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12 de setembro de 2015

Novas câmeras lançadas em agosto de 2015

Agosto normalmente é um mês pobre em lançamentos já que as fabricantes costumam anunciar em setembro os lançamentos que vão tirar dinheiro do bolso do pessoal no fim de ano, mas duas mirrorless se destacaram como a Fuji X-T1 IR que é uma releitura da mais poderosa câmera do sistema X da Fuji e a Olympus OM-D E-M10 II atualizando a câmera mais básica da série OM-D.

Fuji X-T1 IR - Especificações:
  • Sensor CMOS X-Trans II de 16.3 megapixels (APS-C com 16.7MP de resolução total)
  • Corpo em magnésio resistente a água, poeira e temperaturas de até -10ºC
  • 49 pontos de autofoco
  • Processador EXR II
  • Não ossui estabilização
  • Fotografa em RAW de 14 bits
  • Sensibilidade ISO 200-6400 (expansível até 100-51200)
  • Tempo de exposição varia entre 1/32000 e 30 segundos, incluindo modo bulb de até 60 minutos e sincronia de flash a 1/180
  • Modo contínuo de até 8 fps em resolução máxima limitado a 47 arquivos JPEG
  • Possui flash externo EX-F8 de número guia 8 em ISO 100 e sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps no formato MOV e som estéreo; e também faz time-lapse
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável; e possui viewfinder eletrônico em OLED
  • Possui wi-fi integrado
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 350 fotos por carga
  • Estará disponível no exterior a partir da metade de outubro ao custo de 1700 dólares
Opinão do blogueiro: A mesma boa e velha X-T1 otimizada para fotografar os comprimentos de onda IR e UV na faixa de 380-1000nm. Indicada para áreas específicas como cenas de crime e astrofotografia, entre outras.

Olympus OM-D E-M10 II - Especificações:
  • Sensor CMOS de 16.1 megapixels (4/3 com 17.2MP de resolução total)
  • Corpo em metal e detalhes em couro
  • 81 pontos de autofoco
  • Processador TruePic VII
  • Possui estabilização em 5 eixos de até 4 pontos
  • Fotografa em RAW de 12 bits com edição na própria câmera
  • Sensibilidade ISO 200-25600 (expansível até 100)
  • Tempo de exposição varia entre 1/16000 e 60 segundos, incluindo modo bulb de até 30minutos e sincronia de flash a 1/250
  • Modo contínuo de até 8.5 fps em resolução máxima limitado a 36 arquivos JPEG ou 22 arquivos RAW
  • Possui flash pop-up de número guia 5.8 em ISO 100 e sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps e 4K com taxa de 30fps no formatos MOV (ou HD no formato AVI) e som estéreo; e também faz time-lapse em resolução 4K
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável e sensível a toque; e possui viewfinder eletrônico em OLED
  • Possui wi-fi integrado
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 320 fotos por carga
  • Já disponível no exterior ao custo de 650 dólares o corpo ou 800 dólares o kit com objetiva 14-42mm
Opinião do blogueiro: Melhorou muitas coisas em relação ao modelo clássico, principalmente em relação ao avançado sistema de estabilização em 5 eixos. Também foi incluída a resolução 4K para vídeos, a moda do momento. É uma câmera que eu gostaria de ter, talvez esta fosse minha escolha hoje se optasse por uma câmera do sistema Micro 4/3 pois seu custo-benefício é bem interessante, salvo a nossa moeda superdesvalorizada.

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31 de julho de 2015

Principais lançamentos em lentes no primeiro semestre de 2015

   Dando continuidade ao que foi falado aqui sobre câmeras, desta vez vou listar as mais importantes objetivas lançadas neste primeiro semestre. Atenção, apenas as mais importantes pois a postagem já vai ficar enorme, se eu listar todas vai ficar muito chato de ler e vai ser no mesmo modelo do artigo anterior: rápido e objetivo, apenas as especificações e uma breve opinião.


Nikkor AF-S 300mm f/4E PF ED VR - Especificações:

  • Abertura mínima f/32
  • Diafragma circular de 9 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 16 elementos (sendo 1 de extra-baixa dispersão, 1 Phase Fresnel e 1 com revestimento de nanocristais) em 10 grupos
  • Distância mínima de foco de 1.4 metro
  • Diâmetro para filtro de 77mm
  • Pesa aproximadamente 755 gramas e mede cerca de 8.9 x 14.7cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 2000 dólares
Opinião do blogueiro: Esta poderosa tele é a mais leve 300mm do mundo e traz o diafragma eletromagnético controlado por sinais eletrônicos enviados pela câmera e o elemento Phase Fresnel que utiliza o fenômeno da difração para compensar aberração cromática. Uma obra-prima da Nikon, sem dúvidas.

Tokina ATR-X Pro 11-20mm f/2.8 DX - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 14 elementos (sendo 3 asféricos, 3 de ultra-baixa dispersão e 1 híbrido P-MO) em 12 grupos
  • Distância mínima de foco de 28cm
  • Diâmetro para filtro de 82mm
  • Pesa aproximadamente 560 gramas e mede cerca de 8.9 x 9.2cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 600 dólares
Opinião do blogueiro: Talvez tenha sido criada para substituir uma das lentes mais bem-sucedidas da Tamron, a 11-16mm f/2.8 e é justamente nesse espaço entre 16 e 20mm que ela se destaca, pois apresenta uma nitidez acima da média de outras super grande-angulares. Como em outras objetivas DX, funciona em câmeras full frame (foi desenvolvida tanto para Canon quanto para Nikon) apresentando vinheta nos cantos. Ótima lente, mas vale mais para quem usa câmeras com sensores APS-C.

Canon EF 11-24mm f/4L USM - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 16 elementos (sendo 4 asféricos, 1 de extra-baixa dispersão, 1 de baixa dispresão e revestimento de flúor) em 11 grupos
  • Distância mínima de foco de 28cm
  • Não possui rosca para filtro devido à acentuada curvatura do elemento frontal
  • Pesa aproximadamente 1180 gramas e mede cerca de 10.8 x 13.2cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 3000 dólares
Opinião do blogueiro: Para ser tão cara precisa ser melhor do que aparenta ser. É cheia de revestimentos especiais que prometem eliminar quase que em 100% toda sorte de aberrações e anomalias que possam ocorrer. Acho difícil valer todo esse investimento.

Sigma 24mm f/1.4 DG HSM Art - Especificações:
  • Abertura mínima f/16
  • Diafragma de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 15 elementos (sendo vários elementos de baixa e extra-baixa dispersão e dois asféricos) em 11 grupos
  • Distância mínima de foco de 25cm
  • Diâmetro para filtro de 77mm
  • Pesa aproximadamente 665 gramas e mede cerca de 8.5 x 9cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 850 dólares
Opinião do blogueiro: A Sigma vive sua época de ouro após grande reformulação, objetivas de qualidade excelente e custo competitivo. Mais uma que recomendo para quem quer fugir das grandes marcas. Mas será que a sigma já não é uma grande marca?


Panasonic Lumix G 42.5mm f/1.7 ASPH Power OIS - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 7 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 10 elementos (sendo um asférico) em 8 grupos
  • Distância mínima de foco de 31cm
  • Diâmetro para filtro de 37mm
  • Pesa aproximadamente 130 gramas e mede cerca de 5.5 x 5cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 400 dólares
Opinião do blogueiro: Uma lente que se destaca por ser bastante leve e pequena, é a síntese do que deveria ser um sistema mirrorless. Junte-se a isso o custo relativamente baixo para uma objetiva fixa nesta distância focal (que equivale a 85mm) e que ainda é estabilizada. Totalmente recomendada aos poucos felizardos aqui no Brasil que utilizam o sistema Micro 4/3 e querem ter uma boa objetiva fixa.

Sony FE 24-240mm f/3.5-6.3 OSS - Especificações:
  • Abertura mínima f/22-40
  • Diafragma de 7 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 17 elementos (sendo 5 asféricos e um de extra-baixa dispersão) em 12 grupos
  • Distância mínima de foco de 50cm
  • Diâmetro para filtro de 72mm
  • Pesa aproximadamente 780 gramas e mede cerca de 8.1 x 11.9cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: Objetiva para mirrorless Sony voltada ao uso amador, compreende 10x de zoom com equivalência a 36-360mm mas paradoxalmente termina se destacando mais quando usada em uma full frame devido ao seu comprimento focal. Acredito que a Sony esteja apostando alto demais em suas full frame e poderia pensar em uma 18-180mm para suas câmeras com sensor APS-C.

Fuji XF 16mm f/1.4R WR - Especificações:
  • À prova d'água
  • Abertura mínima f/16
  • Diafragma de 9 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 13 elementos (sendo 2 asféricos, 2 de extra-baixa dispersão e nanorrevestimento) em 11 grupos
  • Distância mínima de foco de 15cm
  • Diâmetro para filtro de 67mm
  • Pesa aproximadamente 375 gramas e mede cerca de 7.3 x 7.3cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: Mais uma das várias objetivas à prova d'água que a Fuji vem desenvolvendo desde 2013 com a finalidade de aumentar a versatilidade de seu sistema. Equivalente a 24mm, pode ser a companheira ideal para fotografia de rua. Belíssima objetiva (mais uma vez) para o sensacional sistema X da Fuji.


Canon EF 50mm f/1.8 STM - Especificações:
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 7 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 6 elementos (com revestimento Super Spectra) em 5 grupos
  • Distância mínima de foco de 35cm
  • Diâmetro para filtro de 49mm
  • Pesa aproximadamente 159 gramas e mede cerca de 6.9 x 3.9cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 125 dólares
Opinião do blogueiro: A queridinha de 9,9 entre 10 iniciantes com DSLR Canon tem finalmente uma nova versão. Agora com uma aparência menos frágil que a anterior, que parecia de brinquedo, e a principal mudança que é a presença do sistema de foco STM sem o irritante elemento frontal se movendo. Também possui um anel de foco mais decente que o anterior, enfim, agora parece uma lente de verdade e custando praticamente o mesmo preço que o modelo anterior. Ótima indicação para os novatos.

Olympus M. Zuiko Digital ED 8mm f/1.8 Fisheye Pro - Especificações:
  • À prova d'água
  • Abertura mínima f/22
  • Diafragma circular de 7 lâminas
  • Não possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 17 elementos (sendo 1 asférico, 5 de baixa e extra-baixa dispersão e 3 de alta e super alta refratividade) em 15 grupos
  • Distância mínima de foco de 28cm
  • Não possui rosca para filtro devido à acentuada curvatura do elemento frontal
  • Pesa aproximadamente 314 gramas e mede cerca de 6.2 x 8cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: A primeira olho de peixe com abertura f/1.8 não poderia ficar de fora pois, além de tudo, ainda é à prova d'água. O belo acabamento em metal brilhante indica que é uma objetiva bastante resistente justificando o alto preço.


Sigma 24-35mm f/2 DG HSM Art - Especificações:
  • Abertura mínima f/16
  • Diafragma circular de 9 lâminas
  • Possui estabilização óptica
  • Construção óptica de 18 elementos (sendo 2 asféricos e 8 de baixa e extra-baixa dispersão) em 13 grupos
  • Distância mínima de foco de 12cm
  • Diâmetro para filtro de 82mm
  • Pesa aproximadamente 940 gramas e mede cerca de 8.8 x 12.3cm
  • Vendida atualmente no exterior ao custo de 1000 dólares
Opinião do blogueiro: Fechando com chave de ouro, mais uma vez a Sigma assombra o mercado e cria mais uma objetiva de curto zoom super clara. Houve muitas críticas em relação ao curto comprimento focal desta lente que chega a apenas 1.45x de zoom mas a verdade é que, como foi desenvolvida para câmneras full frame, tem a pretensão de tomar o lugar de 3 objetivas fixas de uma só vez: 24mm f/2, 28mm f/2 e 35mm f/2 e vocês já sabem que a Sigma é capaz de fazer uma objetiva zoom com nitidez de fixa, ela já fez isso antes. Então não há o que duvidar desta obra-prima da Sigma. E o preço é bem convidativo...

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A partir do próximo artigo, um apanhado dos destaques de cada mês. Postagens menores e menos cansativas de ler.

14 de julho de 2015

Principais lançamentos em câmeras no primeiro semestre de 2015

   Como já adiantei há duas semanas, farei dois resumos mensais: um com câmeras e outro com lentes. Vou tentar resumir ao máximo o que aconteceu de relevante neste primeiro semestre (vai ser impossível a matéria não ficar muito grande), mas quero que o Foto Fácil continue sendo material de pesquisa sobre equipamentos, então vamos ao que interessa sem muito papo:

Panasonic ZS50 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 12.1 megapixels (1/2.3 de polegada com 12.8MP de resolução total)
  • Objetiva com 30x de zoom, distância focal entre 24-720mm com abertura f/3.3-6.4 e macro de 3cm
  • Possui estabilização óptica
  • Possui controles manuais
  • Fotografa em RAW
  • Sensibilidade ISO 80-6400
  • Tempo de exposição varia entre 1/2000 e 60 segundos
  • Modo contínuo de até 10 fps na resolução máxima
  • Alcance do flash de até 6.4 metros
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 50fps em formato AVCHD e som estéreo
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas e viewfinder eletrônico com 100% de cobertura da visão
  • Possui conectividade wi-fi e NFC
  • Alimentada por bateria com capacidade para até 300 fotos
  • Vendida atualmente no exterior por 400 dólares
Opinião do blogueiro: O mercado de câmeras compactas definhou, vem sendo engolido pelos smartphones e com isso as fabricantes apostam cada vez mais alto em compactas premium. Mas esta Panasonic ZS50 é uma grata surpresa pois com isso a fabricante volta a apostar nos 12 megapixels para atender ao público mais bem informado que sabe que resolução não é tudo. A melhor opção nesta categoria, uma gigantesca evolução em relação à ZS40.

Nikon D5500 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 24.2 megapixels (APS-C com 24.78MP de resolução total)
  • 39 pontos de autofoco, sendo 9 cruzados
  • Sensibilidade ISO 100-25600
  • Tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos, incluindo modo bulb e sincronia de flash a 1/200
  • Modo contínuo de até 5fps
  • Flash de número-guia 12
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MOV e som estéreo (e possui entrada para microfone externo)
  • Possui monitor LCD totalmente móvel e sensível a toque de 3.2 polegadas
  • Possui conectividade wi-fi
  • Alimentada por bateria com capacidade para até 820 fotos
  • Vendida atualmente no exterior por 800 dólares o corpo; 850 dólares o kit com 18-55mm; e 1050 dólares o kit com 18-140mm
Opinião do blogueiro: É a primeira DSLR Nikon com monitor touchscreen e só vale a pena se você fizer questão disso. Em relação ao modelo anterior, a D5300, as outras duas diferenças foram apenas a retirada do GPS e uma bateria muito com carga 36% maior.


Fuji XQ2 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 12 megapixels (2/3 de polegada com 14.5MP de resolução total)
  • Objetiva com 4x de zoom, distância focal entre 25-100mm com abertura f/1.8-4.9 e macro de 3cm
  • Possui estabilização óptica
  • Possui controles manuais
  • Sensibilidade ISO 100-12800
  • Tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos
  • Modo contínuo de até 12fps
  • Alcance do flash de até 7.4 metros
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MOV e som estéreo
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas
  • Possui conectividade wi-fi
  • Alimentada por bateria com capacidade para até 240 fotos por carga
  • Vendida atualmente no exterior por 400 dólares
Opinião do blogueiro: Um novo sistema de autofoco e um novo efeito de simulação de filme. Era mais fácil terem atualizado o firmware da XQ1. Um lançamento injustificável, na minha opinião.

Canon T6i e T6s - Especificações:
  • Sensor CMOS de 24.2 megapixels (APS-C com 24.7MP de resolução total)
  • 19 pontos de autofoco, todos cruzados
  • Sensibilidade ISO 100-12800 (expansível até 25600)
  • Tempo de exposição varia entre 1/4000 e 30 segundos, incluindo modo bulb e sincronia de flash a 1/200
  • Modo contínuo de até 5fps na resolução máxima
  • Flash de número-guia 12 em ISO 100
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 30fps em formato MP4 e som estéreo
  • Possui monitor LCD totalmente móvel e sensível a toque de 3 polegadas
  • Possui conectividade wi-fi e NFC
  • Alimentada por bateria com capacidade para até 550 fotos
  • T6i vendida atualmente no exterior por 750 dólares o corpo; 850 dólares o kit com 18-55mm; e 1050 dólares o kit com 18-135mm; enquanto a T6s custa 850 dólares o corpo; e 1150 o kit com 18-135mm
Opinião do blogueiro: Trazem um novo sensor e penduricalhos tecnológicos como wi-fi, NFC e LCD móvel touchscreen. Além disso, poucas novidades fazem da T6s uma câmera mais "avançada" como vídeos em HDR, painel LCD no topo da câmera e servo AF em modo live view. Não acho que vale a pena pagar o preço de lançamento por essas câmeras.

Canon 5Ds e 5Ds R - Especificações:
  • Sensor CMOS de 50.6 megapixels (Full frame com 53MP de resolução total)
  • Versão 5Ds R não possui filtro OLPF (na verdade até tem, mas o efeito é “cancelado” opticamente)
  • 61 pontos de autofoco por fase (sendo 41 deles cruzados)
  • Processador dual DIGIC 6
  • Possibilitam corte do sensor em 1.3x com resolução máxima de 30.5MP e 1.6x com resolução máxima de 19.6MP mas, diferente da principal concorrente, ainda não permite o uso de objetivas destinadas a câmeras com sensor APS-C (objetivas EF-S)
  • Fazem fotos nas proporções 1:1, 3:2 e 16:9
  • Fotografam em RAW em 3 resoluções diferentes (50, 28 e 12.4MP)
  • Sensibilidade ISO 100-6400 (expansível até 50 e 12800)
  • Tempo de exposição varia entre 1/8000 e 30 segundos, incluindo modo bulb e sincronia de flash a 1/200
  • Modo contínuo de até 5 fps na resolução máxima
  • Não possuem flash embutido
  • Fazem vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MOV e som mono (possuem entrada para microfone estéreo externo)
  • Possuem monitor LCD de 3.2 polegadas
  • Dois slots para cartão de memória: um CF e um SD
  • Alimentadas por bateria com capacidade para cerca de 700 fotos por carga
Opinião do blogueiro: Valem mais pelas possibilidades de se fotografar em RAW em vários tamanhos, além dos cortes no sensor. A Canon também adere, em um dos modelos, ao cancelamento do efeito do filtro OLPF. Pode ser uma boa alternativa, pode também não ser. Valem pelas inovações, mas nada que cause grande alarde. Encontradas no exterior ao custo de 3700 dólares a Canon 5Ds e 3900 dólares a Canon 5Ds R, ambas apenas o corpo.


Nikon D810A - Especificações:
  • Sensor CMOS de 36.3 megapixels (Full frame com 37.09MP de resolução total)
  • Não possui filtro OLPF
  • 51 pontos de autofoco (sendo 15 deles cruzados)
  • Processador EXPEED 4
  • Faz fotos nos formatos FX, DX (fator de corte 1.5x), 1.2x e na proporção 5:4
  • Fotografa em RAW de 12 e 14 bits na resolução total e em 12 bits em tamanho reduzido
  • Sensibilidade ISO 200-12800 (expansível até 51200)
  • Tempo de exposição varia entre 1/8000 e 900 segundos, incluindo modo bulb e sincronia de flash a 1/250
  • Modo contínuo de até 5 fps na resolução máxima
  • Possui flash embutido de número-guia 12
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps em formato MOV e som estéreo (possui entrada para microfone estéreo externo)
  • Possui monitor LCD de 3.2 polegadas
  • Dois slots para cartão de memória: um CF e um SD
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 1200 fotos por carga
Opinião do blogueiro: É a primeira câmera full frame destinada a astrofotografia ao possibilitar a captura de nebulosas com realce na cor vermelha graças a uma modificação no filtro infravermelho. Está custando 3800 dólares no exterior (apenas o corpo) e para quem se interessa por essa atividade me parece um excelente investimento.

Nikon D7200 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 24.2 megapixels (APS-C com 24.72MP de resolução total)
  • Não possui filtro OLPF
  • Corpo selado contra respingos e poeira
  • 51 pontos de autofoco por fase (sendo 15 deles cruzados)
  • Processador EXPEED 4
  • Fotografa em RAW de 12 e 14 bits
  • Sensibilidade ISO 100-25600 (expansível até 102400)
  • Tempo de exposição varia entre 1/8000 e 30 segundos, incluindo modo bulb e sincronia de flash a 1/250
  • Modo contínuo de até 6 fps
  • Possui flash embutido de número-guia 12
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 30 fps em formato MOV e som estéreo (possui entrada para microfone externo)
  • Possui monitor LCD de 3.2 polegadas
  • Dois slots para cartão de memória SD
  • Possui conectividade wi-fi e NFC
  • Alimentadas por bateria com capacidade para cerca de 1110 fotos por carga
Opinião do blogueiro: Uma excelente câmera, como todas as suas antecessoras foram. Porém, com uma concorrente cheia de novidades, eu esperava algo mais agreesivo. É uma ótima câmera mas poderia ser melhor. Pode ser encontrada no exterior ao custo de 1200 dólares o corpo; e 1500 dólares o kit com 18-140mm.

Nikon P900 - Especificações:
  • Sensor CMOS de 16 megapixels (1/2.3 de polegada com 16.76MP de resolução total)
  • Objetiva com 83.3x de zoom, distância focal entre 24-2000mm com abertura f/2.8-6.5 e macro de 1cm
  • Possui estabilização óptica de aproximadamente 5 pontos
  • Possui controles manuais
  • Sensibilidade ISO 100-6400 (expansível até 12800)
  • Tempo de exposição varia entre 1/4000 e 15 segundos
  • Modo contínuo de até 7fps
  • Alcance do flash de até 11.5 metros
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60fps em formato MOV e som estéreo
  • Possui monitor LCD móvel multi-ângulo de 3 polegadas e visor eletrônico
  • Possui conectividade wi-fi e NFC, além de GPS e GLONASS
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 360 fotos por carga
Opinião do blogueiro: Eis aqui um dos lançamentos mais relevantes deste ano, pois os 83x de zoom a deixam muito além do que todas as outras superzoom já conseguiram chegar. Obviamente a qualidade de imagem é sacrificada, principalmente ao ser usada nas maiores distâncias focais, mas o que ela oferece é (pelo menos por enquanto) único. Quem pode pagar 600 dólares por ela ficará bastante satisfeito.


Sony RX100 Mark IV - Especificações:
  • Sensor CMOS de 20.1 megapixels (1 polegada com 21MP de resolução total)
  • Corpo em alumínio
  • Processador BIONZ X
  • Objetiva Zeiss Vario-Sonnar T* com 2.9x de zoom, distância focal entre 24-70mm com abertura f/1.8-2.8 e macro de 5 cm
  • Possui anel de controle personalizável ao redor da lente
  • Possui estabilização óptica
  • Fotografa em RAW
  • Sensibilidade ISO 125-12800 (expansível até 80 e 100, e em modo contínuo pode chegar até a 25600)
  • Tempo de exposição varia entre 1/2000 (1/32000 com obturador eletrônico) e 30 segundos, incluindo modo bulb
  • Modo contínuo de até 16 fps em resolução máxima
  • Possui flash pop-up de número-guia 10.2 em ISO AUTO
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps e 4K com taxa de 30fps nos formatos MP4, AVCHD e XAVC S e som estéreo; vídeos em câmera lenta de 240, 480 e 960 fps
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável em 180º e possui viewfinder eletrônico pop-up de altíssima resolução em OLED
  • Possui wi-fi e NFC integrados
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 280 fotos por carga
Opinião do blogueiro: Se esta câmera não fosse tão espetacular não chegaríamos à sua quarta geração com as 3 anteriores ainda à venda em vários países, incluindo EUA. Cada vez melhor, cada vez mais inovadora. Traz como inovação o sensor empilhado que vocês podem conferir mais detalhes aqui. O preço desta vez está muito salgado, são 950 dólares, vale a pena esperar um pouco mais para comprá-la.

Sony RX10 Mark II - Especificações:
  • Sensor CMOS de 20.2 megapixels (1 polegada com 21MP de resolução total)
  • Corpo em liga de magnésio
  • Processador BIONZ X
  • Objetiva Zeiss Vario-Sonnar T* com 8.3x de zoom, distância focal entre 24-200mm com abertura f/2.8 e macro de 3 cm
  • Possui rosca para filtros de 62 mm
  • Possui dois aneis de controle ao redor da lente, um deles dedicado à abertura
  • Possui estabilização óptica
  • Fotografa em RAW
  • Sensibilidade ISO 100-12800 (expansível até 64 e 80, e em modo contínuo pode chegar até a 25600)
  • Tempo de exposição varia entre 1/2000 (1/32000 com obturador eletrônico) e 30 segundos, incluindo modo bulb
  • Modo contínuo de até 14 fps em resolução máxima
  • Possui flash pop-up de número-guia 10.2 em ISO AUTO, e possui sapata para flash externo
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps e 4K com taxa de 30fps nos formatos MP4, AVCHD e XAVC S e som estéreo; vídeos em câmera lenta de 240, 480 e 960 fps
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável e possui viewfinder eletrônico de altíssima resolução em OLED
  • Possui wi-fi e NFC integrados
  • Possui LCD superior com dados de exposição
  • Possui entradas para microfone e fone de ouvido
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 400 fotos por carga
Opinião do blogueiro: Conta com a mesma novidade da RX100 IV no sensor, é quase tão espetacular quanto a irmã menor. O grande problema é o preço, não acho que vale a pena pagar 1300 dólares por ela, pelo menos eu não pagaria isso por ela.

Sony A7R Mark II - Especificações:
  • Sensor CMOS de 42.4 megapixels (full frame com 43.6MP de resolução total)
  • Corpo em liga de magnésio
  • 399 pontos de autofoco (fase) ou 25 pontos (contraste)
  • Processador BIONZ X
  • Possui estabilização em 5 eixos de até 4.5 pontos
  • Fotografa em RAW de 14 bits
  • Sensibilidade ISO 100-25600 (expansível até 50-102400)
  • Tempo de exposição varia entre 1/8000 e 30 segundos, incluindo modo bulb de sincronia de flash a 1/250
  • Modo contínuo de até 5 fps em resolução máxima e autofoco contínuo limitado a 37 arquivos JPEG ou 23 arquivos RAW
  • Não possui flash integrado
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps e 4K com taxa de 30fps nos formatos MP4, AVCHD e XAVC S e som estéreo
  • Possui monitor LCD de 3 polegadas inclinável; e possui viewfinder eletrônico em OLED
  • Possui wi-fi e NFC integrados
  • Possui entradas para microfone e fone de ouvido
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 340 fotos por carga
Opinião do blogueiro: De todas as câmeras full frame lançadas este ano, talvez seja a melhor de todas. É impressionante o que a Sony vem fazendo para incomodar as principais rivais e até tornar-se dominante em algumas categorias de câmeras. 399 pontos de sutofoco com estabilização em 5 eixos de até 4.5 pontos é uma humilhação para as rivais e a elas só resta correr atrás. Estará disponível a partir de 5 de agosto no exterior ao custo de 3200 dólares, muito menos do que as principais rivais.


Canon G3x - Especificações:
  • Sensor CMOS de 20.2 megapixels (1 polegada com 20.9MP de resolução total)
  • Corpo em liga de magnésio selado contra poeira e respingos
  • Processador DIGIC 6
  • Objetiva com 25x de zoom cobrindo distância focal entre 24-600mm com abertura f/2.8-5.6 e macro de 5 cm
  • Possui estabilização óptica
  • Faz fotos nos formatos 3:2, 4:3, 16:9 e 1:1
  • Fotografa em RAW de 14 bits nos 4 formatos acima
  • Sensibilidade ISO 125-12800 (expansível até 25600)
  • Tempo de exposição varia entre 1/2000 e 30 segundos, incluindo modo bulb
  • Modo contínuo de até 5.9 fps em resolução máxima
  • Possui flash pop-up com alcance de até 6.8 metros
  • Faz vídeos Full HD com taxa de 60 fps em formato MP4 e som estéreo; também faz vídeos em time lapse e efeito miniatura
  • Possui monitor LCD de 3.2 polegadas inclinável em 180º e sensível a toque
  • Possui wi-fi e NFC integrados
  • Alimentada por bateria com capacidade para cerca de 300 fotos por carga (410 no modo ECO
Opinião do blogueiro: O que dizer de uma câmera com sensor de 1 polegada e 25x de zoom custando menos do que um modelo semelhante com 3x menos de alcance? Para mim está claro que é o melhor custo-benefício neste novo nicho que se formou com as câmeras que usam este sensor da Sony.(Sim, uma Canon usando sensor Sony!). A partir do dia de 30 julho estará disponível no exterior ao custo de 1000 dólares.

Ufa, acabou. Aguardem o resumo de lentes daqui a duas semanas. Espero que não tenha ficado muito ruim de ler devido ao longo tamanho da matéria, tentei ser o mais breve possível.

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23 de dezembro de 2014

Evolução das câmeras digitais (Ano de 2014)

   O ano de 2014 teve poucas inovações, foi o ano de afirmação das boas novidades dos dois anos anteriores. Mas pude selecionar algumas câmeras que tentaram mostrar algo diferente como a Canon N100, que foi uma versão premium da série N lançada pela Canon em 2013. Conhecida por praticamente não ter botões, desta vez a novidade fica por conta da dupla câmera como se fosse um smartphone: enquanto a frontal faz o papel principal da câmera, a traseira assume a função chamada Story Camera criando álbuns quando as duas câmeras são usadas em conjunto. Conta com sensor de 12 megapixels medindo 1/1.7 de polegada e a mesma objetiva clara da Canon S120 e tudo isso sem tirar o foco principal desta série que é a conectividade.
Canon N100 "Stry Camera"
   A Fuji também teve seu momento inovador quando anunciou a primeira superzoom selada contra respingos e poeira, a Fuji S1. Com sensor padrão de 16 megapixels e 50x de zoom cobrindo distância focal entre 24-1200mm, se tornou uma das melhores opções deste ano nessa categoria de câmera. Ainda fotografa em RAW e possui wi-fi integrado.
Fuji S1
 
   A novidade da Samsung em uma superzoom este ano foi mais um penduricalho do que algo realmente útil: a Samsung WB2200 traz um grip vertical embutido que pouca falta faz para o tipo de público desta câmera. É um raro exemplar de superzoom de grande porte da Samsung que possui controles manuais, e talvez o grande atrativo desta câmera nem seja o grup vertical, e sim os 20mm de grande angular que junto aos 1200mm em tele totalizam 60x de zoom.
A imponente Samsung WB2200
   Outra superzoom que trouxe um penduricalho, mas que na prática torna-se um pouco mais útil, foi a Olympus SP100. Chamada também de "Eagle Eye", possui um dispositivo que auxilia na focagem em assuntos muito distantes chamado Indicador de Ponto Integrado. Com 50x de zoom entre 24-1200mm e uma lente relativamente clara para os padrões atuais das superzoom, é muito difícil de ser encontrada no mercado nacional.
Olympus SP100
   Outra novidade da Samsung foi a criação de um novo sistema mirroless chamado NX Mini, com lente menores e mais leves e uma câmera com sensor de 1 polegada tornando-se concorrente direta da Nikon neste nicho. Ainda é um sistema novo, com poucas lentes e apenas uma única câmera, com preço baixo é capaz de vingar.
Samsung NX Mini
   Mais um sistema mirrorless estreou neste ano de 2014, o Leica T. Surpreendentemente a Leica, que é uma das principais fabricantes envolvidas no sistema Micro 4/3, inaugura uma nova baioneta para explorar o máximo de qualidade de suas objetivas. Com sensor APS-C de 15 megapixels, seu design foi elaborado em conjunto com a fabricante alemã de automóveis Audi, e por enquanto há apenas duas objetivas para este sistema.
Leica T
   A colaboração da Pentax para esta matéria foi, provavelmente, a mais inusitada de todas: a Pentax K-S1 é uma reflex de entrada repleta de LEDs coloridos em seu grip e funcionam de acordo com algumas funções pré-definidas na câmera. Possui sensor CMOS de 20 megapixels e, como não poderia deixar de ser, são 12 cores disponíveis (por enquanto, pois com a Pentax esse número pode sempre aumentar) ára o usuário.
A iluminada Pentax K-S1
   E para finalizar, a primeira compacta do mundo com sensor 4/3: a Panasonic LX100. Com aproximadamente 3.1x de zoom entre 24-75mm, é repleta de acessos a os controles manuais sendo uma câmera bastante ágil. Possui inclusive um dial próprio para o controle de tempo de exposição como as antigas câmeras de filme.
Panasonic LX100
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17 de dezembro de 2014

Compactas premium de 2014 com sensor menor que 1 polegada

   Este comparativo teve um título um pouco diferente porque foi a forma que eu encontrei para encaixar as câmeras compactas em apenas duas subcategorias. Como os leitores puderam acompanhar durante o ano, o mercado fotográfico mudou e além do sensor de 1/1.7 de polegada as fabricantes estão investindo em sensores maiores para recuperar o terreno perdidopara os smartphones. As câmeras que fazem parte deste comparativo são Canon S200, Casio EX-100, Fuji X30 e Nikon P340.

Algumas considerações finais:

  • Em vermelho estão as especificações das câmeras que se destacaram em cada item
  • Efetuando cálculo de equivalência de abertura fica constatado que é melhor ter f/2.0 em um sensor de 2/3 de polegada do que f/1.8 em um sensor de 1/1.7 de polegada para efeitos de profundidade de campo
  • Como a abertura máxima em tele da Casio EX-100 é f/2.8 em 300mm, considerei melhor do que f/2.8 em 112mm da Fuji X30, mesmo com a diferença de tamanho do sensor
  • Por usar um sensor CCD a Canon S200 não faz vídeos Full HD, apenas HD
  • Não se deve basear a escolha de uma câmera apenas por especificações, elas não indicam qual câmera possui melhor qualidade de imagem, servem apenas para comparação
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15 de dezembro de 2014

As melhores superzoom de grande porte de 2014

   Hoje é o dia do segundo quadro comparativo do guia de compras de fim de ano, afinal vocês já receberam a segunda parcela do 13º salário ou ainda vão receber até o final dessa semana. As escolhidas foram Canon SX60, Fuji S1, Nikon P600 e Sony HX400.

Algumas considerações finais:

  • Em vermelho estão as especificações das câmeras que se destacaram em cada item
  • Cuidado, não se enganem pelo maior zoom da Canon SX60, reparem que nem sempre maior zoom quer dizer maior alcance e este é um caso clássico disso
  • A Fuji S1 possui uma particularidade que coloca certa vantagem sobre as rivais: ela é selada contra poeira e respingos d'água
  • As informações de alcance de flash nem sempre servem como comparação real, dependem de muitas variáveis
  • Não se deve basear a escolha de uma câmera apenas por especificações, elas não indicam qual câmera possui melhor qualidade de imagem, servem apenas para comparação
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7 de novembro de 2014

Família Fuji Instax

   A Fuji é uma empresa que merece todos os elogios pelo resgate do seu nome, que andava meio em baixa devido ao excesso de câmeras superzoom de qualidade duvidosa, com o desenvolvimento de um sensor com matriz diferente que coloca toda a concorrência a correr atrás do prejuízo e com suas belas e competentes câmeras da série X, tanto compactas como mirrorless. Mas a Fuji também vem tentando resgatar outra coisa: a fotografia instantânea com as suas câmeras intituladas Instax.
Esta imagem do Photojojo mostra o formato das fotos das Fuji Instax
   As Fuji Instax Mini funcionam no melhor estilo Polaroid: você adquire um pack de filme com 20 poses e faz minúsculas fotos medindo 6.2x4.6cm descontada a borda branca, menores que um cartão de crédito, enquanto as Fuji Instax Wide usam filmes maiores e fazem fotos medindo 6.2x9.9cm, também no estilo Polaroid. Como o Brasil sempre fica para trás em relação a equipamentos, vou falar um pouco de todas as Fuji Instax que já foram lançadas no exterior.
Fuji Instax Mini 8, a mais simples e fácil de encontrar de todas
   A Fuji Instax Mini 8, encontrada com certa facilidade aqui no Brasil, possui objetiva 60mm; abertura máxima f/12.7; faz foco a partir de 60cm; tempo de exposição fixo em 1/60; há um controle ao redor da lente que regula a abertura de acordo com a luminosidade local; o flash com alcance de até 2.7 metros sempre dispara em todas as fotos; e é alimentada por 2 pilhas AA com capacidade para 10 filmes.
A Fuji Instax Mini Neo Classic 90 faz jus ao clássico no nome
   A Fuji Instax Mini 90 Neo Classic, também encontrada no Brasil, possui objetiva 60mm; abertura máxima f/12.7; possui modo macro de 30cm, normal de 60cm e paisagem de 3 metros; o tempo de exposição varia entre 1/400 e 1.8 segundo, incluindo modo bulb de até 10 segundos e temporizador; possui controles de flash e brilho, além de LCD indicando nível de bateria e número de fotos restantes; e é alimentada por bateria com capacidade para 10 filmes.
Há várias edições especiais de Fuji Instax da Hello Kitty, mas com o formato da cabeça essa é a única
   A Fuji Instax Mini Hello Kitty possui as mesmas especificações da Fuji Instax Mini 8, com as diferenças de possuir um bizarro formato de cabeça da gatinha sem boca, um micro espelho ao lado da lente para auxiliar nos autorretratos e uma lente close-up que faz macros de 35cm. Nunca vi vender aqui no Brasil.
A Fuji Instax Mini 50S talvez seja a mais bonita de todas, na minha desprezível opinião
   A Fuji Instax Mini 50S possui objetiva 60mm; abertura máxima f/12.7; possui modo macro de 30cm, normal de 60cm e paisagem de 3 metros; o tempo de exposição varia entre 1/400 e 1/3 de segundo e temporizador; possui controles de flash e brilho, e dois botões de disparo (um vertical e outro horizontal); e é alimentada por 2 baterias CR2 (aquelas pilhas pequenas e bem gordinhas) com capacidade para 30 filmes. Vendida no Brasil por alguns picaretas vendedores autônomos.
E a Fuji Instax Mini 25 talvez seja a mais feia de todas (a da cabeça é hors concours, não vale)
   A Fuji Instax Mini 25 possui as mesmas especificações da Fuji Instax Mini 50S com a diferença do foco a partir de 50cm e alcance do flash de até 2.5 metros. Encontrada no Brasil com certa dificuldade.
A edição especial chocolate da Fuji Instax Mini 7S fez muito sucesso
   A Fuji Instax Mini 7S possui as mesmas especificações da Fuji Instax Mini 8, mas o controle de abertura de acordo com a luminosidade fica agora em um dial no alto da câmera e ela é alimentada por 4 pilhas AA com autonomia para 30 filmes.
A Fuji Instax Wide 300 é a mais séria de todas, possui até anel de foco
   A Fuji Instax Wide 300 possui objetiva 95mm; abertura máxima f/14; faz foco a partir de 90cm (possui lente close-up para foco a partir de 40cm); tempo de exposição varia entre 1/64 e 1/200; possui anel de foco ao redor da lente; o flash possui alcance de até 3 metros; possui controles de flash e brilho, além de LCD indicando nível de bateria e número de fotos restantes; e é alimentada por 4 pilhas AA com capacidade para 10 filmes.
A Fuji Instax Wide 210 foi a primeira a usar o filme maior da Instax
   A Fuji Instax Wide 210 possui as mesmas características da Fuji Instax Wide 300, exceto o anel de foco e o design também é bastante diferente. Estas duas últimas Instax são as mais raras aqui no Brasil.

Postagem sugerida pela leitora Juliana Leal via Twitter

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27 de outubro de 2014

As fabricantes de superzoom te enganam!

   O principal motivo para escolhermos usar uma câmera superzoom é, sem dúvida, o longo alcance que ela nos proporciona. E este longo alcance vem crescendo assustadoramente, vou dar o exemplo da minha primeira (e única) câmera superzoom: a terrível Canon SX1. Quando a comprei era uma câmera revolucionária por ser a primeira compacta de uma grande fabricante com o sensor CMOS, sensor este que ainda não era tão bem desenvolvido e fez esta câmera ser um pequeno desastre. Sua distância focal máxima (equivalente) era de 560mm e isso era um número bastante espantoso para aquela época, final de 2008. A partir dali começou-se uma guerra sem fim entre os fabricantes.
A câmera Sony H400 é uma das que possui a maior distância focal atualmente, 1550mm
   Ao final do ano de 2010 já tínhamos a Canon SX30 e a Olympus SP800 com a absurda distância focal máxima de 840mm (nada menos do que 50% a mais do que a Canon SX1) e eram as câmeras de maior alcance daquela época. Avançando mais dois anos, em 2012 a Canon SX50 alcançou a absurda marca dos 1200mm, reparem que já era mais do que o dobro da Canon SX1 que era a sensação do ano de 2008. Agora em 2014 temos a Sony H400 com 1550mm de distância focal máxima e a Kodak AZ651 (que em breve falarei aqui no blog) com estratosféricos 1560mm como as campeãs do superzoom. Mas o site Imaging Resource fez um teste surpreendente que revelou que a distância focal informada pelos fabricantes não é a mesma que encontramos na prática, e em alguns casos a diferença chega a ser gritante.
A Olympus SP100 Eagle Eye possui mais de 8% a mais de alcance do que o informado pela fabricante
   Com a ajuda de dois monitores usando imagens do Google Maps em alta resolução e algumas ferramentas de Photoshop (a descrição detalhada da metodologia está aqui) chegou-se à conclusão de que, em um teste com 8 câmeras superzoom, sete delas alcançam menos do que o informado e uma delas alcança mais do que o informado, como se vê no quadro abaixo:
Tabela retirada do site Imaging Resource
   Reparem que a diferença de distância focal informada na Fuji S1 é muito aquém da real, assim como a a Olympus SP100 (chamada também de Eagle Eye) possui uma distância focal muito além da informada.Infelizmente não dá pra gente ter essa informação no ato da compra, então esta postagem fica apenas como curiosidade para sabermos que nem sempre o que se vende é o que temos em mãos.

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3 de outubro de 2014

Duopólio Canon/Nikon no Brasil, bom para quem?

   Texto longo, mas precisei contar o início da história toda para que fosse de mais fácil compreensão.   

   Canon e Nikon são as duas marcas que mais vendem câmeras no mundo todo, principalmente a profissionais ou aspirantes a profissionais, e isso é algo incontestável. Até porque a Nikon é uma empresa já quase centenária (fundada em 1917) e a Canon surgiu 20 anos depois, a experiência que estas duas empresas possuem é absurda e como o investimento nesta área é muito alto, fica difícil outras empresas suplantarem essas duas. Mas elas não estão sozinhas, aliás, nunca estiveram. Sempre tiveram sombras lhes acompanhando e a qualidade destas outras concorrentes não ficava muito atrás, mas o mito que envolve Canon e Nikon é fortíssimo. No mundo todo.
As poderosas seguem reinando absolutas sem ninguém incomodá-las
   Quando a fotografia digital começou a se popularizar no final dos anos 90 (graças a Kodak e Sony, muito mais importantes do que Canon e Nikon nesse processo de transição) algumas pessoas imaginaram que uma nova ordem seria estabelecida, mas a concorrência foi minguando e abrindo espaço para as duas grandes reinarem mais uma vez lado a lado, lembrando que este duplo reinado nunca deixou de existir pois nas câmeras SLR de filme elas ainda mandavam e desmandavam. E eis que sobrevivem, além das poderosas, Sony (que adquiriu a Minolta), Olympus e Pentax. Sony e Pentax permanecem até hoje neste segmento: a Sony com um "novo" sistema SLT de espelhos translúcidos (a Canon já havia usado sistema semelhante décadas atrás) e a Pentax ainda nas DSLR (produzindo ótimos modelos de câmera, alguns acima da média) mas com uma patética política de marketing quase se restringindo ao oriente. Tem muito fotógrafo novo por aqui que sequer já ouviu falar em Pentax, mas isso não vem ao caso agora.
A Pentax, famosa por suas reflex multcoloridas, é pouco conhecida aqui no Brasil
   Faltou a Olympus, ela se juntou a Leica e Panasonic em um ambicioso projeto chamado Quatro Terços, ou simplesmente 4/3, do qual a Kodak também já fez parte (e resolveu retornar agora). O sistema 4/3 consistia em uma baioneta comum entre elas e um sensor que media 4/3 de polegada (com fator de corte 2x), daí o nome do sistema. A primeira câmera foi a Olympus E1, ainda uma DSLR, lançada no ano de 2003. Em 2006 a Panasonic fez sua primeira câmera DSLR neste sistema, a Panasonic L1, bem menor do que as DSLR existentes no mercado e aquele era o embrião de um novo sistema de câmeras mirrorless que viriam logo a seguir.
Olympus E1, a primeira reflex a usar sensor 4/3
   No ano de 2008 foi anunciada a Panasonic G1, a primeira câmera sem espelhos do sistema agora rebatizado de Micro 4/3, que possuía o sensor com o mesmo tamanho de antes mas a baioneta estava menor (daí o nome Micro). As câmeras ainda estavam grandes e precisavam de mais desenvolvimento para alcançar o objetivo que era ter câmeras menores e mais leves do que as DSLR, mas com lentes intercambiáveis. Então a Olympus ressuscita sua série PEN anunciando a Olympus PEN E-P1 com um corpo bem diminuto e com o tempo as duas marcas foram criando câmeras cada vez menores perdendo muito pouco em qualidade de imagem para as "poderosas".
Panasonic G1, primeira câmera mirrorless com sensor 4/3
   Só que todo o esforço de Olympus e Panasonic não adiantaria se a Sony não criasse seu próprio sistema mirrorless, o NEX, que começaria a popularizar (de novo ela) este tipo de câmera no mundo todo. Foi aí que os novos fotógrafos começaram a se interessar mais em ter uma câmera quase de bolso com lentes intercambiáveis, isso aconteceu em 2010. Daí para a frente vieram Samsung, Pentax, Nikon, Fuji e Canon, era inevitável, era um novo caminho e era necessário trilhá-lo. Mas Canon e Nikon fizeram sistemas que pouco ou nada acrescentaram: a Canon parece que fez só por fazer, seu sistema EOS-M está limitado a duas câmeras (uma delas lançada apenas na Ásia) e apenas 4 objetivas oficiais de fábrica, enquanto a Nikon produziu um sistema com um sensor muito pequeno (medindo 1 polegada) mas com preços pouco competitivos e um tamanho que poderia ser bem menor já que o sensor é bem pequeno para os padrões mirrorless.
A Sony NEX5, ao lado da NEX3, foi o início do bem-sucedido sistema sem espelhos da Sony
   Como a Pentax fez um sistema bem meia-bomba (a baioneta é a mesma das suas DSLR com lentes grandes e pesadas) e a Samsung nunca conseguiu se acertar, quem arriscou e tem se dado bem é a Fuji. Com seu inovador sensor que dispensa completamente o uso de filtro low pass mantendo uma nitidez acima da média e uma política mais agressiva de marketing, vem se tornando a maior ameaça ao bastante consolidado sistema Micro 4/3 que possui dezenas de câmeras e objetivas no mercado com tecnologia de ponta e qualidade que não deve quase nada a Canon e Nikon. A Sony também se mexeu e criou a primeira mirrorless com sensor full frame que já mostrou resultados espantosos para quem acha que Canon e Nikon estão acima do bem e do mal. O sensor inovador da Fuji também consegue, em algumas situações, conseguir resultados em APS-C semelhante ao das full frame Canon e Nikon.
Diferente arranjo de cores do sensor usado pela Fuji é um dos segredos do seu sucesso
   Qualidade é o que não falta a Olympus, Panasonic, Sony e Fuji para derrubar as duas gigantes da fotografia (procurem por reviews nos seus sites de confiança e vejam o que estou falando). As mirrorless fazem mais sucesso no Oriente mas já são usadas em bom número na Europa e os EUA começam a abrir os olhos para este mercado. Falta o Brasil. E por que falta o Brasil? Porque aqui, mais do que em qualquer outro lugar do mundo, tem-se a imagem de que não existe nada além de Canon e Nikon. Juntemos a isso a enorme dificuldade de se obter equipamentos fotográficos a preços justos e ficamos privados de ter sistemas menores e mais leves, com qualidade suficiente para uso profissional sem maiores problemas.
Uma das câmeras do sistema sem espelhos da Nikon que até hoje não emplacou
   Se os fotógrafos não tem olhos para outros sistemas que não sejam Canon e Nikon, por que os vendedores se interessariam em trazer produtos de outros sistemas para vender aqui se não haveria interesse neles? Então que continuemos neste círculo vicioso: só se fala em Canon e Nikon e só se vende Canon e Nikon. Quem tem facilidade em comprar no exterior tem a oprtunidade de conhecer outros sistemas, quem não tem (como eu) fica preso a Canon e Nikon, mesmo morrendo de vontade de ter um outro sistema em mãos.
A própria Canon é tão descrente do seu sistema mirrorless que a segunda câmera só foi lançada na Ásia
   E termino com a pergunta do título: o duopólio Canon/Nikon é bom para quem? Para os fotógrafos que ficam presos a duas marcas e impedidos de conhecer outros produtos que podem, em alguns casos, ser do mesmo nível ou até melhores que o destas duas? Para os vendedores que com ou sem novas marcas irão vender do mesmo jeito, já que comprador sempre vai ter? Ou para as duas fabricantes que mantém seus reinados intactos aqui no Brasil mesmo oferecendo o porco serviço de assistência técnica em uma única cidade do quinto maior país do mundo? Canon e Nikon agradecem pois sempre terão os seus fieis fanboys a defendê-las...de graça.

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