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21 de agosto de 2015

Novas câmeras lançadas em julho de 2015

   O mês de julho nos agraciou com poucos lançamentos em câmeras, foram apenas duas novas câmeras anunciadas e as duas da Panasonic, uma mirrorless e uma superzoom. Irei acrescentar a elas duas compactas premium, uma com sensor APS-C e outra com sensor full frame, que foram lançadas em junho e não entraram na postagem anterior.

Leica Q - Especificações:
  • Sensor CMOS de 24 megapixels (Full frame com 26MP de resolução total)
  • Corpo em liga de magnésio
  • Processador Maestro II
  • Objetiva de distância focal fixa em 28mm com abertura f/1.7 e macro de 17 cm (abertura mínima f/16)
  • Não possui estabilização óptica
  • Fotografa em RAW
  • Sensibilidade ISO 100-50000
  • Tempo de exposição varia entre 1/16000 e 30 segundos, com sincronia de flash a 1/500
  • Modo contínuo de até 10 fps
  • Não possui flash embutido, apenas sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps no formato MP4 e som estéreo, além de time lapse
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas
  • Possui wi-fi e NFC integrados
  • Alimentada por bateria com capacidade não divulgada
Opinião do blogueiro: Essa foi a tentativa da Leica de se apoximar do público mais atual incorporando características antes ignoradas pela gigante alemã como wi-fi e NFC integrados, monitor touchscreen e um modo contínuo bastante rápido. É uma câmera que tem como rival a Sony RX1 já que é a outra compacta full frame que existe no mercado, mas possui um diferencial que é uma espécie de recorte no sensor que permite fotografar também em 35mm e 50mm. Custa 4250 dólares e, como toda câmera Leica, conta com uma licença original do Lightroom.

Ricoh GR II - Especificações:
  • Sensor CMOS de 16.2 megapixels (APS-C com 16.9MP de resolução total) sem filtro low pass
  • Corpo em liga de magnésio
  • Processador GR Engine V
  • Objetiva de distância focal fixa em 28mm com abertura f/2.8 e macro de 10 cm (abertura mínima f/16)
  • Não possui estabilização óptica
  • Fotografa em RAW de 12 bits
  • Sensibilidade ISO 100-25600
  • Tempo de exposição varia entre 1/4000 e 300 segundos, incluindo modo bulb
  • Modo contínuo de até 4 fps em resolução máxima
  • Possui flash pop-up de número-guia 5.4 em ISO 100 e sapata para flash externo aceitando flashes em sistema TTL da Pentax, inclusive sem fio
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps no formato MOV e som estéreo
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas
  • Possui wi-fi e NFC integrados
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 320 fotos por carga
Opinião do blogueiro: Mais uma compacta para poucos que, coincidentemente, possui o mesmo esquema de recorte no sensor possibilitando fotografar também em 47mm. Além disso, um conversor angular pode ser adquirido separadamente possibilitando fotografar em 21mm. Custa bem mais barato mas ainda é um preço salgado, são 800 dólares.

Panasonic FZ300 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 12.1 megapixels (1/2.3 de polegada com 12.8MP de resolução total)
  • À prova d’água e poeira
  • Objetiva Leica com 24x de zoom, distância focal entre 25-600mm com abertura f/2.8 e macro de 1cm
  • Possui estabilização óptica (nos vídeos há a estabilização óptica híbrida de 5 eixos, exceto na resolução 4K)
  • Possui controles manuais
  • Fotografa em RAW e processa os arquivos na própria câmera
  • Sensibilidade ISO 100-6400
  • Tempo de exposição varia entre 1/16000 e 60 segundos, incluindo modo bulb de até 60 segundos
  • Modo contínuo de até 12 fps
  • Alcance do flash de até 8.8 metros, possui sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 50fps e 4K com taxa de 30fps nos formatos MP4 e AVCHD com som estéreo e possui entrada para microfone externo
  • Possui monitor LCD móvel multi-ângulo de 3 polegadas e visor eletrônico em OLED
  • Possui conectividade wi-fi
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 380 fotos por carga
Opinião do blogueiro: A Panasonic foi bastante conservadora nas especificações que chamam mais atenção, é praticamente uma FZ200 à prova d'água. O grande problema é o fato de a Panasonic ter abandonado o Brasil, não há mais uma divisão de câmeras desta marca por aqui e seus lançamentos (que já eram difíceis de serem encontrados) só chegarão ao Brasil por importação. Custa 600 dólares.

Panasonic GX8 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 20.3 megapixels (4/3 de polegada com 21.77MP de resolução total)
  • Corpo em liga de magnésio resistente a respingos e poeira
  • 49 pontos de autofoco
  • Processador Venus Engine de última geração
  • Possui estabilização de até 3.5 pontos (sistema duplo quando em uso com objetivas estabilizadas)
  • Fotografa nos formatos 4:3, 3:2, 16:9 e 1:1
  • Fotografa em RAW
  • Fotografa em MPO (3D desde que usando a objetiva específica para este fim)
  • Sensibilidade ISO 200-25600 (expansível até 100)
  • Tempo de exposição varia entre 1/16000 e 60 segundos, incluindo modo bulb de até 30 minutos e sincronia de flash a 1/250
  • Modo contínuo de até 8 fps em resolução máxima
  • Não possui flash integrado mas possui sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 50 fps e 4K com taxa de 30fps nos formatos MP4 e AVCHD com som estéreo e possibilita Time Lapse e Stop Motion
  • Possui monitor OLED de 3 polegadas totalmente móvel e sensível a toque; e possui viewfinder eletrônico também em OLED
  • Possui wi-fi e NFC integrados e oferece um código QR para facilitar a conexão com dispositivos iOS
  • Possui entrada para microfone externo
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 330 fotos por carga
Opinião do blogueiro: A sucessora de uma de minhas mirrorless preferidas manteve a principal característica dessa série que é o, até agora exclusivo, visor eletrônico inclinável que permite uma mobilidade sem precedentes aliada ao monitor LCD móvel. O único problema da série GX é o fato de ser muito cara pois a Panasonic tenta colocar o que há de melhor em um corpo bastante compacto, esta Panasonic GX8 começou a ser vendida no exterior hoje ao custo de 1200 apenas o corpo. Muito salgado.

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10 de novembro de 2014

A patrulha da Full Frame

   No ano passado eu escrevi sobre um assunto que me incomoda bastante, a patrulha da reflex, que consiste em sempre indicar uma câmera reflex (ou DSLR, como queiram) para todos os fotógrafos, mesmo aqueles que nunca pegaram em uma câmera na vida. O argumento (na minha humilde opinião, totalmente infundado) é o de que câmera compacta não serve para nada. isso nunca foi e continuará não sendo verdade e se quiserem detalhes é só clicar no link na primeira linha. Já o estopim para aquela patrulha é o mesmo que motiva esta agora, a popularização das câmeras mais avançadas do mercado.
Esquema retirado do site Gizmag
   Uma breve introdução sobre o que é full frame, é o sensor de imagem com tamanho semelhante ao do antigo fotograma de filme das câmeras analógicas amadoras. Gosto de frisar bem a palavra "amadoras" porque os new photographers que chegaram na era digital acham que as full frame são o supra-sumo da fotografia digital, quando na verdade estão um pouco longe disso. Provavelmente nunca ouviram falar em médio e grande formatos mas isso não é assunto por ora. A patrulha da reflex atinge todo um universo de gente que ama fotografia enquanto a patrulha da full frame abrange a grande porcentagem de fotógrafos que querem ou já ingressaram no mercado de trabalho. Afinal, fotografia é a profissão da moda e já está tão nivelada por baixo que não basta não quererem estudar, eles tem que ter uma câmera acima do (baixo) nível de conhecimento deles.
Neste outro esquema aqui do www.barnabyaldrick.com temos uma comparação do médio formato com o pobre full frame
   É público e notório que tem muita, mas muita gente mesmo, que se aventura a comprar uma câmera (muitas vezes sem saber se ela atende os requisitos mínimos) e sem ter conhecimento algum de fotografia já sai ganhando seus tostões por aí. O sol nasce para todos, mas a parcela de novos "profissionais" que não querem estudar fotografia é muito grande e fica muito difícil encontrar bons profissionais na praça. E estes novos profissionais, quando procuram a nova meca dos iniciantes (os grupos de fotografia no facebook) para perguntar por bons equipamentos tem recebido a seguinte resposta: "câmera tal é boa mas eu já partiria para uma full frame". Por que a full frame? O argumento alegado é de que causa baixo ruído. E os sensores APS-C que já são enormes e tão bem desenvolvidos a ponto de possuírem resoluções acima dos 20 megapixels com ruído relativamente baixo? Estas não são mais indicadas? Até bem pouco tempo eram, mas eis que as duas gigantes da fotografia lançam uma nova subcategoria de câmeras, a full frame de entrada.
Nikon D600 com grip vertical acoplado
   Canon 6D e Nikon D600 foram os primeiros exemplares desta subcategoria e os olhos dos fotógrafos menos abastados brilharam quando souberam que poderiam gastar pouca coisa a mais e ter o tão sonhado sensor full frame. O problema é que só se tem olhos para o tamanho do sensor agora e todo o resto que compõe uma câmera foi esquecido: vida útil do obturador, modo contínuo, resistência do corpo, capacidade de processamento, pontos de foco, mídias de armazenamento, autonomia da bateria e visor. Reparem que  não citei vídeos, GPS, wi-fi e qualidade do LCD pois não são itens que julgo tão importantes a quem quer ser um profissional da fotografia.
Canon 7D Mark II e Canon 6D lado a lado
   Vamos fazer um breve comparativo entre Canon 6D (full frame de entrada) e Canon 7D Mark II (APS-C mais avançada) para saber o que esta marca tem a nos oferecer nestas duas subcategorias de câmera:













   Reparem que a 6D só é melhor que a 7D Mark II no tamanho do sensor e na autonomia da bateria, e confesso que não esperava uma diferença tão grande na autonomia mas possivelmente os dois processadores são responsáveis por grande parcela deste alto consumo. Mas será que isso vale mais do que o doboro de vida útil do obturador? Mais do dobro de velocidade do modo contínuo? Um processador mais atual (aliás, dois processadores mais atuais)? Quase 6 vezes mais pontos de autofoco? Isso sem falar no massacre 65x1 em pontos cruzados. A diferença de enquadramento do visor é pequena mas eu sempre vou preferir trabalhar com 100% da cobertura de visão.
Nikon D7200 vai brigar de igual para igual com a Canon 7D Mark II quando chegar ao mercado
   Então fica a pergunta aos new photographers: será que realmente é tão importante assim ceder ao status de dizer que tem uma câmera full frame sendo que, nitidamente, você perde desempenho? Na Nikon esta diferença é bem menor, por dois motivos: a Nikon D610 é nitidamente superior à Canon 6D, sua concorrente direta; e a Nikon D7100 é nitidamente inferior à Canon 7D Mark II, sua também concorrente direta. Mas temos que fazer a importante ressalva de que a D7100 possui um ano e meio de atraso em relação à 7D Mark II enquanto a 6D possui um ano de atraso em relação à D610. Hoje em dia, com um avanço tecnológico tão acelerado, isso pode fazer grande diferença.

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17 de outubro de 2014

Leica X e X-E

   Durante a Photokina todos os fabricantes mostraram sua nova linha de câmeras com muitas novidades e a Leica não poderia faltar. Além dos já tradicionais clones de câmeras da Panasonic, também anunicou o lançamento de duas compactas premium de distância focal fixa, a poderosa Leica X e uma irmã menor, a Leica X-E que o leitor do blog já conhece como Leica X2, que foi relançada com algumas modificações.
Esta é a Leica X-E, o dial do lado direito é de controle de abertura e também está presente na irmã maior
   A Leica X-E é equipada com sensor CMOS de 16.2MP (APS-C com resolução total de 16.5MP); sua objetiva Elmarit de 8 elementos (sendo um asférico) em 6 grupos possui distânfica focal fixa de 24mm (equivalente a 36mm) com abertura f/2.8 e macro de 30cm; 11 pontos de foco; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-12500; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 5fps limitado a 7 disparos em JPEG + RAW com velocidade constante; o alcance do flash é de até 2 metros e possui sapata para flash externo; faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MP4; possui monitor LCD  de 2.7 polegadas; e sua bateria é capaz de fazer 450 fotos por carga.
Leica X na cor marrom, e também há uma tradicional versão preta disponível
   A Leica X equipada com sensor CMOS de 16.2MP (APS-C com resolução total de 16.5MP); sua objetiva Summilux de 10 elementos (sendo 2 asféricos) em 8 grupos possui distânfica focal fixa de 23mm (equivalente a 35mm) com abertura f/1.7 e macro de 20cm; 11 pontos de foco; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-12500; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 5fps limitado a 7 disparos em JPEG + RAW com velocidade constante; o alcance do flash é de até 2 metros e possui sapata para flash externo; faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MP4; possui monitor LCD  de 3 polegadas; e sua bateria é capaz de fazer 350 fotos por carga.
O painel traseiro das duas câmeras é praticamente igual, este é da Leica X
   Opinião do blogueiro: Duas câmeras espetaculares, acima da média (como toda Leica) mas como todo produto com grife, custa mais do que vale. É câmera para quem tem dinheiro sobrando e não sabe mais o que fazer com ele. Ambas as câmeras trazem em seu kit uma licença original do Adobe Photoshop Lightroom. Os preços das Leica X e X-E são de, respetivamente, 2300 e 1800 dólares.

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10 de setembro de 2014

Fuji X100T

   A terceira geração da compacta Fuji com sensor APS-C vem com algumas novidades: viewfinder híbrido avançado que torna a Fuji X100T a primeira compacta rangefinder eletrônica, operabilidade atualizada, simulação do filme "Classic Chrome", obturador eletrônico de impressionante 1/32000, e agora permite controle remoto a partir de um smartphone via wi-fi.
Visualmente pouca coisa mudou na Fuji X100T
   A Fuji X100T é equipada com sensor CMOS APS-C de 16.3MP; sua objetiva fixa de 23mm (equivalente a 35mm) possui abertura f/2-16 e macro de 10cm; não possui estabilização; sensibilidade ISO 200-6400, expansíveis a 100 e 51200; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos incluindo modo bulb de até 30 minutos e obturador eletrônico de 1/32000; modo contínuo de até 6fps limitado a 25 imagens; fotografa em RAW com conversão interna; o alcance do flash é de até 9 metros e possui sapata para flash; faz vídeos Full HD com taxa de 60fps (também disponível em 24fps) em formato MOV e som estéreo; seu monitor LCD mede 3 polegadas e possui viewfinder óptico, eletrônico ou rangefinder; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 330 fotos.
Destaque para o novo viewfinder híbrido
   Além de tudo isso, a Fuji X100T ainda conta com uma vasta gama de acessórios como: parassol metálico, anel adaptador e conversores tele e wide (todos nas cores prata e preta), filtro protetor de 49mm, três unidades de flash externo (sendo dois compactos), case de couro (nas cores marrom e preta), grip de mão, correia de mão, microfone estéreo e disparador remoto.
Controles manuais ao alcance das mãos sem necessidade de usar menu
   Opinião do blogueiro: Com tantas qualidades e essa variedade de acessórios, certamente é uma das melhores opções para profissionais quando não querem usar câmeras grandes e pesadas ao utilizarem a distância focal equivalente de 35mm. A qualidade do sensor X-Trans II já foi atestada em várias câmeras anteriores consolidando-se como um dos melhores sensores APS-C atualmente. Totalmente recomendada para quem pode pagar os 1300 dólares que ela custa, e estará disponível a partir de meados de novembro nas cores prata e preta.

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3 de setembro de 2014

Transforme seu smartphone em uma mirrorless ou superzoom com 30x de zoom

   Parece que a Sony tomou gosto por estes módulos que transformam qualquer smartphone em uma câmera digital cheia de recursos e zoom óptico, mas desta vez a coisa foi além. Agora você é capaz de inserir 30x de zoom óptico em seu dispositivo móvel ou até mesmo um enorme sensor APS-C, o mesmo usado na maioria das câmeras destinadas a uso profissional. É verdade que o investimento não é baixo e não sei até que ponto isso valeria a pena, no segundo é ainda pior pois seriam três elementos: um smartphone, um módulo e ainda uma lente. E não é nada muito pequenininho...
Sony QX30
   O módulo Sony QX30 é equipado com sensor CMOS de 20.4 megapixels (1/2.3 de polegada com 21.1 MP de resolução total); sua objetiva Sony G com 30x de zoom cobre distância focal entre 24-720mm com abertura f/3.5-6.3 e macro de 5cm; o tempo de exposição varia entre 1/1600 e 30 segundos, com sincronia de flash a 1/160; sensibilidade ISO 80-3200, expansível até 12800; modo contínuo de até 10fps limitado a 10 imagens; possui estabilização; possui conectividade wi-fi e NFC; não possui flash; faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MP4 e som estéreo; possui slot para cartões Micro SD e Memory Stick Micro; e é alimentado por bateria com capacidade para cerca de 200 imagens por carga. Este módulo equivale à câmera Sony HX50.
Um pequeno milagre é feito no seu smartphone ao acoplar este acessório com sensor APS-C
   O módulo Sony QX1 é equipado com sensor CMOS de 20.1 megapixels (APS-C com 20.4 MP de resolução total); possui 25 pontos de autofoco; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos, com sincronia de flash a 1/160; sensibilidade ISO 100-16000; modo contínuo de até 10fps limitado a 10 imagens; não possui estabilização; fotografa em RAW; possui conectividade wi-fi e NFC; possui flash embutido de número-guia 4; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MP4 e som estéreo; possui slot para cartões Micro SD e Memory Stick Micro; e é alimentado por bateria com capacidade para cerca de 440 imagens por carga. Este módulo equivale à câmera Sony A5000.
Ao lado do botão de disparo fica a alavanca de controle do zoom no módulo QX30
   Estes acessórios possuem controles manuais de exposição e conectam-se manualmente a qualquer smartphone com sistema operacional Android ou iOS via wi-fi, mas se o dispositivo móvel for dotado de NFC a conexão é automática e muito mais rápida. É necessário baixar o aplicativo PlayMemories Mobile na Play Store ou iTunes. Os dois módulos possuem bateria própria e também seu próprio slot para cartão de memória. O QX1 ainda possui um flash embutido.
Esquema de montagem do módulo QX1
   Opinião do blogueiro: Como diria o rei do camarote, estes módulos agregam valor aos vossos smartphones, mas a que preço? O QX30 custa 350 dólares e o QX1 custa 400 dólares. E no caso do QX1 ainda tem as lentes já que só o módulo não faz foto alguma. Ou seja, será que vale a pena esse gasto todo para ter melhor qualidade de imagem em um dispositivo móvel? Não acredito que o público dos smartphones seja o mesmo que queira um sensor APS-C ou ou 30x de zoom óptico. Pelo menos não a estes preços. Não recomendados.

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23 de junho de 2014

Objetivas Sigma e Tamron 17-50mm f/2.8

   Tenho lido muito sobre estas lentes nos inúmero grupos de fotografia do Facebook e por isso resolvi falar sobre elas, mas confesso que já deveria ter falado sobre elas há muito mais tempo. Hoje corrijo essa falha e mostro aos leitores duas objetivas claras por toda extensão de seu zoom, ideais para quem fotografa eventos, com custo bem mais baixo do que as lentes que considero ideais para eventos usando câmeras com sensor APS-C. E até mais baratas do que estas aqui, mas é preciso os fotógrafos se livrarem do preconceito que há contra as lentes das marcas consideradas "paralelas" e também entender que não dá para encontrar lentes claras com zoom das marcas oficiais (nem usadas) na faixa de preço destas duas.
Sigma 17-50mm f/2.8
   A Sigma 17-50mm f/2.8 EX DC OS HSM (equivalente a 27-80mm para Canon e 25.5-75mm para Nikon, Pentax, Sigma e Sony) possui construção interna de 17 elementos (sendo 2 FLD de baixa dispersão, 2 asféricos, e 1 asférico híbrido) em 13 grupos; possui estabilização óptica de 4-stop; abertura mínima f/22; diafragma circular de 7 lâminas; distância mínima de foco de 28cm; diâmetro para filtro de 77mm; mede aproximadamente 8.3 x9.2cm e pesa aproximadamente 565 gramas. Nas versões para Pentax e Sony não há estabilizador de imagem; nas câmeras Pentax que não suportam HSM não haverá autofoco; apesar de ser uma lente desenvolvida para câmeras com sensores APS-C, encaixa normalmente nas full-frame mas haverá formação de vinheta.
Tamron 17-50mm f/2.8
   A Tamron SP 17-50mm f/2.8 XR Di II VC (mesma equivalência acima) possui construção interna de 19 elementos (sendo 2 de baixa dispersão, 1 extra refrativo e 3 asféricos) em 14 grupos; possui estabilização óptica de 4-stop; abertura mínima f/32; diafragma circular de 7 lâminas; distância mínima de foco de 29cm; diâmetro para filtro de 72mm; mede aproximadamente 8.03 x9.5cm e pesa aproximadamente 570 gramas. Nas versões para Pentax e Sony não há estabilizador de imagem; nas câmeras Nikon é necessário que tenha motor de foco para que seja possível o autofoco; apesar de ser uma lente desenvolvida para câmeras com sensores APS-C, encaixa normalmente nas full-frame mas haverá formação de vinheta. Atenção pois há uma versão dela mais barata, sem o VC (estabilizador de imagem).
Foto retirada do site do fotógrafo Matt Rogers
   Há vantagens e desvantagens em cada uma delas, vejam qual se encaixa melhor no que procuram e atenção aos preços, dá para encontrá-las a partir de 1400 reais aqui no Brasil. As siglas EX (Sigma) e SP (Tamron) indicam que fazem parte das lentes de mais alta qualidade destes dois fabricantes. Como a Sigma vem redesenhando todas as suas lentes, pode ser que esta versão citada aqui no blog seja descontinuada em breve. Vejam uma comparação delas na prática no site do fotógrafo Matt Rogers.

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21 de fevereiro de 2014

Sigma DP Quattro

   A Sigma novamente rebatiza sua série de câmeras compactas DP com o nome Quattro (antes Merrill), mas mantém o conceito de três câmeras com distâncias focais fixas: a Sigma DP1 Quattro com 19mm, a Sigma DP2 Quattro com 30mm e a Sigma DP3 Quattro com 50mm. Sâo câmeras caras e com algumas características peculiares que tornam seu uso bastante específico, não recomendadas ao usuário comum, mas possuem o sensor Foveon de 3 camadas que busca alcançar o mesmo resultado dos filmes em termos de fidelidade de cor (coisa que a fotografia digital ainda não consegue com seus sensores de matriz Bayer) devido ao seu arranjo diferente de pixels que não necessita de filtros. E o design delas ficou um tanto estranho...
A princípio parece apenas uma câmera mais larga do que o normal...
   Como a Sigma DP2 Quattro é a única mostrada em detalhes no site oficial da fabricante, vou usar as especificações dela como base para as três, pois há poucas diferenças: equipada com sensor CMOS de 29 megapixels (APS-C com 33MP de resolução total); possui objetiva com distância focal equivalente a 45mm (28mm na DP1 e 75mm na DP3); possui abertura f/2.8 (abertura mínima f/16) e faz macro de 28cm (20cm na DP1 e 22.6cm na DP3); possui 9 pontos de autofoco; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-6400; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; não possui flash integrado (mas há uma sapata para flash externo); não faz vídeos; possui monitor LCD de 3 polegadas; é alimentada por bateria sem capacidade definida.
...mas na verdade é uma câmera de design bizarro
   Como puderam ler, são câmeras sem estabilizador, não fazem vídeos e possuem uma abertura que hoje já é superada por outras compactas, são realmente câmeras de uso muito específico. Havia um problema de alto ruído (para os padrões de sensores APS-C) no antigo Foveon que deve ser diminuído com o novo arranjo de pixels 1:1:4 (1 pixel vermelho, 1 pixel verde e 4 pixels azuis). A fabricante afirma que serão geradas imagens com resolução de 39MP (???) e arquivos RAW de 14 bits, e este arranjo também permitirá um processamento mais rápido já que os arquivos serão muito grandes.
Esquema do novo arranjo de pixels deste sensor Foveon
   Um ponto interessante destas câmeras é que elas produzirão imagens nas proporções 4:3, 3:2, 1:1, 16:9 e também o 21:9 que é o formato de cinema. Entre os acessórios disponíveis estão um flash compacto de número-guia 14 que funciona em TTL e um viewfinder óptico. E todas elas possuem anel de foco ao redor da objetiva, o que era de se esperar.
Unidade de flash TTL que pode ser usada nas câmeras da série DP
   Ainda não há preço definido de nenhuma destas três câmeras, mas para ter uma noção do que vem por aí saibam que as Sigma DP1, DP2 e DP3 da série Merrill (anterior a esta) estão custando em torno de 900 dólares nos EUA, este preço reforça que são realmente câmeras para poucos. E certamente é uma câmera para aparecer na série "Evolução das câmeras digitais" quando eu escrever sobre o ano de 2014.
Não parece ter uma boa pegada
   Opinião do blogueiro: Estas câmeras são verdadeiras incógnitas, fica difícil afirmar qualquer coisa com este sensor totalmente reformulado. A promessa é de manter a fidelidade de cores das duas séries anteriores e, se não resolver, pelo menos diminuir o problema de ruído. Também há outro problema que é a duração de bateria, a autonomia era extremamente baixa. Enfim, precisamos esperar testes reais e também os detalhes das DP1 e DP3.

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13 de fevereiro de 2014

Novas Canon T5 e Canon G1x Mark II

   Sei que vai continuar a existir aquela confusão "é T3 ou T3i?", mas a Canon anunciou o lançamento de sua mais nova reflex de entrada e assim a confusão apenas vai mudar de número: "é T5 ou T5i?". Bem que poderiam ter mantido a nomenclatura da SL1 que a diferenciava bem da outra reflex de entrada, mas parece que a Canon criou uma terceira subcategoria de entrada. É o que tem pra hoje...
Design padrão das reflex de entrada Canon
   A Canon T5 é equipada com sensor CMOS de 18 megapixels (APS-C com 18.7MP de resolução total e 1.6x de fator de corte); possui 9 pontos de autofoco (ponto central cruzado); possui sensibilidade ISO 100-6400 expansível até 12800; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos com sincronia de flash em 1/200; modo contínuo de até 3fps limitado a 69 arquivos JPEG, 6 RAW ou 4 RAW+JPEG; seu flash pop-up alcança até 9.2 metros em ISO 100; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MOV e som mono limitados a 29 minutos e 59 segundos; possui monitor LCD de 3 polegadas (em formato 4:3) e viewfinder óptico com 95% de cobertura da visão; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 600 fotos por carga.
Parte superior praticamente idêntica à antecessora
   A Canon T5 aparentemente não traz novidade alguma, mas como substituta da T3 (que é uma câmera já com 3 anos de idade) tem algumas importantes diferenças como a resolução de 18 megapixels e inclusão de vídeos Full HD. Continua não fazendo limpeza automática do sensor e manteve seu ponto forte que é a bateria de carga bastante durável.
A única diferença em relação à T3 é a posição do botão para vídeo
   Opinião do blogueiro: É uma câmera destinada ao usuário iniciante, que quer dar os primeiros passos com uma câmera reflex ou serve como segunda câmera para fotógrafos profissionais. É bastante básica e seu preço sugerido de 550 dólares ratifica isso. Como ainda se encontra a T3 com facilidade no mercado, só estará recomendada quando esta sair de circulação.
Um providencial grip lateral foi adicionado
   E como diria aquele antigo comercial dos anos 90, daquela falida emissora de tv: "mas não é só isso". Também foi anunciada a poderosa Canon G1x Mark II! É uma compacta tão respeitada que ganha mais destaque até do que uma reflex de entrada. E muita coisa mudou em relação à sua antecessora apesar de eu achar que a Canon ainda poderia mter sido mais ousada mas, não dá pra reclamar muito.
Dois aneis de controle multiuso ao redor da lente
   A Canon G1x Mark II é equipada com sensor CMOS de 12.8 megapixels (1.5 polegada com 15MP de resolução total); sua objetiva com 5x de zoom cobre distância focal entre 24-120mm com abertura f/2.0-3.9 e macro de 5cm; possui sensibilidade ISO 100-12800; o tempo de exposição varia entre 1/4000 e 60 segundos; modo contínuo de até 5.2fps; seu flash pop-up alcança até 6.8 metros; faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MP4 e som estéreo, além de vídeos em time-lapse e miniatura; possui monitor LCD inclinável e sensível a toque de 3 polegadas (em formato 3:2); wi-fi e NFC integrados; e é alimentada por bateria com capacidade para cerca de 240 fotos por carga.
O monitor agora é inclinável e não totalmente articulável como antes
   Opinião do blogueiro: Muita coisa mudou mas nem tudo foi para melhor, antes o LCD era totalmente articulado e agora é apenas inclináevel, e perdeu o viewfinder que agora deverá ser adquirido separadamente. Agora o que melhorou: os vídeos agora são em MP4 e é possível fazer time-lapse; possui wi-fi e NFC; grande angular de 24mm muito bem-vinda; reparem que há um duplo anel de controle aumentando ainda mais a agilidade desta câmera; e, principalmente, a lente mais clara com abertura f/2.0 em GA. Talvez não seja o bastante para aplacar a concorrência que acordou e tentou todo tipo de alternativa nos últimos meses, mas é fato que o que já era bom conseguiu melhorar. Totalmente recomendada na data de hoje. Estará disponível ao custo de 800 dólares a partir do mês de abril.

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24 de junho de 2013

Leica X Vario, compacta zoom com sensor APS-C

   Na semana passada a Leica lançou a primeira câmera compacta com sensor APS-C e uma objetiva zoom. Até então todas as compactas com sensor APS-C possuíam objetivas de distância focal fixa, como as citadas no comparativo que foi ao ar na semana passada: Fuji X100s, Leica X2, Nikon A, Ricoh GR e Sigma DP1 Merrill. Agora perde-se a praticidade (não cabe no bolso) e ganha-se em versatilidade (aliando qualidade e zoom).
O design retrô inconfundível não poderia deixar de estar presentes na Leica X Vario
   A Leica X Vario é equipada com sensor CMOS de 16.2MP (APS-C com resolução total de 16.5MP); sua objetiva com 2.5x de zoom cobre distância focal entre 28-70mm com abertura f/3.5-6.4 e macro de 30cm; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-12500; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 5fps; fotografa em RAW; o alcance do flash é de até 16 metros e possui sapata para flash externo; faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MP4 e som estéreo; e sua bateria é capaz de fazer cerca de 350 fotos por carga.
Reparem como a lente é bem extensa com dois grandes anéis de zoom e foco
   A Leica X Vario é chamada de Leica Mini M na nova nomenclatura adotada pela fabricante assim como a  Leica X2 é a Leica Micro M, a Leica D-LUX6 é a Leica Nano M e a Leica M propriamente dita mantém a mesma nomenclatura dentro de uma espécie de hierarquia. Atenção para a disposição dos controles manuais que facilitam tudo com dois dials dedicados, um para tempo de exposição e outro para abertura, além dos anéis de zoom e foco presentes na lente e um botão dedicado para ISO, ou seja, nada de acessar menu, tudo ao alcance de seus dedos. Ou dos dedos de quem pode chegar perto de uma câmera dessa...

O painel traseiro é bem limpo e não necessita de muitos botões já que usa-se muitos dials e anéis
   Opinião do blogueiro: Só pelo pioneirismo já vale muito a pena essa câmera, é a primeira compacta com sensor APS-C e objetiva zoom mas também tem a qualidade Leica que dispensa comentários. Agora ela faz vídeos, diferente da Leica X2 que é praticamente a mesma câmera mas com uma objetiva de distância focal fixa. Recomendada apenas para quem é rico e pode pagar a bagatela de 2.850 dólares!
   ERRATA: A primeira câmera compacta com sensor APS-C e objetiva zoom foi a Sony R1 no ano de 2005.
Vejam como fica a câmera com o protetor de couro
E o site The New Camera fez um apanhado dos caros acessórios oficiais para a já cara Leica X Vario, vale pela curiosidade. E acho que só pela curiosidade mesmo...

  • Parassol - 140 dólares
  • Grip de mão - 160 dólares
  • Bolsa de couro, cores marrom e preta - 240 dólares, cada
  • Protetor de couro, cores marrom e preta (envolve apenas a parte de baixo e as laterais, permitindo o uso da câmera com ele) - 140 dólares, cada
  • Alça de pescoço em couro, cores marrom e preta - 125 dólares, cada
  • Alça de mão em couro, cores marrom e preta - 110 dólares, cada
   Doloroso, não?

19 de junho de 2013

Comparativo entre compactas com sensor APS-C

   Salvo a Sony RX1, que é uma exceção por ser a única compacta no mundo com sensor Full-Frame, estas são as 5 melhores câmeras compactas que existem no mercado. São muito caras, consideradas câmeras de nicho, para público bem reduzido, e não são nada versáteis, pois suas lentes possuem distância focal fixa mas termina sendo a combinação perfeita entre lente e sensor para uma qualidade fora do comum. As câmeras são Fuji X100s, Leica X2, Nikon A, Ricoh GR e Sigma DP1 Merrill*. Simplesmente a nata da fotografia digital em câmeras compactas.
Fuji X100s
Fuji X100s Leica X2 Nikon A Ricoh GR Sigma DP1
Resolução efetiva 16.3 16.2 16.2 16.2 15.4
Distância focal** 35mm 36mm 28mm 28mm 28mm
Abertura 2.0 2.8 2.8 2.8 2.8
Macro 10 cm 30 cm 10 cm 10 cm 20 cm
Sensibilidade ISO 100-25600 100-12500 100-25600 100-25600 100-6400
Modo contínuo 6 fps 5 fps 4 fps 4 fps 4 fps
Tempo de exposição máximo 30 segundos 30 segundos 30 segundos 30 segundos 30 segundos
Tempo de exposição mínimo 1/4000s 1/2000s 1/2000s 1/4000s 1/2000s
Vídeos Full HD 60 fps Não faz*** 30 fps 30 fps Não faz***
Número-guia flash interno 4.5 5.0 6.0 5.4 Não possui
LCD 2.8 polegadas 2.7 polegadas 3 polegadas 3 polegadas 3 polegadas
Capacidade da bateria 330 fotos 450 fotos 230 fotos 290 fotos 180 fotos

Leica X2
* A Sigma possui 3 câmeras compactas com sensor APS-C e a DP1 Merrill foi escolhida pois possui a distância focal mais adequada para o comparativo.
** A distância focal já é a equivalente a 35mm.
*** As Sigma DP1, DP2 e DP3 só fazem vídeos VGA com taxa de 30 fps, não fazem HD nem Full HD. A Leica X2 não faz nenhum tipo de vídeo.
Nikon A
   Os preços delas merecem um parágrafo a parte pois algumas delas possuem valores estratosféricos, as mais baratas (Sigma DP1 e Ricoh GR) custam módicos 800 dólares! A Nikon A custa 1100 dólares, a Fuji X100s custa 1300 dólares e a Leica X2 custa "apenas" 2 mil dólares.
Ricoh GR
   Reparem nas particularidades de algumas câmeras: a Fuji X100s possui uma lente com ângulo muito fechado, porém é a mais clara com abertura f/2.0 e é a única que faz vídeos Full HD com taxa de 60fps. A Sigma DP1 é a única que não possui flash interno, só faz vídeos VGA e seu ISO só vai até 6400. A Leica X2 possui uma lente com ângulo muito fechado e um macro muito limitado de 30cm, mas sua bateria é capaz de absurdos 450 cliques com uma única carga e não faz vídeos. Ricoh GR e Nikon A são as que mais se aproximaram de um padrão, são bem parecidas e com especificações dentro de uma média, sem ressalvas. Nenhuma delas possui estabilizador óptico.
Sigma DP1 Merrill
    Agora que já sabem quais são as melhores câmeras compactas do mercado, estão esperando o que para irem às compras? Já aviso que os preços delas raramente baixam...

6 de junho de 2013

Leica X2

   Todos sabemos que a Leica é a maior grife atual da fotografia e, por isso mesmo, suas câmeras são absurdamente caras. A qualidade óptica de suas lentes é inquestionável mas, ainda assim, seus preços são desproporcionais. E a câmera que mostrarei hoje aqui não é diferente, é excepcional mas o custo dela é fora da realidade para meros mortais como o blogueiro que vos escreve.
Várias edições especiais da Leica X2
   A Leica X2 é equipada com sensor CMOS de 16.2MP (APS-C com resolução total de 16.5MP); sua objetiva é de 36mm com abertura f/2.8 e macro de 30cm; possui estabilização apenas digital; sua sensibilidade ISO 100-12500; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 5fps; fotografa em RAW; o alcance do flash é de até 2 metros e possui sapata para flash externo; não faz vídeos; e sua bateria é capaz de fazer 450 fotos por carga.
Controles de abertura e ISO por meio de dials
    Alguns itens já chamam logo a atenção como o macro de 30cm que poderia ser justificado pelo sensor grande mas a concorrência possui um macro superior, aliás, bem superior. Não faz vídeos, se bem que eu acho que câmera fotográfica pra fazer foto mesmo, vídeo é paliativo. E o desempenho absurdo da bateria de 450 fotos por carga, é espantoso.
Controles simples mas que devem dar a agilidade necessária para cliques rápidos
   Opinião do blogueiro: câmera recomendada apenas para quem quer (e pode ter) uma Leica. Não é nada versátil pois sua lente de 36mm possui um ângulo muito fechado e o macro de 30cm é um destaque negativo. A falta de estabilização óptica não chega a ser um problema pois trata-se de uma câmera leve e sem zoom. O custo é de 2 mil dólares.

27 de maio de 2013

Sigma DP3 Merrill

   A Sigma já tinha lançado em 2012 as DP1 e DP2 com o nome Merrill em homenagem ao falecido criador da tecnologia do sensor Foveon e em 2013 lançou a DP3 Merrill. As especificações dos três modelos são exatamente as mesmas, mudando apenas a objetiva contida em cada uma.
Lente muito grande e desproporcional ao corpo tira um pouco da praticidade da câmera
   A Sigma DP3 Merrill é equipada com sensor CMOS de 46MP (APS-C com 48MP de resolução total); sua objetiva é de 75mm com abertura f/2.8 e macro de 22cm; não possui estabilização; sensibilidade ISO 100-6400; o tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos; modo contínuo de 4fps; fotografa RAW em 3 resoluções diferentes; não possui flash mas possui sapata para flash externo; faz vídeos VGA com taxa de 30fps em formato AVI e som mono; seu monitor LCD mede 3 polegadas; e é alimentada por bateria com capacidade para 97 fotos por carga.
Visual limpo demais no topo da câmera
   Causa estranheza o fato de a fabricante afirmar que a bateria faz apenas 97 fotos por carga, é muito pouco. É um número absurdamente baixo, injustificável e só isso já seria o bastante para a não recomendação da compra de uma câmera tão cara como essa. Mas o site Ephotozine testou a Sigma DP1 Merrill (que também possui previsão do fabricante de 97 fotos por carga) e conseguiu fazer 180 fotos com uma carga da bateria, o que também seria um número baixo mas aceitável. Para amenizar, o kit da câmera já vem com duas baterias. Sobre a questão da resolução, os arquivos de imagem possuem resolução máxima de aproximadamente 15.4MP.
Painel traseiro passa a impressão de que o LCD poderia ser maior
   Opinião do blogueiro: Fora a polêmica da baixíssima duração da bateria, é uma câmera que promete ótima qualidade de imagem e dá prioridade total às fotos, pois os vídeos foram quase que totalmente esquecidos. Só para constar, há vídeos em resolução VGA (640x480) com som mono. O RAW em 3 tamanhos diferentes é excelente para quem usa este formato mas é uma câmera nada versátil, com uma distância fixa em meia-tele e dedicada a um público muito restrito. Ao custo de 1000 dólares, não dá para recomendar uma câmera com bateria de duração tão baixa, mesmo com duas inclusas no kit além de resultados em JPEG nada animadores (mas o RAW é espetacular).
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