A imponente Samsung WB2200
   Outra superzoom que trouxe um penduricalho, mas que na prática torna-se um pouco mais útil, foi a Olympus SP100. Chamada também de "Eagle Eye", possui um dispositivo que auxilia na focagem em assuntos muito distantes chamado Indicador de Ponto Integrado. Com 50x de zoom entre 24-1200mm e uma lente relativamente clara para os padrões atuais das superzoom, é muito difícil de ser encontrada no mercado nacional.
Olympus SP100
   Outra novidade da Samsung foi a criação de um novo sistema mirroless chamado NX Mini, com lente menores e mais leves e uma câmera com sensor de 1 polegada tornando-se concorrente direta da Nikon neste nicho. Ainda é um sistema novo, com poucas lentes e apenas uma única câmera, com preço baixo é capaz de vingar.
Samsung NX Mini
   Mais um sistema mirrorless estreou neste ano de 2014, o Leica T. Surpreendentemente a Leica, que é uma das principais fabricantes envolvidas no sistema Micro 4/3, inaugura uma nova baioneta para explorar o máximo de qualidade de suas objetivas. Com sensor APS-C de 15 megapixels, seu design foi elaborado em conjunto com a fabricante alemã de automóveis Audi, e por enquanto há apenas duas objetivas para este sistema.
Leica T
   A colaboração da Pentax para esta matéria foi, provavelmente, a mais inusitada de todas: a Pentax K-S1 é uma reflex de entrada repleta de LEDs coloridos em seu grip e funcionam de acordo com algumas funções pré-definidas na câmera. Possui sensor CMOS de 20 megapixels e, como não poderia deixar de ser, são 12 cores disponíveis (por enquanto, pois com a Pentax esse número pode sempre aumentar) ára o usuário.
A iluminada Pentax K-S1
   E para finalizar, a primeira compacta do mundo com sensor 4/3: a Panasonic LX100. Com aproximadamente 3.1x de zoom entre 24-75mm, é repleta de acessos a os controles manuais sendo uma câmera bastante ágil. Possui inclusive um dial próprio para o controle de tempo de exposição como as antigas câmeras de filme.
Panasonic LX100
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12 de dezembro de 2014

As melhores superzoom de pequeno porte de 2014

   Este ano de 2014 ficou marcado pelo escasseamento de boas câmeras compactas de baixo custo, ter uma superzoom de pequeno porte ficou mais caro e a qualidade foi sendo deixada de lado pelos fabricantes restando poucas opções para o consumidor. Vejamos o que eu consegui garimpar este ano, selecionando câmeras com modo manual e alcance máximo de, pelo menos, 480mm para compor este quadro comparativo que tem Canon SX700, Olympus SH1, Panasonic ZS35 e Samsung WB350.

   Algumas considerações finais:
  • Em vermelho estão as especificações das câmeras que se destacaram em cada item
  • A resolução de todas as câmeras é praticamente a mesma, não há o que se destacar ali
  • Escolhi o monitor touchscreen por achar que em câmeras com wi-fi ele é mais importante do que um inclinável
  • As informações de alcance de flash nem sempre servem como comparação real, dependem de muitas variáveis
  • Não se deve basear a escolha de uma câmera apenas por especificações, elas não indicam qual câmera possui melhor qualidade de imagem, servem apenas para comparação
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27 de outubro de 2014

As fabricantes de superzoom te enganam!

   O principal motivo para escolhermos usar uma câmera superzoom é, sem dúvida, o longo alcance que ela nos proporciona. E este longo alcance vem crescendo assustadoramente, vou dar o exemplo da minha primeira (e única) câmera superzoom: a terrível Canon SX1. Quando a comprei era uma câmera revolucionária por ser a primeira compacta de uma grande fabricante com o sensor CMOS, sensor este que ainda não era tão bem desenvolvido e fez esta câmera ser um pequeno desastre. Sua distância focal máxima (equivalente) era de 560mm e isso era um número bastante espantoso para aquela época, final de 2008. A partir dali começou-se uma guerra sem fim entre os fabricantes.
A câmera Sony H400 é uma das que possui a maior distância focal atualmente, 1550mm
   Ao final do ano de 2010 já tínhamos a Canon SX30 e a Olympus SP800 com a absurda distância focal máxima de 840mm (nada menos do que 50% a mais do que a Canon SX1) e eram as câmeras de maior alcance daquela época. Avançando mais dois anos, em 2012 a Canon SX50 alcançou a absurda marca dos 1200mm, reparem que já era mais do que o dobro da Canon SX1 que era a sensação do ano de 2008. Agora em 2014 temos a Sony H400 com 1550mm de distância focal máxima e a Kodak AZ651 (que em breve falarei aqui no blog) com estratosféricos 1560mm como as campeãs do superzoom. Mas o site Imaging Resource fez um teste surpreendente que revelou que a distância focal informada pelos fabricantes não é a mesma que encontramos na prática, e em alguns casos a diferença chega a ser gritante.
A Olympus SP100 Eagle Eye possui mais de 8% a mais de alcance do que o informado pela fabricante
   Com a ajuda de dois monitores usando imagens do Google Maps em alta resolução e algumas ferramentas de Photoshop (a descrição detalhada da metodologia está aqui) chegou-se à conclusão de que, em um teste com 8 câmeras superzoom, sete delas alcançam menos do que o informado e uma delas alcança mais do que o informado, como se vê no quadro abaixo:
Tabela retirada do site Imaging Resource
   Reparem que a diferença de distância focal informada na Fuji S1 é muito aquém da real, assim como a a Olympus SP100 (chamada também de Eagle Eye) possui uma distância focal muito além da informada.Infelizmente não dá pra gente ter essa informação no ato da compra, então esta postagem fica apenas como curiosidade para sabermos que nem sempre o que se vende é o que temos em mãos.

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3 de outubro de 2014

Duopólio Canon/Nikon no Brasil, bom para quem?

   Texto longo, mas precisei contar o início da história toda para que fosse de mais fácil compreensão.   

   Canon e Nikon são as duas marcas que mais vendem câmeras no mundo todo, principalmente a profissionais ou aspirantes a profissionais, e isso é algo incontestável. Até porque a Nikon é uma empresa já quase centenária (fundada em 1917) e a Canon surgiu 20 anos depois, a experiência que estas duas empresas possuem é absurda e como o investimento nesta área é muito alto, fica difícil outras empresas suplantarem essas duas. Mas elas não estão sozinhas, aliás, nunca estiveram. Sempre tiveram sombras lhes acompanhando e a qualidade destas outras concorrentes não ficava muito atrás, mas o mito que envolve Canon e Nikon é fortíssimo. No mundo todo.
As poderosas seguem reinando absolutas sem ninguém incomodá-las
   Quando a fotografia digital começou a se popularizar no final dos anos 90 (graças a Kodak e Sony, muito mais importantes do que Canon e Nikon nesse processo de transição) algumas pessoas imaginaram que uma nova ordem seria estabelecida, mas a concorrência foi minguando e abrindo espaço para as duas grandes reinarem mais uma vez lado a lado, lembrando que este duplo reinado nunca deixou de existir pois nas câmeras SLR de filme elas ainda mandavam e desmandavam. E eis que sobrevivem, além das poderosas, Sony (que adquiriu a Minolta), Olympus e Pentax. Sony e Pentax permanecem até hoje neste segmento: a Sony com um "novo" sistema SLT de espelhos translúcidos (a Canon já havia usado sistema semelhante décadas atrás) e a Pentax ainda nas DSLR (produzindo ótimos modelos de câmera, alguns acima da média) mas com uma patética política de marketing quase se restringindo ao oriente. Tem muito fotógrafo novo por aqui que sequer já ouviu falar em Pentax, mas isso não vem ao caso agora.
A Pentax, famosa por suas reflex multcoloridas, é pouco conhecida aqui no Brasil
   Faltou a Olympus, ela se juntou a Leica e Panasonic em um ambicioso projeto chamado Quatro Terços, ou simplesmente 4/3, do qual a Kodak também já fez parte (e resolveu retornar agora). O sistema 4/3 consistia em uma baioneta comum entre elas e um sensor que media 4/3 de polegada (com fator de corte 2x), daí o nome do sistema. A primeira câmera foi a Olympus E1, ainda uma DSLR, lançada no ano de 2003. Em 2006 a Panasonic fez sua primeira câmera DSLR neste sistema, a Panasonic L1, bem menor do que as DSLR existentes no mercado e aquele era o embrião de um novo sistema de câmeras mirrorless que viriam logo a seguir.
Olympus E1, a primeira reflex a usar sensor 4/3
   No ano de 2008 foi anunciada a Panasonic G1, a primeira câmera sem espelhos do sistema agora rebatizado de Micro 4/3, que possuía o sensor com o mesmo tamanho de antes mas a baioneta estava menor (daí o nome Micro). As câmeras ainda estavam grandes e precisavam de mais desenvolvimento para alcançar o objetivo que era ter câmeras menores e mais leves do que as DSLR, mas com lentes intercambiáveis. Então a Olympus ressuscita sua série PEN anunciando a Olympus PEN E-P1 com um corpo bem diminuto e com o tempo as duas marcas foram criando câmeras cada vez menores perdendo muito pouco em qualidade de imagem para as "poderosas".
Panasonic G1, primeira câmera mirrorless com sensor 4/3
   Só que todo o esforço de Olympus e Panasonic não adiantaria se a Sony não criasse seu próprio sistema mirrorless, o NEX, que começaria a popularizar (de novo ela) este tipo de câmera no mundo todo. Foi aí que os novos fotógrafos começaram a se interessar mais em ter uma câmera quase de bolso com lentes intercambiáveis, isso aconteceu em 2010. Daí para a frente vieram Samsung, Pentax, Nikon, Fuji e Canon, era inevitável, era um novo caminho e era necessário trilhá-lo. Mas Canon e Nikon fizeram sistemas que pouco ou nada acrescentaram: a Canon parece que fez só por fazer, seu sistema EOS-M está limitado a duas câmeras (uma delas lançada apenas na Ásia) e apenas 4 objetivas oficiais de fábrica, enquanto a Nikon produziu um sistema com um sensor muito pequeno (medindo 1 polegada) mas com preços pouco competitivos e um tamanho que poderia ser bem menor já que o sensor é bem pequeno para os padrões mirrorless.
A Sony NEX5, ao lado da NEX3, foi o início do bem-sucedido sistema sem espelhos da Sony
   Como a Pentax fez um sistema bem meia-bomba (a baioneta é a mesma das suas DSLR com lentes grandes e pesadas) e a Samsung nunca conseguiu se acertar, quem arriscou e tem se dado bem é a Fuji. Com seu inovador sensor que dispensa completamente o uso de filtro low pass mantendo uma nitidez acima da média e uma política mais agressiva de marketing, vem se tornando a maior ameaça ao bastante consolidado sistema Micro 4/3 que possui dezenas de câmeras e objetivas no mercado com tecnologia de ponta e qualidade que não deve quase nada a Canon e Nikon. A Sony também se mexeu e criou a primeira mirrorless com sensor full frame que já mostrou resultados espantosos para quem acha que Canon e Nikon estão acima do bem e do mal. O sensor inovador da Fuji também consegue, em algumas situações, conseguir resultados em APS-C semelhante ao das full frame Canon e Nikon.
Diferente arranjo de cores do sensor usado pela Fuji é um dos segredos do seu sucesso
   Qualidade é o que não falta a Olympus, Panasonic, Sony e Fuji para derrubar as duas gigantes da fotografia (procurem por reviews nos seus sites de confiança e vejam o que estou falando). As mirrorless fazem mais sucesso no Oriente mas já são usadas em bom número na Europa e os EUA começam a abrir os olhos para este mercado. Falta o Brasil. E por que falta o Brasil? Porque aqui, mais do que em qualquer outro lugar do mundo, tem-se a imagem de que não existe nada além de Canon e Nikon. Juntemos a isso a enorme dificuldade de se obter equipamentos fotográficos a preços justos e ficamos privados de ter sistemas menores e mais leves, com qualidade suficiente para uso profissional sem maiores problemas.
Uma das câmeras do sistema sem espelhos da Nikon que até hoje não emplacou
   Se os fotógrafos não tem olhos para outros sistemas que não sejam Canon e Nikon, por que os vendedores se interessariam em trazer produtos de outros sistemas para vender aqui se não haveria interesse neles? Então que continuemos neste círculo vicioso: só se fala em Canon e Nikon e só se vende Canon e Nikon. Quem tem facilidade em comprar no exterior tem a oprtunidade de conhecer outros sistemas, quem não tem (como eu) fica preso a Canon e Nikon, mesmo morrendo de vontade de ter um outro sistema em mãos.
A própria Canon é tão descrente do seu sistema mirrorless que a segunda câmera só foi lançada na Ásia
   E termino com a pergunta do título: o duopólio Canon/Nikon é bom para quem? Para os fotógrafos que ficam presos a duas marcas e impedidos de conhecer outros produtos que podem, em alguns casos, ser do mesmo nível ou até melhores que o destas duas? Para os vendedores que com ou sem novas marcas irão vender do mesmo jeito, já que comprador sempre vai ter? Ou para as duas fabricantes que mantém seus reinados intactos aqui no Brasil mesmo oferecendo o porco serviço de assistência técnica em uma única cidade do quinto maior país do mundo? Canon e Nikon agradecem pois sempre terão os seus fieis fanboys a defendê-las...de graça.

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19 de agosto de 2014

Prêmio EISA 2014-2015

   Hoje é dia mundial da fotografia e aproveito para pedir desculpas aos leitores pela ausência no Resumo Fotográfico e também aqui (a última matéria assinada por mim aqui no blog foi ao ar no dia 6 de agosto), devido ao acúmulo de matérias escritas para o Fotografia-DG nas últimas semanas. Mas eu já havia avisado aqui que não teria mais como manter o ritmo de postagens que imprimi até 2013, só peço-lhes um pouquinho de paciência, ok? Agora vamos saber o que foi destaque na fotografia no Velho Continente no último ano em 19 categorias, segundo a EISA (European Imaging and Sound Association).
Canon Legria Mini X
Câmera DSLR de entrada: Canon T5 - Não trouxe grandes inovações, não seria minha escolha, mas é inegavelmente uma boa câmera. Seu ponto forte é a duração da bateria.

Filmadora caseira: Canon Legria Mini X - Não sou entendedor de filmadoras, mas esta possui um visual bem bacana e o sensor de câmera fotográfica deve garantir uma excelente qualidade de imagem.

Câmera mirrorless avançada: Fuji X-T1 - Só tenho elogios a esta câmera, espetáculo em qualidade de imagem com o auxílio do sensor X-Trans que elimina a necessidade do famigerado filtro low-pass. Ótima escolha.

Objetiva fixa para mirrorless: Fuji XF56mm f/1.2 - Uma das poucas objetivas ultrarrápidas de marcas de renome para sistemas mirrorless, e mais uma vez o mérito é da Fuji. E seu preço não é tão absurdo mesmo em lojas oficiais, configurando um ótimo custo-benefício.
Manfrotto MT055CX Pro 4
Acessório: Tripé Manfrotto MT055CX Pro 4 - A Manfrotto dispensa comentários, ainda mais quando se trata de um tripé que suporta até 9kg e ainda possui um design inovador.

Câmera DSLR de uso profissional: Nikon D4s - O que dizer que uma câmera que possui um obturador com vida útil estimada em 400 mil cliques e alcança ISO 409600? Excelente escolha.

Objetiva zoom para mirrorless: Olympus M. Zuiko 12-40mm f/2.8 - Ainda não escrevi nenhuma matéria sobre esta objetiva, mas ela foi desenvolvida sob a promessa de ser a ideal para eventos para o sistema Micro 4/3.

Câmera mirrorless de entrada: Olympus OM-D E-M10 - É "de entrada", assim entre aspas mesmo. Dá para usar essa câmera profissionalmente fácil, fácil. Não é qualquer mirrorless que vem com viewfinder. Se eu pudesse, seria minha próxima câmera. Ah se eu pudesse...

Câmera compacta avançada: Panasonic FZ1000 - Barbada, né? Ou alguém achava que outra compacta poderia superar uma superzoom com sensor de 1 polegada? Essa eu também teria se pudesse.
Panasonic GH4 e sua base de multiconexões
Câmera para foto & vídeo: Panasonic GH4 - Essa teve uma concorrente de peso mas conseguiu manter o título que sua antecessora conseguiu no ano passado. E parece ter sido realmente a melhor escolha nesta categoria, foi concebida para isso.

Câmera compacta de viagem: Panasonic ZS40 - Gosto muito da série ZS (tanto que tenho uma), mas acho que ela se perdeu nos últimos anos. Não seria minha escolha, mas a série ZS ainda produz ótimas câmeras.

Câmera DSLR avançada: Pentax K-3 - Se a Pentax possui algo de bom é o fato de lançar poucas e ótimas câmeras, principalmente suas DSLR. A inovação de ter um filtro low pass que pode ser usado de acordo com a vontade do usuário é suficiente para esta câmera merecer um prêmio.

Câmera de smartphone: Samsung K Zoom - A Samsung pode não ser a produtora das melhores câmeras para celular, mas é a única que já fez smartphones com zoom óptico e acho que isso vale o prêmio.
Samsung K Zoom
Câmera conectada: Samsung NX30 - Conectividade sempre foi o ponto forte da Samsung, e escolheram a mirrorless mais avançada que ela possui para premiar esta categoria.

Objetiva fixa para DSLR: Sigma 50mm f/1.4 ART - Outra barbada, só tendo muito preconceito com a marca para não admitir que foi a melhor objetiva fixa lançada nos últimos 12 meses.

Câmera mirrorless para uso profissional: Sony Alpha 7R - Me parece realmente a escolha mais acertada para esta categoria, uma mirrorless full frame que não deve nada a nenhuma DSLR em qualidade de imagem e desempenho em geral.
Sony Alpha 7R usando objetiva Zeiss para DSLR com auxílio de adaptador
Câmera compacta: Sony RX100 III - É uma espécie de FZ1000 de bolso, é um prêmio mais do que merecido. Qualidade indiscutível.

Objetiva zoom para DSLR: Tamron 16-300mm f/3.5-6.3 VC PZD - É a objetiva mais versátil já lançada até hoje e o prêmio é mais do que justo, merecidíssimo.

Objetiva telezoom para DSLR: Tamron SP 150-600mm f/5.0-6.3 - Longo alcance sempre foi a especialidade da Tamron e, mais uma vez, um prêmio merecido. Nitidez que impressiona.
Poderosa Tamron 150-600mm
   Está um pouco de ordem pois o site da EISA organizou de acordo com o nome das fabricantes vencedoras. Dá para perceber que é uma eleição um tanto política, mas que conseguiu contemplar realmente o que surgiu de melhor nos últimos 12 meses. Comparem com as escolhas do ano passado e aguardem matérias nas próximas semanas sobre alguns dos equipamentos citados nesta matéria.

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28 de julho de 2014

Objetiva Ibelux 40mm f/0.85: a mais rápida do planeta

   A alemã Handevision anunciou uma espantosa objetiva que é, de fato, a lente mais clara e rápida da atualidade: a Ibelux 40mm f/0.85! A objetiva é desenvolvida na Alemanha pela IB/E Optics Gmbh, mas é construída na China pela Shanghai Transvision Photographic Equipment Co. Ltd. Como não poderia deixar de ser, devido a sua enorme abertura, trata-se de uma objetiva muito grande e pesada. E também não é barata...
A Ibelux 40mm f/0.85 é tão grande que parece uma tele
   A Ibelux 40mm f/0.85 possui abertura mínima f/22; sua construção interna possui 10 elementos em 8 grupos; diafragma com 10 lâminas; distância mínima de foco de 75cm; o diâmetro para encaixa de filtros é de 67mm; mede cerca de 12.8cm e pesa aproximadamente 1,150kg. Esta lente custa "apenas" 1800 euros/2100 dólares e ainda está em fase de pré-venda.
Adicionar legenda
   A Ibelux 40mm f/0.85mm promete um excelente bokeh e desfque de fundo com esta excepcional abertura aliada ao diafragma de 10 lâminas e está disponível apenas para alguns sistemas mirrorless por enquanto: Sony E e Fuji X (equivalente a 60mm) Canon M (equivalente a 64mm) e Micro 4/3 (equivalente a 80mm). Para quem tem bala na agulha e disposição para carregar um trambolho desses, é uma ótima opção para quem quer uma lente super clara.

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12 de maio de 2014

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2011)

   Chegamos ao ano de 2011 na nossa jornada pela evolução das câmeras digitais ano a ano, e este ano foi particularmente interessante pois começava uma nova metamorfose nas câmeras digitais. Eu diria que nos primeiros anos de fotografia digital procurava-se por uma padronização em câmeras compactas, reflex, compactas premium e, posteriormente, as mirrorless. Tal padrão foi alcançado em meados da decada passada e então a fotografia passou por um marasmo, com poucas novidades. O ano de 2011 pode ser marcado como o contrário, o ano em que se começou a buscar uma "despadronização", desconstruir tudo que foi criado até então em busca de alternativas interessantes para os novos fotógrafos, pois a fotografia digital chegava com força aos smartphones e era de se esperar uma reação dos fabricantes de câmeras. Vamos ver o que eles aprontaram neste atípico ano de 2011.
A ideia do mini espelho pareceu uma tentativa desesperada de inovar, mas nunca deu certo
   Logo no início do ano começamos com esta bizarrice que foi um dos últimos sopros de vida da Kodak antes de seu quase-fim e compra da marca por uma empresa asiática. A Kodak EasyShare Mini (M200) vinha com um minúsculo espelho redondo e levemente convexo (como os retrovisores de automóveis) que, reza a lenda, tinha como utilidade ajudar nos autorretratos. Era uma câmera com resolução de 10MP em um sensor minúsculo de 1/3 de polegada e 3x de zoom entre 29-87mm. Não deu muito certo.
Funciona muito mais como uma filmadora de bolso do que como câmera fotográfica
   Um dia depois foi a vez de a Casio inovar com uma câmera que serve mais como filmadora do que como câmera fotográfica, a Exilim TRYX, uma câmera bastante fina e com um visor totalmente móvel tornando possíveis os maiores malabarismos em busca da posição ideal para filmar (e até fotografar!) algo. Com 12MP em um sensor padrão de 1;2.3 de polegada e distância focal fixa em 21mm (isso mesmo, não havia zoom óptico), não se pode dizer que foi o mesmo fracasso da Kodak Mini, pois teve até uma continuação.
Uma excepcional câmera, que mostrou um pouco do que a Olympus poderia fazer nas suas compactas
   Novamente um dia depois, enfim algo de encher os olhos: a primeira compacta premium com controles manuais da Olympus desde o modelo SP320 no ano de 2006, e nunca antes uma compacta havia trazido consigo a sua elogiada óptica Zuiko, nas compactas rebatizada de I. Zuiko. A Olympus XZ1 foi um sonho de consumo meu durante algum tempo, mas a falta de grana me fez colocar os pés no chão. Essa belezura tinha sensor de 1/1.63 de polegada com resolução de 10MP e zoom de 4x entre 28-112mm em uma lente com agressiva abertura f/1.8-2.5, e tinha até um anel de controle ao redor da lente, que estava voltando à moda. Provavelmente era o mesmo sensor das compactas premium da Panasonic, parceira de longa data no sistema 4/3.
Vejam o tamanho da câmera e da lente!!!
   Eu disse que o ano era atípico, e eis que em setembro surge a Pentax Q. Essa nova bizarrive tecnológica (que agrada e muito ao público do Japão) consiste em uma câmera com sensor padrão de compacta (1/2.3 de polegada) com resolução de 12MP e lentes intercambiáveis. As lentes para um sensor como este eram tão pequenas que eram chamadas de Toy Lens, tipo Toy Story sabe? Parecem de brinquedo!!! E ainda foi criado um adaptador para usar as objetivas das reflex Pentax nesta câmera que possui fator de corte de 5.2x. Agora conseguem imaginarr uma objetiva 50mm com distância focal equivalente a 260mm?
Design retrô simples, bonito e eficiente
   A Fuji dava continuidade ao ambicioso projeto da série X (iniciado com a Fuji X100). A Fuji X10 foi a primeira câmera a utilizar a mesma tecnologia empregada na X100, agora em um sensor medindo 2/3 de polegada que passaria a se tornar o padrão da Fuji para suas compactas premium. É bem verdade que houve um erro de projeto neste sensor, o famoso mal dos círculos brancos, mas isso em nada manchou a reputação da fabricante pois quem entendia do assunto sabia que havia potencial para câmeras espetaculares e assim terminaria acontecendo. Com 12MP e objetiva 28-112mm f/2.0-2.8, era apenas o início de uma série de sucesso absoluto.
Muitos controles além de um muito bem-vindo anel de zoom
   Neste mesmo ano a Fuji deu outro grande passo com a série X, agora uma superzoom com este mesmo sensor de 2/3 de polegada: a Fuji X-S1. Com o problema dos círculos brancos minimizado, talvez a objetiva mais escura tenha ajudado nisso, é uma câmera que até hoje não teve sua sucessora mas continua sendo bastante procurada. Sua objetiva com 26x de zoom cobre distância focal entre 24-624mm.
Nikon V1 e suas lentes na mesma cor dos corpos
   A novidade da Nikon foi a adesão às mirrorless, mas com uma proposta totalmente diferente: as Nikon V1 e J1 foram anunciadas com sensores de 10MP medindo apenas 1 polegada, bem menor do que todas as concorrentes e um fator de corte de 2.7x. O problema é que as câmeras não ficaram tão pequenas quanto deveriam ser (por conta do sensor muito menor) e nem os preços ficaram mais baixos (como um sensor menor deveria sugerir). É um sistema que está até hoje buscando sua afirmação, mas seriam lançados muitos outros modelos nos próximos anos.
Nikon V1 foi a câmera principal para o início das mirrorless Nikon
   Mas, sem dúvida, o que mexeu com a fotografia digital neste ano foi a Lytro Light Field. Uma câmera que se parece mais com uma lanterna e prometia (e cumpria!) que se fizesse o foco após a foto já estar pronta, era a chamada "câmera de campo luminoso". Ela conseguia focar todos os planos possíveis e possibilitava que o usuário na hora da edição escolhesse onde ficaria o foco, no fundo, na frente, no meio, tudo com um simples toque na área desejada. Na época eu a chamei de câmera de preguiçoso mas a ideia foi se aperfeiçoando e outros modleos modelos melhores surgiram a seguir. Sua lente com distância focal entre 35-280mm possuía abertura f/2.0 constante e nunca foi uma câmera muito barata.
A princípio a Lytro parece um tanto estranha, mas a ideia é genial
   Em cada parágrafo há um link para a matéria correspondente às câmeras no Foto Fácil. Aguardem a matéria sobre o ano de 2012, teve muita coisa nova e legal também.

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29 de abril de 2014

TIPA Awards 2014

   Todos os anos a TIPA (Technical Image Press Association) realiza uma votação entre a mídia especializada para eleger o que houve de melhor no ano anterior na fotografia e o anúncio dos vencedores este ano foi na cidade de Vancouver, no Canadá. Como já afirmei em outras vezes, as escolhas parecem um pouco políticas em alguns segmentos para agradar marcas A e B, mas no final das contas a grande maioria das escolhas termina sendo muito justa.
Design interessante e eficiente do flash pop-up garantiu um prêmio à Samsung WB50
Câmeras compactas

Superzoom: Panasonic ZS40 - Discordo bastante desta escolha, teve tanta coisa legal lançada ano passado nesse segmento. Houve grandes novidades e foram todas ignoradas.

À prova d'água: Nikon 1 AW1 - Mais uma vez discordo completamente, pois a Nikon 1 AW1 não é uma compacta, é uma mirrorless e há a premiação das mirrorless como veremos mais adiante. Achei esta escolha fora do contexto.

Expert: Canon G1x Mark II - Realmente é uma câmera espetacular e talvez seja realmente a melhor se excluírmos as câmeras de distância focal fixa, que são câmeras para um público bem restrito.

Geral: Samsung WB50F - Mais uma vez a Samsung leva este prêmio e me parece justo, o design inovador com um flash inclinável sem ser pop-up é inédito em compactas.
O simpático sistema OM-D conquista um merecido prêmio
Câmeras mirrorless

De entrada: Olympus OM-D E-M10 - Apesar de estar acima das PEN acho justo que esta câmera tenha sido agraciada com um prêmio. Talvez esteja na subcategoria errada apenas.

Avançada: Samsung NX30 - Sinceramente, não consigo enxergar nada de mais no sistema NX da Samsung, a não ser o fato de todas atualmente terem wi-fi integrado. Talvez esta fosse a subcategoria correta da câmera anterior.

Expert: Fuji X-T1 - Prêmio justíssimo, é uma câmera que faz muito bem tudo o que promete e o sistema X da Fuji, como um todo, é muito bom.

Híbrida foto/vídeo: Panasonic GH4 - Essa foi barbada já que foi uma câmera fotográfica realmente projetada para vídeos. Merecidíssima escolha.

Profissional: Sony Alpha 7R - Na minha opinião, outra barbada. Quem seria capaz de desbancá-la já que foi a primeiras mirrorless Full-frame? Nem a irmã gêmea A7 anunciada no mesmo dia.
A primeira mirrorless Full-frame mereceu o prêmio conquistado
Câmeras reflex

De entrada: Nikon D3300 - Nesta subcategoria as coisas andam muito equilibradas e qualquer que fosse a escolha seria acertada. O prêmio fica em boas mãos com esta câmera.

Avançada: Canon 70D - Acho que é uma câmera que ganha mais pela inovação. É uma ótima câmera, mas tem os seus problemas, pequenos ajustes que serão melhorados na sua sucessora.

Premium: Nikon Df - Essa foi uma escolha totalmente política mas, paradoxalmente, completamente acertada. Em meio a tantas câmeras acima da média lançadas nesta categoria, como deixar esta máquina espetacular sem um prêmio? Tinha que levar algum!

Expert: Pentax K-3 - Um monstro de câmera, merecidíssimo prêmio até pela mágica que faz com o filtro AA simplesmente ligando e desligando-o.

Profissional: Nikon D4s - Essa também me pareceu barbada. Apesar da concorrência de peso, acredito que esta câmera tenha sido realmente a melhor reflex Full-frame de 2013.
Linda Nikon Df conquistou um prêmio em uma categoria que parece ter sido criada apenas para ela
Objetivas

Mirrorless de entrada: M. Zuiko 14-42mm f/3.5-5.6 EZ - É apenas uma das várias lentes criadas para formarem o kit deste tipo de câmera muito compactas. Subcategoria muito equilibrada.

Mirrorless prime: Zeiss Touit Series - Aqui resolveram premiar toda a série Zeiss Touit, provavelmente pela tentativa de desenvolver lentes de qualidade ainda não vista em sistemas mirrorless.

Mirrorless expert: Fujinon 10-24mm f/4.0 R - Super grande angular de respeito para um sistema que também impõe muito respeito. Escolha acertadíssima.

Reflex de entrada: Sigma 18-200mm f/3.5-6.3 DC - Esta marca sempre se destacou neste tipo de objetiva e com uma nova atualização o que já era bom se tornou melhor. Boa escolha.

Reflex expert: Tamron SP 150-600mm f/5.0-6.3 - Conseguiu o prêmio devido à sua versatilidade sem ser absurdamente cara. Acho que também foi uma escolha acertada.

Reflex profissional: Canon 200-400mm f/4L Extender 1.4x - Quando esta lente foi anunciada ficou difícil imaginar que ela não fosse escolhida a melhor, os resultados são impressionantes e ainda conta com teleconversor embutido.
Flash da marca Nissin surpreende e ganha prêmio dedicado a flashes compactos
Outras categorias

Iluminação portátil: Nissin i40 - Não conheço os flashes desta marca, mas é um flash com número-guia 40, iluminador LED, funciona em TTL com os principais sistemas e possui um custo relativamente baixo.

Dispositivo móvel: Sony QX - Simpatizo bastante com estas lentes com sensor embutido e achei justa a escolha, grande inovação da fabricante.

Aplicativo: Photosmith 3 - Não posso opinar já que raramente faço fotos com dispositivos móveis e sequer as edito. Mas fica a dica para quem quiser usá-lo.

Impressora: Epson Expression Photo XP-950 - Também não posso opinar, mas conhecemos a excelência Epson em impressões fotográficas.

Software: DxO ViewPoint 2 - É o segundo ano seguido que um software desta empresa consegue este prêmio, mas como não uso não opinar.

Inovação em imagem - Canon Dual Pixel CMOS AF - É a inovação que fez a Canon 70D ganhar um prêmio TIPA e realmente é uma revolução na focagem automática, foi merecido.

Design - Sigma DP Quattro - Prefiro que vocês vejam a foto abaixo e tirem suas próprias conclusões...
Esta foi a câmera vencedora do prêmio dedicado a design
   Na minha opinião, a Nikon foi a grande vencedora pois ela conseguiu prêmios muito importantes dentro da categoria reflex. Vocês podem conferir a relação completa dos vencedores deste ano e dos anos anteriores neste link: http://www.tipa.com/english/index.php

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