30 de abril de 2011

Olympus T110: Baixo custo ao alcance de todos

   Como já tem se tornado tradição aqui no blog e seguindo sugestão da primeira leitora do blog, a última postagem do mês sempre traz uma câmera que seja de fácil acesso a todos, é vendida nos grandes magazines tanto físicos como virtuais e a deste mês é a Olympus T110. Supercompacta, toda automática mas a Olympus sempre traz coisas interessantes nas suas compactas. Eu diria que é a segunda marca que mais dá importância aos seus modelos mais baratos.
 Também disponível nas cores prata e preta

   Equipada com sensor CCD de 12MP de resolução; sua lente com 3x de zoom cobre distância focal de 36-108mm com abertura de 3.1-5.9 e macro de 5cm; a velocidade dos seus cliques varia entre 1/2000 e 4 segundos; possui estabilização digital; sensibilidade ISO aé 1600; modo contínuo de 1fps; faz panorâmicas com auxílio de software; faz vídeos VGA com taxa de 30fps; o alcance do seu flash é de 3.7 metros em ISO 800; seu LCD mede 2.7 polegadas; e é alimentada por bateria.
 Painel traseiro já tradicional das Olympus

   Opinião do blogueiro: Câmera de especificações modestas, tem como grande ponto fraco a falta de uma grande angular já que seu ângulo mais aberto é em 36mm, os filtros de arte são grande atrativo desta câmera com efeitos pinhole e olho de peixe entre outros. É uma câmera bem compacta, cabe em qualquer bolso mas hoje em dia câmeras detsa faixa de preço já trazem 4x de zoom ou mais. Pode ser encontrada a partir de 300 reais nas grandes lojas e a partir de 200 reais em lojas especializadas.

27 de abril de 2011

A história da fotografia digital

Por Marcia Costa

     A fotografia digital mudou toda a história fotográfica. Agilizando processos, eliminando etapas como: revelação de negativos e  fazendo surgir outros: visualização da imagem na hora, armazenamento das imagens em CD, DVD ou no   próprio computador. O envio de fotos para várias pessoas ao mesmo tempo sem a necessidade de várias cópias. Isso fez surgir um maior número de amantes  da fotografia.
      Entretanto o processo digital não é algo novo.   O desenvolvimento das câmeras digitais tem sua origem nas pesquisas militares durante a Segunda Guerra nos EUA. As comunicações digitalizadas por meio de mensagens criptografadas foram testadas e utilizadas como tática de guerra.
      O desenvolvimento da tecnologia fotográfica digital foi responsabilidade do programa espacial americano. Em 1965, a sonda Mariner 4 fez as primeiras imagens digitais captadas sem filme que registravam a superfície de Marte.
Foto feita pela sonda Mariner 4

     Em 1964, a RCA criava em seus laboratórios o primeiro circuito CMOS, e em 1969 a Bell Labs desenvolvia o primeiro CCD. Em 1973 ele teve sua primeira versão comercial, capturando imagens com 0,01 megapixel.
     O primeiro protótipo de câmera digital foi criado pela Kodak, baseado nesse CCD, em 1975. Pesava 4kg e gravava imagens em uma fita cassete.
 Primeira câmera digital da Kodak que gravava em fitas K7

        Em 1981, a Sony, causou uma grande revolução ao colocar no mercado de consumo a primeira câmera digital, a Mavica, que capturava imagens de 0,3 megapixels e custava em torno de US$ 12 mil. Armazenava 50 fotos nos Mavipaks, que eram disquetes de 2 polegadas.
 Sony Mavica FD5, primeira câmera digital do mercado

     A grande sensação das imagens digitais aconteceu durante as Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. A Canon utilizou seu protótipo de câmera de vídeo estático e fez parceria com o jornal japonês Yomiuri Shimbum e transmitia as imagens, via telefone, para o Japão de fotos de 0,4 MP. As imagens levavam meia hora  para chegar, e deram um banho nos outros jornais, que dependiam de aviões para levar os filmes.
     A partir daí a fotografia digital começou a ser desenvolvida rapidamente e os primeiros modelos populares chegaram ao mercado em 1990. E não pararam até hoje. A cada dia temos um novo lançamento. E, com certeza não vai parar por aí, muitas novidades ainda vão surgir no mercado digital. E nosso amigo Rodrigo, estará aqui para nos mostrar todas as novidades.

24 de abril de 2011

Sony J10: Uma câmera diferente

   Essa simpática camerazinha tem algumas inovações, pode ser que deem certo ou não, talvez por isso ela não tenha sido lançada no mercado americano mas suas novidades são até interessantes. Trata-se de uma câmera com bateria e memória internas e não possui entrada para cabos, ou seja, não é necessário abrir nenhum compartimento pois a saída USB é incorporada à câmera e inclusive é por ela que se carrega a bateria. Praticidade acima de tudo.
Cores vibrantes para todos os gostos

   A Sony J10 possui a malfadada resolução de 16MP em sensor CCD; sua lente de 4x de zoom cobre a distância focal de 35-140mm com abertura 3.5-4.6 e macro de 1cm; a velocidade dos cliques varia entre 1/1000 e 2 segundos; possui estabilização digital; sensibilidade ISO até 3200; modo contínuo de 1fps; faz fotos panorâmicas; vídeos VGA com taxa de 30fps; o alcance do flash é de 3.6 metros em ISO auto; LCD mede 2.7 polegadas e é sensível ao toque; sua memória interna é de 4gb.
Saída USB incorporada garante praticidade na hora da tranferência

   Para completar a praticidade da câmera há um software de compartilhamento de imagens interno possibilitando o envio das imagens de qualquer computador conectando-a pela saída USB incorporada. Além disso, há também opções de retoque na própria câmera com um pequeno editor de imagens também interno.
Linhas totalmente arredondadas ditam o tom moderno

   Opinião do blogueiro: Para quem quer praticidade fotografando no automático sem precisar apertar botões e sem se preocupar com cabos nem cartões de memória, está altamente recomendada esta câmera. Difícil encontrá-la no Brasil pois não foi lançada aqui mas no RJ é possível encontrá-la por 500 reais.

21 de abril de 2011

Histograma

  Este artigo é de autoria de Armando Vernaglia Jr. e encontra-se originalmente no site português FotografiaDG que pode ser acessado pelo link a seguir: http://www.fotografia-dg.com/ebook-fotometria-flash/ e é parte integrante do eBook Fotometria+Flash de autoria do mesmo.
   Armando Vernaglia Jr tem mais de dez anos de experiência como fotógrafo publicitário e diretor de arte. Graduado em Publicidade e Propaganda e especializado em Comunicação Organizacional, é também professor de fotografia e palestrante. Seu trabalho pode ser conhecido em seu site - www.vernaglia.com.br . E você também pode seguí-lo no Twitter @VernagliaJr
   Marcia Costa, do curso Grande Angular e Rodrigo Jordy, do Foto Fácil pedimos desculpas ao autor do texto pelo mal entendido na ocasião da postagem do texto.

   Já falamos sobre medição de luz pelo TTL e pelo fotômetro de mão. A medição está sempre antes do ato fotográfico, o fotógrafo primeiro mede a luz, depois fotografa. Agora iremos falar de algo que acontece imediatamente após o “click” da câmera. Com o arquivo gravado em segurança no cartão de memória além dele ser visto no LCD da câmera, poderá ser visualizado também o histograma, que em minha opinião é o melhor sistema de avaliação de exposição que existe. 

   Muita gente vê a imagem gerada pela câmera no LCD e não observa o histograma, deixam a visualização das imagens no LCD de forma que ela fique maior, ocupando todo o visor, pois a visualização do histograma deixa a imagem pequena na diminuta tela presente nas câmeras digitais. Fazendo isso uma imensa legião de fotógrafos em todo o mundo ignora o melhor sistema de verificação de fotometria.

   O LCD da câmera é pequeno e graças a isso é impossível fazer detalhadas verificações sobre a qualidade de uma fotografia recém feita, no máximo você descobre se a pessoa fotografada piscou ou não, pois se ela está clara ou escura, focada ou não, bem ou mau composta, isso tudo não poderá ser avaliado. Desta forma deixar o histograma na tela não irá prejudicar a avaliação sobre a qualidade das imagens, por outro lado dirá a verdade sobre a fotometria e se a fotografia foi corretamente exposta. 

   O histograma de luminosidade é a representação gráfica das tonalidades presentes em uma fotografia. À esquerda temos as baixas luzes (partes escuras), à direita as altas luzes (partes claras) e no centro os meios tons. 

   Não existe uma forma correta do histograma, ele reflete o que existe na fotografia que foi gravada no cartão. Em uma cena clara o histograma irá pender para a direita, se for escura penderá para a esquerda. Estará errado se ele ficar ao contrário da lógica, cena escura pendendo para a direita ou cena clara pendendo para a esquerda. 

   Quando o gráfico atinge os extremos e a curva ultrapassa o final para um dos lados, ou para os dois lados, significa que temos uma perda de informação estourada e/ou fechada.
   Nisso reside a utilidade do histograma, afinal o fotógrafo sabe se a fotografia deve ter registros claros, como o já cansado exemplo da noiva, e o histograma irá mostrar isso pendendo para a direita, com ele é possível ter certeza se a exposição dessa foto ficou correta, se neste exemplo o histograma estiver mais ao centro, sua foto está subexposta e você acabará por gastar tempo em um software de edição de imagens corrigindo o erro que poderia ter sido evitado, bastando olhar para o histograma.
   
   O inverso é válido, se a foto deve ter registros escuros, como um jantar no qual todos estejam vestidos de preto e o local iluminado por luz de velas, o histograma obrigatoriamente deve pender para a esquerda, se assim não estiver é por que a foto foi sobre exposta e você acabará por ter que escurecê-la depois quando abrir as imagens no computador, mas para que perder tempo corrigindo o que poderiam ter sido feito já na câmera?
     
   Veja alguns exemplos de imagens e seus respectivos histogramas. Utilizei telas de um software de edição de imagens, mas a base é a mesma, o histograma seja na câmera ou no computador é o mesmo.
    Em uma imagem de médio contraste como essa, com bastante informação média, alguma informação escura e quase nenhuma informação clara, o histograma tende a um formato mais centralizado, como neste caso.

   Em uma imagem de alto contraste como essa, com bastante informação clara, bastante escura e pouca informação de tons médios, o histograma tende a um formato de U, como neste caso.
   Em uma imagem noturna, com bastante informação escura e alguns pontos muito claros, com pouca informação de tons médios, o histograma tende a concentrar no lado esquerdo, havendo inclusive perda de informação, observe os extremos do gráfico e notará tanto a existência de um chapado preto como de um estourado nos brancos (direita do gráfico, na borda).

   Postagem sugerida pelo leitor Dennys.

14 de abril de 2011

Sigma SD1: 46 megapixels de pura qualidade

   Equipada com o Foveon X3, provavelmente o melhor sensor do mundo, a Sigma SD1 possui resolução de 46MP que partindo do princípio deste sensor já explicado aqui gera imagens de 15.4MP. A diferença é que ele aumentou um pouco de tamanho pois antes o fator de corte era de 1.7x e agora é de 1.5x, formato padrão APS-C usado em DSLR Nikon, Sony e Pentax. Outra vantagem é que ela é totalmente selada contra intempéries (weatherproof).
 Belo visual metálico

   Não há muitas especificações divulgadas pela Sigma: Possui 11 pontos de autofoco; sensibilidade ISO até 6400; seu modo contínuo é de 4fps limitado a 8 imagens em alta resolução; o LCD mede 3 polegadas mas não possui uma resolução muito alta, são 460.000 pixels; o viewfinder possui 98% de cobertura da visão; seu flash embutido possui alcance de 11 metros e a velocidade de sincronia com o flash é de 1/180; não faz vídeos; armazena seus arquivos em cartão Compact Flash; e é alimentada pela mesma bateria das anteriores SD14 e SD15.
 Construída em liga de magnésio é bastante resistente

   O que se vê das primeiras amostras de imagens geradas pela SD1 é de uma qualidade absurda, a nitidez e profundidade de campo são as mais impressionantes que já vi até hoje e estamos falando de uma câmera com sensor APS-C. Ela compete de igual para igual com as Full Frame com a vantagem do duplo processador TRUE II. No site da Sigma é possível baixar um panfleto virtual com algumas imagens impressionantes.
 Interessantes dois dials dividindo os modos de exposição

   Fontes:
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