25 de maio de 2010

Enquete no ar!

   Para comemorar 4 meses de blog criei a nossa primeira enquete.

   Preferem compactas simples, totalmente automáticas? Compactas avançadas, cheias de controles manuais pra dar aquele algo a mais às suas fotos? Câmeras EVIL, novidades como Sansung NX10 e Alpha NEX que apesar de pequenas possuem sensores grandes prometendo alta qualidade? DSLR, as meninas dos olhos de qualquer apaixonado por fotografia? Micro 4/3, opções econômicas com possibilidade de trocas de lentes?

   Pensem e ajudem o blogueiro a fazer um espaço cada vez melhor e mais democrático!

20 de maio de 2010

Série G da Panasonic e PEN da Olympus

   Olympus e Panasonic estão se empenhando em popularizar o sistema Micro 4/3, pelo menos lá fora. Tecnicamente as câmeras são bem parecidas e pelo menos falando em DSLR, a qualidade das lentes Zuiko usadas pela Olympus não devem muito a Leica, são excelentes lentes mas ainda não sei como é a qualidade delas nesse sistema. A qualidade da Leica dispensa comentários.
olympus-ep1-vs-panasonic-gf1 Olympus EP-1 e Panasonic GF1 lado a lado

   Esse ano já foram lançadas pela Panasonic as câmeras G2 e G10,  que vem se juntar a G1, GF1 e GH1 com o mesmo aspecto de DSLR ou superzoom, ou seja, não são tão compactas quanto as Olympus à exceção da GF1. Além disso, no exterior a Olympus oferece um kit com filtros de efeito incluídos na caixa da câmera porém não possui flash embutido como os modelos da rival, e já lançou esse ano a PEN E-PL1 com esse kit de filtros que se junta às suas antecessoras E-P1 e E-P2. Atenção: Todas as câmeras citadas acima possuem a mesma resolução de 12 megapixels então por usarem o mesmo sensor CMOS teoricamente possuem a mesma qualidade em fotos.
panasonic1_gh1 Visão frontal e do dial da GH1 flamenguista rubronegra

   Em geral, as lentes que acompanham os kits das duas empresas é a 14-42mm f/3.5-5.6 e em alguns casos na Panasonic pode ser uma 14-45 com as mesma abertura. Já há muitas opções de lentes mais claras no mercado mas somente no exterior, aqui no Brasil se você for perguntar sobre qualquer coisa relacionada a micro 4/3 nas lojas, é capaz de o vendedor rir de você…
Panasonic-Lumix-G2 Mais um acessório extra: Bizarro mas potente microfone

   A longa exposição e os disparos rápidos de todos os modelos por enquanto seguem um padrão: 60 segundos e 1/4000 de segundo; todas fazem vídeos HD com exceção da Panasonic G1, em compensação a sua irmã bombada GH1 faz até full HD; os modelos Panasonic à exceção da GF1 possuem visor EVF; o modo contínuo delas não chega a ser de grande destaque, chega a no máximo 3.2 fps nas G2 e G10, e a 3 fps nos outros modelos; e a Panasonic costumava colocar um LCD móvel nos seus modelos exatamente como os da Canon mas ela resolveu colocar um inclinável como os de Sony e Nikon, eu particularmente acho pior.
panasonic-g1_blueG1 azul para não dizerem que estou favorecendo as vermelhas 

   Pra finalizar: A grande diferença entre os modelos Olympus e Panasonic é que na primeira, o estabilizador de imagens está no corpo da câmera e na segunda depende das suas lentes. Fica muito difícil escolher um modelo como o melhor mas eu ficaria com uma Olympus por ser mais compacta apesar de faltar um visor óptico ou EVF. Essa moda das micro 4/3 ainda não pegou no Brasil mas fazer o que se 90% dos consumidores ainda se guiam pelos megapixels pra escolher suas câmeras né?
Olympus-E-PL1-e1268197213265Três versões bacanas da PEN E-PL1, será que um dia estarão a venda no Brasil? 

   Hoje não tem a opinião do blogueiro pois falei genericamente de sete modelos ao mesmo tempo citando poucas diferenças entre elas, só acho que não devemos ignorar as novas tendências da fotografia digital então essas novidades sempre vão ter espaço por aqui. Alguém tem a sua Micro 4/3 preferida aí?

17 de maio de 2010

Lançamento da Canon promete destruir toda a concorrência

   Nunca gostei da série SD da Canon, costumava chamá-la de Sony Division devido ao fato de serem bonitinhas mas quase sem atrativos mas isso acaba de mudar, a novíssima SD4000 consegue me impressionar muito mais do que a S90 e é totalmente diferente de tudo que já foi visto antes na série SD.
 Design característico da série SD

   Como é característica da série SD, o corpo da câmera é todo em metal e isso encarece o produto mas nunca compensou tanto pagar mais caro por uma Canon. É a chance que a Canon tem de mostrar seu sensor CMOS melhorado e que combinado com a já conhecida lente chamada UA (Ultra High Refractive Index Aspherical Lens/Lente com índice ultra alto de refração) e o muitíssimo bem-sucedido processador DIGIC 4 formam o sistema HS (High Sensitivity/Alta sensibilidade) que promete produzir imagens claras e brilhantes mesmo em condições desfavoráveis de iluminação. Além disso, se não me falha a memória, é a primeira câmera da série SD que se não possui um modo totalmente manual, já dispõe dos modos de prioridades e isso já é uma vitória e tanto!
 Painel traseiro com poucos botões pode confundir o usuário no início

   É mais uma compacta a trazer a excepcional abertura de 2.0 (será uma nova tendência?); macro de 3cm superando os 5cm da S90; vídeos HD (1280x720); modo contínuo de 3,7 fps bem rápido (devido ao sensor CMOS) para câmeras de seu porte; flash com alcance máximo de 6 metros mas a reciclagem não é rápida, pode chegar até a 10 segundos dependendo do modo usado; longa exposição padrão da Canon de 15 segundos e disparo rápidos de 1/2500 de segundo; LCD de 3 polegadas; e é alimentado por bateria tipo proprietário.
 Mais um modelo rubronegro

   A cereja do bolo, além de tudo isso que ela já possui, é que ela promete criar os efeitos olho de peixe e miniatura. Pra quem não conhece o efeito miniatura é uma coisa extraordinária que faz objetos de verdade parecerem miniaturas diante de sua lente, como se fosse uma maquete. Esse efeito só é conseguido em câmeras DSLR com auxílio de lentes especiais chamadas Tilt-Shift que não são baratas ou pelo Photoshop.
 Efeito Tilt-Shift: Esse trem é de verdade, tá?

   Opinião do blogueiro: Já viram câmera compacta com abertura de 2.0, macro de 3cm, controles de prioridades, efeito de miniatura e olho de peixe além de ser construída em corpo de metal, muito mais resistente? Claro que tá recomendada mas essa brincadeira vai custar caro, muito caro aqui no Brasil pois nos EUA vai ser vendido a 350 doletas...

16 de maio de 2010

Novas câmeras da Sony com qualidade profissional...de bolso

   A Sony segue a tendência iniciada pela Samsung ano passado de câmeras do mal EVIL (Electronic Viewfinder, Interchangeable Lens – visor eletrônico e lentes intercambiáveis) com a NX10 e lança câmeras compactas equipadas com sensor CMOS APS-C de 3,65 cm² e lentes intercambiáveis mas que não são reflex. Elas se chamam Alpha NEX 3 e Alpha NEX 5 e pra se ter ideia da qualidade desses sensores, câmeras consagradas como Canon XSi e T2i tem sensores menores.
 Protótipos lançados no início do ano

   À primeira vista a câmera pode parecer bem estranha pois o corpo é de compacta mesmo, de bolso mas as lentes são enormes, maiores que o corpo da câmera e com um sensor deste tamanho é esperado muita qualidade, pouco ruído e se fizer sucesso, que venham acessórios e lentes para não deixar os consumidores "desamparados". O grande problema seria mais uma baioneta diferente (Sony tipo E), então não há compatibilidade com as lentes da série Alpha DSLR.
Reparem na "tampa" acima do LCD à esquerda: Porta de acessórios onde se encaixa o flash externo

   Por causa disso, a Sony já lança 3 novas lentes:

  16mm/f2.8 (equivalente a 24mm devido ao fator de corte de 1.5x de seu sensor)
  18-55mm/f3.5-5.6 (equivalente a 27-82,5mm e deve ser a lente padrão do kit)
  18-200mm/f3.5-6.3 (equivalente a 27-300mm, aproximadamente 11x de zoom)
 Diferença brutal entre o corpo da câmera e a lente 18-200

   A diferença entre a NEX 3 e a NEX 5 é que a última faz vídeos full HD (1920x1280) e a outra em HD (1280x720), já as próximas características são comuns às duas câmeras: Resolução de 14 megapixels; flash externo com alcance de 12 metros que deve vir incluído no kit e se encaixa num novo formato de sapata; LCD inclinável de 3 polegadas; slots para cartão SD e Memory Stick (rumo à padronização); e não há um visor óptico dando toda a pinta de câmera compacta mesmo.

   É uma grande sacada, uma nova realidade da fotografia digital e também uma nova rivalidade: Quem vai sobressair nessa briga? As Micro 4/3 ou as novas compactas com sensor APS-C?

14 de maio de 2010

Canon SX120: Controles manuais que cabem no seu bolso

   Percebi uma grande incoerência no blog que vou corrigir hoje, sempre indico a Canon SX120 como opção atual mais barata com controles manuais mas sequer fiz uma postagem sobre ela. Hoje essa injustiça vai ser reparada pois fiquei muito tempo preso às superzoom de grande porte.

   Antes de mais nada quero voltar a 2 anos atrás quando era fácil encontrar câmeras com controles manuais de pequeno porte: Existia a série LZ da Panasonic; a série A da Canon que hoje é só de automáticas, até 2008 era repleta de modelos com controles manuais a partir da série A5xx; série S da Samsung de baixíssimo custo que me surpreendeu muito; e as primeiras câmeras da série H da Sony.
 Visão do dial com seus modos manuais e de prioridades

   Hoje as opções são raras, as empresas estão cada vez mais se voltando ao público que só quer apontar e disparar e os novos modelos terminam sendo redundantes. São muitas câmeras das mesmas empresas que fazem a mesma coisa, sem nenhuma novidade e por isso é preciso dar os parabéns a Canon que hoje seguramente é a empresa mais versátil pois tem modelos de preços acessíveis e para todos os tipos de público.

   Voltando a falar na SX120, ela não é melhor que sua antecessora SX110 pois além de aumentarem a resolução, o sensor encolheu. Voltou a ser o mesmo sensor da SX100 porém com 2 megapixels a mais (10MP), porém, mesmo assim ela exibe uma densidade de megapixels aceitável se compararmos aos padrões das câmeras lançadas a partir do ano passado. E quando eu disse no título que ela cabe no bolso é porque além de ser a melhor da categoria, é a mais barata, ela até cabe no seu bolso literalmente mas com um pouquinho de dificuldade...
 Painel traseiro com controle giratório presente na maioria dos modelos da Canon

   Assim como suas principais concorrentes Sony H20 e Panasonic ZS7, tem seus prós e contras e não é nenhuma câmera espetacular mas na sua categoria torna-se a melhor opção devido a escassez de concorrência. A lente é exatamente a mesma das suas antecessoras com 10x de zoom e ótima abertura de 2.8-4.3 porém a distância focal inicial é de 36mm desfavorecendo as fotos em distâncias mais curtas, poderia ser um pouco menor. Seu flash pop-up está dentro da média, atinge 4 metros de distância mas sua reciclagem é bem lenta pois o atraso entre uma foto e outra pode chegar a 12 segundos; talvez isso reflita na duração de suas pilhas que podem fazer cerca de 400 fotos com uma carga, uma das câmeras mais econômicas que já vi.
 Flash pop-up precisa ser levantado manualmente

   Não poderia faltar o tradicional supermacro de 1cm presente em quase todas as Canon; tem um LCD de 3 polegadas mas não tem visor óptico; faz vídeos VGA (640x480) que nunca foram o forte da empresa e possui a longa exposição quase-padrão da Canon de 15 segundos e os seus disparos mais rápidos podem ser feitos em 1/2500 de segundo.

   Opinião do blogueiro: É uma câmera que visivelmente busca qualidade em fotos, está acima de todas as da sua categoria que preferem investir pesado em vídeos e outros penduricalhos; sua reciclagem do flash é bem lenta e falta um visor óptico, nem EVF possui mas os outros itens da câmera compensam como macro de 1cm, ótima abertura e muita economia de pilhas. Não é uma super máquina mas é a melhor da sua categoria, tá recomendada!
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