24 de fevereiro de 2010

Lançamentos da Panasonic em 2010

   Como já foi dito aqui anteriormente, as opções de câmeras com controles manuais estão se resumindo às superzooms e DSLR salvo raras exceções e com a Panasonic não tem sido diferente, a sua excepcional série LZ teve seus últimos lançamentos há dois anos. A única série de compactas da Panasonic com controles manuais ficaria sendo a não menos excelente FZ mas seu novo modelo só deve ser lançado em julho.

   A Panasonic então está apostando suas fichas na série ZS muito bem sucedida lá fora porém aqui ainda vista com desconfiança talvez porque a marca ainda não seja vista como "top" no Brasil pelos mais leigos e também por se tratar de uma continuação da antiga série TZ, porém esta série agora vem turbinada com controles manuais. A notícia é muito boa mas as opções com estes controles continuam sendo apenas superzooms o que encarece o produto.

Poderosas lentes Leica não poderiam faltar nestas câmeras

    Os dois modelos lançados esse ano, as ZS5 e ZS7 são praticamente a mesma câmera porém a ZS7 possui GPS integrado (olha ele de novo) e o modo de conversão de vídeo AVCHD lite, além de uma tela de LCD resolução e tamanho um pouco maiores.

   Equipadas com as poderosas lentes Leica, ambas possuem 12x de zoom óptico, 12 megapixels de resolução em  pequenos sensores CCD  usados em câmeras de 8 ou 9 MP gerando absurda densidade de 52 MP/cm², modos de prioridades de abertura e velocidade, macro de 3cm, vídeos HD de 1280x720 de resolução, ficam devendo um pouco na abertura: 3.3-4.9, o que deve dificultar um pouco o uso da longa exposição de 1 minuto já tradicional nas Panasonic e tem boa agilidade no modo contínuo com 2,3 capturas por segundo além de aceitarem já o novíssimo cartão SDXC.

GPS integrado é um dos diferenciais da ZS7

   São movidas a bateria e por serem mais compactas que a série FZ se tornam as principais adversárias das SX120 e SX210 da Canon, a briga das compactas manuais fica mais acirrada já que também temos a série HX da Sony, vamos ver se a Nikon se mexe pra entrar nessa briga!

20 de fevereiro de 2010

Cartões de memória

   Vocês já devem ter visto por aí, inclusive aqui no blog, que está ocorrendo um processo de padronização dos cartões de memória. O SD e suas variações Micro e Mini que são largamente utilizados em vários dispositivos como câmeras, telefones celulares, tocadores de música e video portáteis entre outros, ainda sofria resistência de Olympus, Fuji e Sony mas isso começa a mudar esse ano.
   A Fuji a partir de 2008 começou a incluir dois slots para cartão: Um para SD e outro para o XD que ela desenvolveu junto à Olympus, esse foi o primeiro passo em direção a uma padronização que só traria benefícios aos consumidores pois assim ficariam livres para trocar de câmera sem precisar comprarem novos cartões, isso sem contar que sem concorrência, os XD de Olympus e Fuji e os MS (Memory Stick) da Sony sempre foram mais caros que o SD, mas a coisa já foi pior...

   Meu primeiro contato com uma câmera digital foi com uma Polaroid PDC 3030, câmera simples, bem compacta, sem zoom óptico e quase sem nenhuma configuração a fazer, era uma verdadeira "point-and-shoot", em bom português: Aponta e dispara que ela não vai fazer mais nada além disso.
   Ela usava o monstruoso Smartmedia Card, quase do tamanho da própria câmera e com uma capacidade colossal de 64MB e até hoje me lembro do preço: Custou 80 reais e foi uma pechincha na época!

   Naquela época também existiam o IBM Microdrive, o Compact Flash que até hoje ainda é usado em algumas câmeras profissionaisde Canon, Kodak e Nikon por serem considerados mais seguros, o antigo Memory Stick maior um pouco do que o MS Pro e Duo que são vendidos hoje e o embrião do SD, o cartão MMC no mesmo formato porém sem a travinha lateral de segurança.

   Uma das maiores mancadas que a Sony já cometeu foi mudar o formato do seu Memory Stick, criando o Pro Duo um pouco menor (quase do tamanho do SD) porém ofereceu aos portadores de suas câmeras mais antigas um adaptador que nem sempre funcionava forçando essas pessoas a comprarem outra câmera mais moderna porque simplesmente a Sony parou de fabricar o cartão antigo e como o adaptador não funcionava, se houvesse algum problema com o cartão antigo era preciso conviver apenas com a memória interna da câmera que é sempre muito pequena.

Adaptador da Sony quase nunca funcionava e ainda travava as câmeras

   A partir de 2009 a Fuji abandonou de vez o XD e passou a fabricar suas câmeras apenas com o slot para cartão SD, a Olympus começou a incluir no kit das suas câmeras um adaptador para o Micro SD e a partir de 2010 um slot para cartão SD já sem necessidade de adaptadores; além disso a Sony já aceita o cartão SD nas suas câmeras lançadas a partir de 2010, era a última empresa que faltava aderir a padronização.

   Com os cartões SD cada vez mais estabelecidos no mercado e capacidades maiores sendo exigidas a cada momento, hoje além do SDHC com capacidade até 32GB agora já temos o novo SDXC com capacidade de até 2TB, tem noção do que é isso??? Como já se sabe que ano que vem será comum vermos câmeras de 18 ou 20 megapixels a venda, um mísero cartão de 32GB não servirá pra quase nada!


   E fiquem atentos às especificações destes novos cartões para não comprarem gato por lebre: Os cartões SDHC devem vir com logotipo próprio impresso além da classificação por velocidade que deve ser 2, 4 ou 6. Os SDXC já tem classificação 8, 10 ou até maiores conforme a capacidade for aumentando.


Atenção ao logotipo SDHC e a classificação de velocidade C4

   E então, o que acham dessa padronização, é boa ou ruim para o mercado?

14 de fevereiro de 2010

Sony fazendo bonito

   A Sony parece seguir os passos da Fuji ao adicionar novidades nas suas câmeras a fim de abocanhar uma parte do mercado internacional da fotografia, já que lá fora ela não é tão bem aceita como aqui no Brasil. Acredito que numa pesquisa tipo "Top of Mind" aqui no Brasil, cerca de 50 a 60% das pessoas responderiam que a primeira marca que vem à sua cabeça ao falar de câmeras seria a Sony mas ela tem seu valor e não dá pra negar o padrão de qualidade Sony apesar de não ser uma das minhas favoritas em relação a fotografia.

   Apesar de não ser uma tradicional fabricante de lentes a Sony sempre se apoiou na gigante Carl Zeiss, esta tradicionalíssima e há muitos anos fazendo lentes de altíssima qualidade para as DSLR da Sony, porém nunca conseguiu manter esse nível de qualidade nas suas compactas e agora a Sony lança mão de suas lentes Sony G em grande parte das compactas lançadas desde o ano passado. Ainda não pude testar a eficácia dessas lentes mas como elas estão sendo usadas nas principais compactas da Sony é sinal de que não estão aí para brincadeira.

  


   Dois modelos interessantes que a Sony lançou este ano são a HX5 e TX7 que trazem o mesmo sensor CMOS das lançadas ano passado WX1 e HX1. Esse sensor chamado de Exmor talvez seja o melhor das compactas que estão no mercado pois se por um lado a Sony só tem lentes regulares, ela sempre compensou isso com sensores de alta qualidade.

   A primeira boa notícia é que ao contrário de outras marcas que levam 6 meses após seu lançamento para serem comercializadas no brasil, já tem HX5 e TX7 à venda por aqui, as lojas espcializadas em foto já tem esses modelos disponíveis porém a preços proibitivos ainda, não custa nada esperar um pouquinho. Enquanto isso vamos conhecer um pouquinho dessas câmeras.

 TX7: Design tradicional da série T da Sony

   A abertura não é o ponto forte delas já que ambas tem abertura máxima de 3.5 e a TX7 (Lente Carl Zeiss) consegue 4.6 com 4x de zoom e a HX5 (Lente Sony G) consegue 5.5 com seus 10x de zoom óptico. Ponto alto da TX7 é a macrofotografia de 1cm enquanto a HX5 tem apenas 5cm porém a coisa se inverte quando o assunto é exposição prolongada, a TX7 só permite 2 segundos de exposição enquanto a HX5 chega a 30 segundos, o que é bastante coisa!

   Ambas possuem LCDs grandes: O da HX5 é de 3 polegadas com resolução de 230.000 pixels e o da TX7 mede 3,5 polegadas com altíssima resolução de 921.000 pixels, características da consagrada série T da Sony. Os vídeos também são ponto forte dessa dupla pois as duas filmam em Full HD (1920x1080).

HX5: Série Sony com controles manuais agora mais compacta

   Agora uma notícia importantíssima: A Sony começa a disponibilizar suporte aos populares cartões SD, era a última fabricante de câmeras que ainda não permitia isso, seguindo os passos de Olympus e Fuji que aos poucos vão abandonado o caríssimo XD. Quem não comprava Sony por causa do cartão de memória diferente já pode mudar de opinião a partir de agora.

   Por fim, os últimos atrativos dessas câmeras: Tela com tecnologia touchscreen na TX7, outra característica da série T e um sistema com bússola e GPS na HX5; além do modo panorâmico da Sony que é sensacional em que basta você ir virando a câmera após pressionar o botão de disparo disponível nos dois modelos. Controles manuais só são vistos na HX5 seguindo as características da série H da Sony.

GPS integrado consome muita bateria

   Dois modelos para dois tipos diferentes de consumidores que vão agradar pela sua qualidade porém muito caros ainda, vamos ver se daqui a alguns meses se a aceitação vai ser boa.

12 de fevereiro de 2010

Canon decepcionando

   A Canon lançou nesta semana 4 novas câmeras: As automáticas SD1300, SD1400 e SD3500 e a sucessora da SX200 com seus controles manuais, a SX210 que vem a se juntar às já lançadas anteriormente A490, A495, A3000 e A3100 no segmento das automáticas e a novíssima  DSLR T2i.

   Todas muito lindas, a Canon está dando uma repaginada no seu visual pois ela sempre foi conhecida como a "feia que funciona" em detrimento das "bonitinhas mas ordinárias" da concorrência. Além do design bem bacana está apostando também em cores vibrantes, flash popup, LCD com tecnologia touchscreen pra atrair o público jovem e o feminino mas é aí que começa a desandar a receita...

SX210: Belíssimo design e cores vibrantes para ganhar mais força no mercado

   Não escondo de ninguém que sou "canonzeiro" mas ao tentar abocanhar o público que pertence a Sony e Samsung (pelo menos aqui no Brasil), a Canon repete o erro de suas concorrentes: Enchem as câmeras de megapixels, algumas com 14 megapixels em sensores que mal cabem 10! Ou as empresas investem em tecnologia pra aumentar os tamanhos dos sensores ou o que vem por aí são câmeras com qualidade pobre e as que foram lançadas em 2009 terão que ser guardadas com muito amor e carinho pois não veremos qualidade parecida daqui pra frente.

   A densidade de megapixels chega a 50 MP/cm² que é um número absurdo. Pra se ter uma ideia, a Canon A590 que foi a última compacta com controles manuais de baixo custo lançada aqui no Brasil tem uma densidade de 32 MP/cm². Hoje apenas a Nikon continua lançando câmeras com resolução de 8 megapixels, a compacta L21; há alguns anos 8 megapixels era uma resolução considerada absurdamente alta, hoje já podemos dizer que é absurdamente baixa em relação ao que vem sido mostrado por aí mas não é mais do que o necessário para o público comum.

 SD1300: Chamam atenção pela beleza e vão agradar e muito o público jovem

   Não que eu seja contra as câmeras de 14 megapixels pois a Canon G10 tem 14.7 mas com um sensor à altura consegue manter uma excelente qualidade, o que a torna uma das melhores compactas do momento. Infelizmente a guerra dos megapixels começa a tomar proporções imensas e as câmeras que temos em casa hoje passam a se tornar mais valiosas do que já são.

   Lembrando mais uma vez que tudo que posto aqui são apenas opiniões, fiquem livres para discordarem e debaterem o assunto e para a postagem não ficar muito ranzinza a Canon anuncia a criação de um call center aqui para o Brasil desvinculando da Elgin o suporte para câmeras (Impressoras e scanners continuam com o suporte da Elgin). O atendimento será feito pelos telefones (11) 4083-7003 para Grande São Paulo e 0800-60 CANON (22666) para o restante do país, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30.

Rio 40° nada, o negócio agora é Rio 50° graus!!!

   Vejam o que um pobre assalariado do Rio que não tem direito a praia nossa de cada dia é obrigado a aturar.

 

   A cidade pode ser maravilhosa mas pra quem tem que trabalhar todo dia não é bem assim...
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